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Então é Natal...

Então é Natal, e o que você fez? Começa assim a canção de John Lennon e Yoko Ono, imortalizada na voz de Simone, aqui no Brasil. E então, chegou o Natal, e o que você fez de útil para os seus amigos, seus companheiros de trabalho e para sua família? O ano termina, e nasce outra vez, e você, eu e todos nós entramos em 2013 esperando que aconteça alguma mudança. E nós, o que fizemos para mudar o panorama do mundo? Então é Natal, a festa Cristã, diz John Lennon e canta Simone, e eu pergunto: Festa cristã? Onde? Quando? Aqui, no Brasil, e em muitos lugares do mundo a festa cristã não existe mais, é só mercantilismo e comércio, há muito digo que o HOMEM foi esquecido em seu aniversário. Do velho e do novo, do amor como um todo, continua a letra da música,  Então bom Natal, e um ano novo também, que seja feliz quem, souber o que é o bem. Claro, tem muita gente que sabe o que é o bem e o mal, mas será que só no Natal e na virada do ano a gente exige isto dos amigos e companheiros ...

Um trem para Minas

 “Seu” Albino, um pacato cidadão mineiro, 94 anos de idade, 60 de serviço público, lúcido como um adolescente de 15 anos, é um dos mais animados na viagem entre Vitória/ES e Governador Valadares/MG. O bom velhinho, apelido conquistado pelo “Seu” Albino na viagem, traçava de tudo que lhe era oferecido pela “ferromoça”, no bom sentido é claro, e não se cansava de emitir opinião sobre o que está acontecendo no país.  Sobre o referendo, que tivemos neste final de semana, “Seu” Albino foi claro: “Não há como votar no sim. Moro sozinho, em um sítio às margens do Rio Doce, e preciso de minha velha carabina para me defender dos larápios”. O homem contou que devido a sua grande experiência com armas, serviu ao Exército Brasileiro durante 35 anos e foi um dos heróis brasileiros em solos italianos durante a Segunda Guerra Mundial. Uma opinião esportiva do “Seu Albino” ficou atravessada até o retorno, no domingo, quando senti a profundidade de seu comentário. “Ninguém muda de mulher por...

Eu, Júlio e Gutinho...

Thiara (Gutinho), Eu e Júlio  Agora a pouco estava na minha poltrona favorita, mesmo com o intenso calor que faz em Campos, assistindo ao show que marcava os cinquenta anos de estrada de Erasmo Carlos e me emocionei quando adentrou ao palco o velho amigo/irmão do Tremendão, o espetacular Roberto Carlos. Ao ver o ídolo chorar confesso que desceu duas ou três lágrimas neste rosto cansado de emoções e alguns detalhes a mais. Não é vergonha um homem chorar, abraçar ou beijar os amigos como a dupla famosa fez no palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, onde o show rolava para uma seleta platéia. Voltei no tempo, como sempre faço nestas horas de grande emoção, e me vi na Praça Ary Parreiras, lá na terrinha, ao lado dos meus grandes amigos/irmãos Júlio Barros e José Augusto Botelho, que formavam comigo um trio sempre presente nas peladas da rua, nos piques ao lado das meninas e meninos da prefeitura, dos jogos inesquecíveis do time do Bitico e porque não nas peladas do Rink...

A visita de Ermê Sollon

Fim de semana prolongado em Miracema e uma festa de reencontro promovida pela geração 70, que escreveu o nome na história da cidade e agora curte o momento nostalgia visitando a cidade para que as recordações sejam afloradas. Tendo fazer um giro, prometido já há algum tempo, de boteco em boteco ou de bar em bar, desde a Rua da Laje, saindo lá das proximidades do Prudente de Moraes, até chegar próximo a rodoviária ou até mesmo na Rodagem. Convido uns dois ou três amigos para o evento, apenas o José Souto aceitou e prometeu participar da caminhada etílica saudosista idealizada por mim. Porém, tem sempre um porém, no local escolhido para a saída quem é que chega? Ermê Sollon, o neto e um amigo lá da capital, que devido ao elevado calor que fazia na cidade e a somatória da idade dos dois amigos visitantes, cerca de 180 anos para a dupla, a caminhada etílica saudosista não se realizou. A chuva caiu e ao invés de andar e sorver o tempo com geladas pelos botecos afora, escolhemos um pa...

O reencontro das Meninas de Miracema e seus amigos

Como minha praia é o futebol eu poderia começar a crônica sobre a festa das Meninas de Miracema e seus amigos escalando uma seleção, uma seleção de meninas maravilhosas, organizadas e dispostas a reviver um tempo vivido com intensidade, porém, tem sempre um porém, se começar a escalar o time vou cometer as mesmas injustiças de Mano Menezes, técnico da seleção brasileira, que sempre deixa um ou dois preferidos e amados da galera de fora da lista.  Assim, como não quero ser crucificado como o técnico da CBF, prefiro render loas as irmãs Kátia e Tânia, que fizeram de tudo para que este evento ficasse marcado na memória de todos os participantes, inclusive com perspectivas de um novo encontro no próximo ano, que promete ser muito mais interessante.  Cheguei a terrinha por volta do meio dia, de sexta-feira, e meu organograma de visita foi totalmente cumprido e executado na íntegra, a começar pela prosa no Snob’s, logo na chegada, com Elcier e José, onde fluiu papo sobre o futeb...

No palco The Brothers e na pista os Brothers

Tem gente que gosta do Big Brother Brasil e até faz festa e aposta em um vencedor. Tem gente que curte os brothers de suas aventuras e baladas. Tem gente, que como eu, ama Beatles e Rolling Stones e de quebra Bee Gees, Credence, Roupa Nova, Erasmo e Roberto Carlos. Tem gente que mata a saudade na mesa de um bar, Tem gente que curte a saudade nas pistas de dança. T he Brothers é o conjunto de uma geração, que marcou época nos corações da minha turma e das que vieram depois, claro que naquele tempo a qualidade musical era diferente do que as gravados nos empurram goela abaixo desde os anos 90, e no sábado, lá no Salão Nobre do Clube XV, a saudade foi deixada de lado e a realidade foi incorporada na nossa mente.  Olho para um lado e vejo a Eliane Tostes Cardoso, minha primeira parceira nas danças lá no Aero Clube, nos bailes em que nossos pais nos levavam à tiracolo, olho para outro e vejo o Geraldinho (China) Silveira ao lado dos irmãos curtindo a noite e procurando uma prosa s...

Use e jogue fora

Walcyr Carrasco, o novelista global que também é jornalista e cronista da Revista Época, comenta esta semana sobre “use e jogue fora”, com relação a conserto de eletrodomésticos. Ele conta, em seu texto, que mandou consertar um videocassete e o preço, cerca de 25% do valor e isto me fez voltar ao tempo, em parte muito distante e em outra parte há alguns meses passados. No passado, ainda aí na terrinha, meus aparelhos eletrônicos estavam sempre em pane, o Miguel Magaldi, meu anjo da guarda para estes assuntos, dizia que o motivo de tanta queima ou estrago era a instabilidade da energia fornecida pela Força e Luz, depois Celf, Cerj, etc e tal, mas sempre resolvia as questão em minutos. O Miguel Magaldi era um gênio, destes que a gente só vê de quanto em vez por aí afora. Mais um tempo e entrei na era do rádio de pilha, fanático por futebol e com o radinho de pilha sempre debaixo do travesseiro nos jogos noturnos, semana sim e semana não lá estava eu na oficina do Zé Viana procurando...