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Mostrando postagens de abril, 2026

Qual o endereço?

 Qual o seu endereço? Preciso de um documento seu,  urgente, o que me oriente a fazer.  Me responda assim que chegar. Era um amigo, que trabalhou comigo no Hotel Regente, no Rio de Janeiro, que precisava me atender e queria um documento meu que estava lá em Miracema.  Eu disse: - Coloque aí, no envelope, Bar do Seu Vicente, aos cuidados do Zebinho. Em frente a prefeitura Miracema RJ. Naquele tempo não tinha este negócio de CEP e o rapaz não acreditou. E eu mandei outra mensagem, claro que pelo telefone fixo, não havia celular nem computador. - Bote um envelope com seu endereço para que o papai mande de volta, com seu nome e mais nada.  Ele riu... ele me zoou... mas fez o que pedi. Mandou a carta e em dez dias o documeno estava em suas mãos e fechamos o negócio do apartamento que compramos em Copacabana. E até hoje ele me conta e ri. Na cidade do Adilson não precisa de encereço, é só dizer Bar do Seu Vicente que a carta chega.  E não só a carta, as pessoas t...

Hospitalidade miracemense

 Chegando a festa da cidade, maio é o mês de Miracema receber seus filhos ausentes e amigos que por lá moravam e retornam neste periodo para rever a Terrinha, amigos e parentes que por lá ficaram.  Este é o meu caso, na minha agenda o 3 de maio só estará vazio ou com outra programação em casos muitos especiais, como a pandemia e as viagens que fiz neste período.  Já contei aqui, repito para quem não leu ou ouviu eu contar nas mesas dos bares da nossa exposição, que convidei  um amigo para ir até lá, no Carnaval, dizendo a ele que era, e era mesmo e agora voltou a ser, o melhor carnaval do interior.  Mas este não é o motivo deste papo, é outro, é para dizer da amabilidade e da educação do nosso povo com os visiatantes. Meu velho amigo, parceiro do Banerj e das noitadas musicais, Serginho Fiuza, aceitou meu convite e me perguntou o endereço. Disse que não precisava: - Pergunte a qualquer um onde mora o Zebinho Dutra que te levarão ou idicarão o caminho.  Serg...

Ruas e gírias

Hoje recebi um vídeo, destes que postam no Tik Tok e Instagram, que estou rindo até agora da minha reação e de Marina.  Tramamos alguns diálogos com eles, claro que as gargalhadas foram intensas e, mesmo assim, sem medo de ser feliz, me vejo na obrigação de me sentar por aqui e pedir ajuda aos universitários para tentar refazer diálogos do nosso tempo de banco de jardim ou de andar pela Rua Direita sem pensar no amanhã, tipo um papo reto sem quebradas,] Antes de tentar reviver estas gírias chamo meu broto para dar uma chegada na Rua do Biongo, preciso comprar um Lancaster para ficar maneiro,  cheiroso a plnto fas meninas me cganar de pão. Chegamos, o cara da loja é da minha patota e fará um preço supimpa. Como estou na pindaíba tenho que pedir pra pendurar a conta. Nao de certo mas ele inovou uma batoque, na Capivara, que tem um careta, meio descuidado, que pode me vender um falsificado, bem borocoxô, mas sartei de banda.  Marina,  que bao entende bulhufas dos nomes ...

Análise dos grupos - Grupo C

 Chegamos ao Grupo C, aquele grupo que tem o Brasil como um dos favoritos  e o Haiti como zebra do torneio, Marrocos é o peso da balança a seleção da Escócia, o que fator complicador, o que faz-me pensar que o  Haiti está apenas participando, que Marrocos e Brasil brigarão pelo primeiro lugar do grupo e que a Escócia chega para ser o chamado azarão do Grupo C. Quem passa? Brasil e Marrocos não exatamente nesta ordem, mas os dois com chances concretas de segunda fase.  Tabela com horário do Brasil  13/06 - 19 horas em Nova Jersey - Brasil x Marrocos - 22 horas em Boston - Haiti x Escócia 19/06 - 19 horas em  Boston - Marrocos x Marrocos - 21:30h na Filadélfia Brasil x Haiti  24/06 - 19 horas em Miami Brasil x Escócia e em Atlanta no mesmo horário Haiti x Marrocos 

Análise dio grupos - Grupo B

  No Grupo B temos um outro país sede, o Canadá, que terá a companhia de Bósnia, Catar e Suíça, mas podemos dizer que o país anfitrião leva vantagem na busca de uma vaga? Creio que sim. A Suíça deverá ser a primeira colocada e Catar e Bósnia brigarão com os donos da casa pela segunda vaga.  Mais um grupo sem qualquer perspectiva de nos oferecer um finalista nesta Copa na América Central, o máximo é ter um destes quatro países em uma quarta de finais.  Tabela com horário dos jogos no Brasil.  12/06 - 16 horas - Canadá x Bósnia - 13/06 16 horas Catar x Suíça  18/06 - 16 horas - Suíça x Bósnia e no mesmo horário Catar x Canadá  24/06 - Suíça x Canadá em Vancouver e e Seattle, também às 16 horas Catar x Bósnia 

Análise dos grupos - Grupo A

 Os grupos da Copa 2026 analisados um a um com as chances de cada seleção seguir em frente e  buscar uma possível vaga na final. Será que no Grupo A  sairá um finalista?  Coreia do Sul, México, República Tcheca e África do Sul. Seria muito eu dizer que Coreia e República Tcheca brigam por uma vaga e que África do Sul está fora e o México assegura uma vaga na segunda fase, entre os vinte e quatro?  Tabela com horários aqui no Brasil.  11/06 - 16 horas - México x África do Sul - 23 hiras República Tcheca x Coreia do Sul  18/06 - 13 horas - República Tcheca x África do Sul - 22 horas México x Coreia do Sul  24/06 - 22 horas - México x República Tcheca e África do Sul e Coreia do Sul 

Sonhos de um escriba

    O Gemini disse Um giro pelas Ruas da Nossa História Hoje, lá pelas duas da manhã, acordei assustado. O barulho que ouvi veio de um sonho — e, segundo os médicos, sonhar demais faz bem ao emocional. Pois bem, o susto me serviu de despertar. Mas o que sonhava o escriba? Sonhei que demoliam a Rua Direita para homenagear os "Quatro Diabos", baluartes da emancipação de Miracema. No sonho, cada trecho da antiga Marechal Floriano recebia o nome de um daqueles velhos camaradas. Foi um sonho, sim. Mas a realidade é amarga: quase nenhum de nossos vultos históricos tem seu nome grafado nas vias principais. A exceção é o Deputado Luís Fernando Linhares que, por obra do destino, nomeia a avenida construída logo após sua trágica morte. Mas pergunto aos meus botões: onde fica a Rua Altivo Linhares? Onde está a avenida Jamil Cardoso? Quais vias principais levam os nomes de Salim Bou-Issa, José de Carvalho ou Jairo Tostes? Onde está o logradouro que homenageia Olavo Montei...

Passado e presente

            Velho e saudoso? Me chamam de velho, às vezes de saudosista. E o que fazer, se já vivi sete décadas e meia, fiz muito do que sonhei, andei pelo mundo e por este meu Brasil brasileiro? Não implico com quem vive só o presente — cada um carrega o tempo que tem. Mas há quem lembre que usou Glostora no cabelo, perfume Lancaster para impressionar, viu Sissi, a Imperatriz, no cinema… e nunca pisou no Palácio de Schönbrunn, em Viena, onde ela realmente viveu sua história. Eu não usei calça Lee ou Levi’s, não tinha grana, mas fui aos bailinhos da Varanda e da Cabana XV, bebi gim-tônica sob luz negra só para ser notado. Li O Cruzeiro, devorei O Jornal e o Diário de Notícias — ali, sem saber, comecei meu aprendizado de jornalismo. Tem gente que jura que viu Ben-Hur no cinema, mas nunca pisou no Coliseu, em Roma, onde homens lutavam pela vida — quase nunca pela liberdade. Usaram perfumes caros, franceses, mas não atravessaram a porta do Moulin Rouge nem bri...

Tempo de pandemia

 Outro dia me peguei com saudade dos tempos de guri. Veio aquela imagem clássica: correndo pela rua, leve, solto, sem compromisso com nada além da próxima pelada. Bonito, né? Bonito… mas também meio mentiroso. Porque ninguém lembra do dia em que foi escolhido por último. Nem do tombo feio que fez chorar escondido. Nem da bronca em casa por chegar sujo, rasgado e feliz. A memória tem esse talento: ela dá uma ajeitada nas coisas, passa um pano, dá um brilho. E a gente agradece. Saudade, no fundo, é isso: uma versão melhorada da vida. Outro dia pensei nisso enquanto tomava uma cerveja — coisa que o guri que eu fui certamente trocaria por uma Coca-Cola bem gelada. Olhei em volta e percebi que ainda tem muita coisa boa acontecendo… só que de outro jeito. Não tem mais corrida na rua, mas tem história pra contar. Não tem mais joelho ralado, mas tem umas cicatrizes que rendem conversa. Não tem mais a turma toda junta, mas tem aqueles poucos que continuam — e isso já vale muito. A gente mud...

Um dia de loucura

  ABERTURA Cara… quando eu te conheci, mal sabia falar direito. Chegava aqui pelas mãos do Nijel ou do Alvinho. Hoje estou aqui, já grandão, falando de você… falando com você. E, mais do que isso, conversando contigo. Você, que durante tantos anos, me deu um punhado de alegrias. 1. O SILÊNCIO QUE SABIA Tristeza? Não. Nunca fiquei triste ao lado desse velho moço, que agora veste roupa nova e parece ter voltado à infância. Quantas vezes cheguei aqui sozinho, falando baixinho, sonhando que um dia seria famoso, jogador de um grande time brasileiro… Você nunca respondeu. Mas o seu silêncio… já sabia de tudo. 2. OS QUE FIZERAM HISTÓRIA Você viu passar por aqui o grande Lauro Carvalho — que cracaço! —, o Milton Cabeludo, meu primeiro ídolo. Viu nascer a geração do Rink, liderada pelo incrível — e folclórico — Chiquinho Maracanã. Viu o Tupan, com meu velho pai, Zebinho, ao lado de Olavo Cueca, Noqueta e tantos outros. E viu também esse menino teimoso sonhar alto demais. 3. O FIM DO SONHO (...

Dia de Fla Fla-Flu é de festa no Maraca

   DIA DE FLA X FLU É DIA DE FESTA NO MARACA Hoje é dia de Fla x Flu no Maracanã e não tem nada melhor do que recordar os bons tempos do nosso futebol, época em que o futebol do Rio era respeitado e tinha crédito diante do torcedor brasileiro. Na década de 70, quando estes dois tradicionais rivais se encontravam, o Maracanã se transformava em um palco privilegiado para vinte e dois artistas e suas arquibancadas vestiam de vermelho e preto, de um lado, e de verde, grená e branco em outro lado. Quantos clássicos destes eu vi e fiquei extasiado. Muitos foram os jogadores que brilharam neste confronto, Rivelino e Zico não valem, assim como a turma da saudade pode evitar a citação de Dida ou Valdo, craques indiscutíveis e que marcaram suas carreiras envergando as camisas de Flamengo e Fluminense. Alguns brilharam dos dois lados, Paulo César Lima, Doval, Samarone, Rodrigues Neto e outros menos votados, porém com a mesma importância dos citados aqui. HISTÓRIAS DO FLA X FLU (1) - Jogo...

O trem azul em Vila da,Serra

Sentado na calçada do condomínio, aqui em Vila da Serra, sem canudo ou canequinha, mas com o sol batendo direto na cabeça, deixo o pensamento correr solto — desses que só aparecem quando a gente não chama. Fico imaginando  como conseguem fazer canções. Letras, no caso. Como alguém junta meia dúzia de palavras e, de repente, desmonta a gente por dentro. Tem música que não toca — atravessa. E aí me vejo embarcando num trem azul, desses que não param em estação nenhuma. Não tem chegada, nem despedida. Só leva a gente pra um passado recente, ainda quente, ainda vivo. No fone, Paulo Diniz pergunta: “como vou deixar você?”. E eu fico aqui, sem resposta. Porque, meu caro, a vida às vezes só anda mesmo em linhas tortas. Como é que deixa, se ainda ama? Logo depois, como se fosse combinado, aparece Belchior. E aí já era. Ele vem com aquele jeito de quem entende tudo sem explicar muito. Eu não sou um Rapaz Latino-Americano, é verdade — mas estou cansado. Cansado de pensar no tempo, de tentar ...

Eu sou Flamengo

  Da série sou Flamengo e tenho uma nega chamada Tereza, do tijucano Jorge Ben, parceiro das peladas na Tijuca, como o meu amigo Yussef Salim, o Sefinho, que me envia aqui abaixo um dos piores ataques do Flamengo, de todos os tempos. Assim me recordo daquele que era, antes este de hoje, de Mano/Pelaipe,eu considerava o pior de todos, mas hoje vejo que este de 2013 suplantou em muito, aquele dirigido pelo folclórico e lendário Don Yustrich. Corria o ano de 1971, minha fase carioca, morador da Rua José Higino, bem em frente a Cervejaria Brahma, vizinho de quarteirão do Yussef, cuja família é miracemense de quatro costados, e Maracanã era o portão da minha casa, saia do Hotel Regente, em Copacabana, com destino certo às quartas, quintas, sábados e domingos jogasse quem fosse no Maior do Mundo que por lá estava nas gerais ou, dependendo da grana na carteira, nas cadeiras do Mário Filho. Eram dias duros, as nossas peladas, no Quartel de Bombeiros na esquina da Rua Antônio Basílio com Jo...

O bolinho nao saiu

 Meu avô tem histórias interessantes do balcão e das mesas do seu Bar do Vicente, na Praça Ary Parreira, bem em frente a nossa Prefeitura, que hoje ganhou roupa nova, sem mudar a estrutura maravilhosa.   Aqui não é lenda nem conversa de Botequim, e verdade pura, daquela nua e crua e meus velhos camaradas, aqueles que ainda estão entre nós, saberão e darão crédito. Sai um bolinho - Beto, meu parceiro de calçada quando engraxates, cresceu, foi para o Rio, em três meses voltou a terrinha e fez uma visita ao velho Vicente Dutra.  - Sai um bolinho de milho aí, seu Vicente.  Vovô abriu a porta da vitrine e disse: sai, bolinho. E foi para longe. Beto ficou esperando e falou: -Cadê o bolinho, meu tio? Vovô riu... esnobou Beto, e mandou de lá: - sorte sua que não sou seu tio, e azar o seu que o bolinho não quis sair. 

Cantando Ginzagunha

  Torcidas unidas jamais serão vencidas. Que beleza! E então, meu amigo torcedor, minha amiga torcedora: qual será a frase mais repetida neste fim de ano esportivo?   Eu fico com “começar de novo”. Ao revisitar a obra do saudoso Gonzaguinha, percebo que o poeta tinha suas razões. Mesmo sem falar diretamente de futebol, seus versos parecem feitos para os sofredores de 2010.   > “A fé no que virá e a alegria de poder olhar para trás...”   É nesse tom que a torcida do Flamengo embalará a virada do ano. Fé no amanhã, lembrança do ontem como exemplo. E, se tudo der certo, lá pelo meio do ano poderá repetir Gonzaguinha em Começaria tudo outra vez:   > “E então eu cantaria a noite inteira como já cantei, e cantarei, as coisas que já tive, tenho, eu um dia terei.”   Para os vascaínos, que há tempos não levantam um título, os mais apaixonados lembram: “Há o da Série B em 2009”. Se vale, então entendo por que o Fluminense só agora coloc...

Saudade em onda média

  Mais uma para o baú. Esta semana, uma notícia que todos esperavam — inclusive eu — confirmou que a evolução da tecnologia chegou ao rádio e guardou para sempre as Amplitudes Moduladas. Sim, o velho rádio AM, companheiro inseparável de tantos de nós nos estádios mundo afora. Quem nunca foi ao futebol com um radinho de pilha na mão para acompanhar a transmissão? Levante a mão… se conseguir. Pois é. O rádio AM, segundo o filho Ralph Dutra, evoluiu. Mas nós, que vivemos dentro daquela caixinha mágica — fosse a pilha ou na tomada —, temos lá nossas dúvidas sobre essa tal evolução. As ondas do AM iam mais longe. Levavam o som, às vezes até ruim, é verdade, mas chegavam a todos os cantos do país — e até do mundo. O meu velho Philco captava emissoras de todo o planeta. Quantos jogos ouvi do Sport Club Internacional, acompanhando o zagueiro Célio Silva em Libertadores e amistosos pelo mundo, tudo pelo som das rádios gaúchas. O rádio AM me fez conhecer o Brasil sem sair do lugar. Hoje, o F...

40 anos se passaram

  Guarânia, 40 anos e outras           armadilhas do tempo Cuiabá, virada dos anos 70 para 80. Calor, gente suando elegância e promessas de ano novo que já nasciam vencidas. Num restaurante qualquer — desses que a gente entra sem saber que vai sair diferente — encontrei um grupo cantando guarânia. Não pediam atenção. Tomavam a nossa. Sentei, ouvi, gostei. Cantei junto, meio sem jeito, como quem pede licença pra entrar numa história que não é sua. Aplaudi muito. Não por educação — isso eu nunca tive em excesso — mas porque ali tinha verdade, e verdade não se economiza. A vida, que gosta de pregar peças quando a gente acha que está só de passagem, resolveu armar a dela. 3 de janeiro. Meu aniversário. 40 anos — idade em que o sujeito já começa a desconfiar das próprias certezas, mas ainda finge que manda em alguma coisa. Meu primo Frederico, com aquele sorriso de quem apronta sem culpa, preparou a surpresa. Festa, tudo bem. Já era esperado. Mas ele foi al...

O tempo passa...

         Entre o tempo e a  guarânia Cuiabá. Férias na virada da década de 70 para 80. Calor daqueles que não se explica — só se aceita. Na noite de réveillon, entre mesas cheias e conversas soltas, conheci um grupo que não estava ali apenas para tocar. Eles cantavam como quem conta a própria vida. Fiquei. Ouvi. Gostei. Sem convite, sem palco, cantei junto — baixo, no meu canto — como se já fizesse parte daquilo. E aplaudi. Muito. Não por educação, mas por reconhecimento. Dias depois, 3 de janeiro. Meu aniversário. 40 anos. A gente acha que já viu de tudo aos 40. Ledo engano. Meu primo Frederico, desses que entendem a gente sem precisar de explicação, preparava em silêncio algo que dinheiro nenhum compra. Uma surpresa. E não era só festa. Era aquele mesmo grupo. Ali, na sua casa. Ali, pra mim. E então aconteceu de novo — mas diferente. A guarânia voltou a ecoar, só que agora mais perto, mais íntima, mais minha. As vozes já não eram novidade, eram companhia....

Palco e arquibancada

  Eduardo Afonso escreveu hoje, em sua coluna em O Globo, sobre um concerto precisando de conserto. E este colunista, que vos fala, acrescenta: não é só o concerto — as cadeiras, antes arquibancadas de estádios e hoje chamadas de arenas, também carecem, e muito, de educação e civilidade. Afonso observa que, para muitos, o único motivo de ir a um concerto em um teatro lírico é colocar a conversa em dia, fotografar, filmar, rir e se divertir — não com a música erudita, mas com a própria turma, neófita e alheia ao tema principal do evento. Este colunista, por sua vez, deixou de frequentar estádios — ou arenas — desde 2018, quando tentou assistir a um Atlético x Cruzeiro, no Independência, em Belo Horizonte. Foi destratado, empurrado e xingado simplesmente por pedir aos torcedores à frente que se sentassem. E o que se vê hoje, mesmo pela televisão, também pede revisão urgente. Mas será que é isso que a torcida realmente quer ?