Essa Bola de Ouro de 1987 é um símbolo poderoso — não apenas de talento, mas de uma era em que o rádio e o jornalismo esportivo tinham uma energia vibrante e apaixonada. O troféu, com seu brilho dourado e a inscrição “Repórter SHOW”, representa o reconhecimento de quem fazia o público sentir cada emoção das transmissões. Ver esse prêmio hoje é como abrir uma janela para o tempo: ele carrega o peso da história e o orgulho de uma carreira que marcou Campos e o rádio brasileiro.
Em 1986, por causa de problemas políticos internos e do clima de violência provocado pelo narcotráfico, a Colombia abriu mão de sediar a Copa do Mundo. Três anos antes da competição, a FIFA voltou seus olhos para o Mexico, que recebeu novamente o torneio. Mas os mexicanos também precisaram vencer obstáculos enormes. Oito meses antes do início da Copa, a Cidade do México e outros estados do país foram atingidos por um terremoto devastador que matou milhares de pessoas. Em meio à tragédia, surgiu ainda mais forte a determinação do povo mexicano, que decidiu seguir em frente e mostrar ao mundo sua capacidade de organizar uma grande Copa do Mundo. E conseguiu. Motivados pela boa campanha de 1982 e pelo sonho do tetra, os brasileiros atravessaram a fronteira em peso. Filas enormes se formaram nas agências de viagem e logo Guadalajara e a Cidade do México ganharam um toque especial de samba, bandeiras e festa verde e amarela. Os bares, tabernas e ruas mexicanas foram tomados — no melho...