Despedida de Alter Felizmente, o tombo no penúltimo dia em Alter do Chão deixou apenas algumas marcas no joelho e dores nas duas mãos. Nada que me impedisse de acompanhar o grupo na despedida da vila mais famosa do Pará. E qual foi o programa? Conhecer um pouco mais da Ilha do Amor, caminhar pela areia e aproveitar aquele cenário que parece ter sido desenhado com capricho pela natureza. Só tivemos que mudar algumas vezes de lugar, de ponta a ponta, por causa das caixas de som em volume exagerado, levadas por turistas que parecem se sentir donos da praia. E isso, infelizmente, não é exclusividade de Alter do Chão. É um mal que se espalhou por praias e outros recantos turísticos do Brasil: nem todo mundo percebe que o direito de ouvir sua música termina onde começa o direito do outro de ouvir o barulho do vento e das águas. Tirando isso, tudo de bom. Alter do Chão é, realmente, um lugar paradisíaco. A natureza foi generosa por aqui. A Ilha do Amor, as águas do Tapajós, a areia clara...
Da travessia ao tombo Saímos da pousada na quinta-feira, 24 de setembro, logo depois do café da manhã. No roteiro, duas atrações: conhecer de perto a bela e famosa Ilha do Amor, cartão-postal e carro-chefe do turismo de Alter do Chão, onde ficamos até quase o pôr do sol, e fechar o dia com um show do tradicional carimbó paraense. E assim foi — pelo menos para os dois casais que nos acompanham. Juntos, naquele pedacinho do paraíso, onde as águas têm jeito e cor de mar, vimos o tempo passar rapidamente. Entre a travessia de ida e a de volta, feita nos pequenos barcos conduzidos a remo por profissionais que parecem gostar verdadeiramente do que fazem, aproveitamos cada instante. Caminhamos, cantamos, nos divertimos com as músicas que vinham das barracas ao lado e com aquelas figuras caricatas que aparecem em todo lugar turístico e acabam fazendo parte da paisagem e das lembranças. Na volta, ficou a promessa: mais tarde nos encontraríamos novamente na pracinha do coreto pa...