F ehando o nosso ciclo de viagens pelo Brasil dos Brasileiros chegamos ao Pará, norte do Brasil, após passagem pelo Amazonas, conto aqui acima, e dos lugares que pretendíamos conhecer este foi o último justamente por ser o mais distante, mas deu tempo de anda por Santarém, conhecer o encontro dos das águas quase verde do Tapajós com as barrentas do Amazonas, dois dos mais famosos rios brasileiros. E Santarém não é so isso, o Centro Histórico lhes renderá um punhado de fotos interessantes e te mostrará como era a cidade ante de ter esta imensa visitação provocada pelas redes sociais. De Santarém, onde ficamos dois dias, seguimos para Alter do Chão, um lugar que foi muito recomentado pelos guias turísticos e por onde ficamos três noites em uma pousada regular, bem abaixo do esperado mas foi o que encontramos na alta temporada do lugar, Festa do Sairé, tradicional evento de cultura paraense realizada em todo mês de outubro. Alter do Chão faz juz aos elogios recebidos pelo...
Decepção Tecnológica sob as Luzes do Sena Naquele fim de setembro de 2008, eu acreditava piamente que nada, absolutamente nada, poderia arranhar o brilho da nossa despedida da França. Paris se entregava a nós com aquela aura cinematográfica, o Sena refletindo o âmbar dos postes sob a brisa da noite, e nós, em um Bateaux-Mouche, éramos apenas passageiros em um quadro perfeito. Ou, ao menos, foi o que achei até encontrar aquela turista asiática. Nós, brasileiros, carregamos um orgulho quase mítico com nossos equipamentos fotográficos. Eu, com minha Canon pendurada no pescoço, sentia-me o próprio correspondente internacional em missão oficial. Tinha nas mãos a extensão da minha visão. Foi então que ela surgiu, operando algo que, para os olhos de 2008, não pertencia ao nosso tempo. Ela não fotografava; ela orquestrava um espetáculo de autossuficiência. Montou um tripé compacto com a elegância de quem arma um tripé de laboratório em uma estação espacial. Enquanto eu me contorcia em ân...