MANAUS — O INÍCIO DA AVENTURA PELO NORTE Começamos nosso roteiro de viagem pelo Norte brasileiro com um excelente voo do Rio de Janeiro a Manaus. Foram quatro horas e meia no ar, com muita tranquilidade, a bordo de uma aeronave que cortou um verdadeiro céu de brigadeiro. Chegamos ao Aeroporto de Manaus na madrugada de 17 de setembro, por volta de 1h30. Às 2h30, já estávamos no hotel. Dormimos pouco, porque, logo cedo, depois do café da manhã, iniciamos nosso passeio pela capital do Amazonas. Seguimos para o centro histórico, onde estava um dos meus principais objetivos: conhecer o Teatro Amazonas. Fizemos uma visita guiada e pudemos observar de perto aquela obra monumental, erguida no final do século XIX, durante o período áureo da borracha. Entre fotografias e filmagens, aprendemos um pouco mais sobre a história do prédio e de seu palco. Também fizemos várias comparações com os grandes teatros europeus, principalmente com a Ópera de Viena, cuja disposição da plateia e dos camarotes gu...
Meus olhos não me enganaram: por dentro, o Teatro Amazonas realmente lembra muito a Ópera Estatal de Viena. O salão em ferradura, as fileiras de camarotes, o veludo vermelho, os dourados e a ornamentação criam quase a sensação de reencontro. Mas não é propriamente um clone. São como dois irmãos arquitetônicos da mesma época europeia: A Ópera de Viena foi inaugurada em 1869, em estilo neorrenascentista. O Teatro Amazonas começou a ser construído em 1884 e foi inaugurado em 1896, também sob forte influência renascentista e da Belle Époque europeia. O projeto de Manaus veio de um escritório português e foi desenvolvido pelo arquiteto italiano Celestial Sacardim, com decoração de artistas europeus. Ambos adotaram o modelo clássico das grandes casas de ópera: plateia em ferradura, vários níveis de camarotes, vermelho, dourado e decoração monumental. Há ainda uma curiosidade: o auditório vienense original foi destruído durante a Segunda Guerra Mundial e reconstruído, reabrindo em 1955....