LENÇÓIS MARANHENSES — ENTRE MICOS, DUNAS E EMOÇÕES Mais uma aventura do Baú do Penacho E o Nordeste nos proporcionou uma série de aventuras que caberiam em um livro inteiro. Mas, por aqui, vou contando as melhores. Quem sabe, um dia, reúna tudo em um livro de memórias e viagens, para que todos saibam como é divertido, perigoso e gratificante andar por aí. Não exatamente sem destino, como eu gostaria, mas sempre com um lugar escolhido a dedo, que combine comigo e com Marina. E, nesse ritmo de aventuras, chegamos ao Maranhão, em 2015, mais precisamente aos Lençóis Maranhenses. Um destino recomendado por dezenas de amigos que já haviam passado por lá e garantiam, sem medo de errar, que eu iria adorar e voltaria com muitas histórias para contar. Bingo! A começar pelo "mico" que paguei com um mico de verdade! O atrevido resolveu pousar no meu ombro depois de roubar um drops do meu companheiro de viagem, Gervásio Magno, que só não levou um susto maior porque, durante muitos anos,...
Se a aventura contada no capítulo anterior, lá na Paraíba, deu medo e foi uma verdadeira odisseia pelo asfalto e pela ponte da hidrelétrica, imagine esta, na Baía de Todos os Santos, a bordo de um barquinho como o da foto, com sete pessoas, atravessando aquele mar aberto! Contratamos um passeio guiado, com destino às ilhas da baía, mas não imaginávamos que seríamos colocados em um barco a motor, pequeno e descoberto, conduzido por um "marinheiro" experiente, mas sem grandes recursos de segurança, além dos coletes e de uma boia. Relutamos um pouco antes de entrar na embarcação, mas o medo acabou superado pela necessidade de adrenalina. E lá fomos nós, encarar as águas da Baía de Todos os Santos e mostrar que, apesar dos setenta anos, eu e Marina ainda estávamos prontos para superar qualquer obstáculo. Até mesmo o pequeno detalhe de que ela não sabe nadar. Aliás, Marina não nada nada. E nunca nadou! Corria tudo bem. Nosso guia era tranquilo, sem brincadeiras ou exibicionismos. ...