Minha curta carreira de treinador Vou contar como foi meu único jogo como treinador. Isso lá nos anos 80, em Aperibé, onde Miracema tinha enorme dificuldade para conseguir resultado positivo, fosse em amistoso ou jogo oficial. O Maninho me convidou para comandar a seleção de Miracema — ou seria Associação, meu caro José Luiz da Silva? — e aceitei a missão. Mas bastou convocar o grupo para começar a resenha: — Guguta não vai querer ficar no banco. — E Tachinha, você vai colocar onde? Na defesa ou no meio? — Você chamou meia demais… vai sobrar confusão pra escolher os titulares. Conversei com o Zé Luiz e fizemos um acordo: “Zé, vamos fazer como Mário Zagallo na Copa do México: escalar todo mundo e ir pra cima deles lá na casa deles.” E fomos. Montei o ataque com Beto, Ronzê, Guguta e Biluzinho — quatro atacantes de respeito. Tachinha ficou no meio com liberdade total: marcava, criava, atacava… fazia o que queria. Atrás vieram Fernando, Tindê, Dilico e Luiz Carlos. Dequ...
E aí, semelhança ou mera coincidência? Analisamos desde a organização — e até a surpresa que foi na Suécia. O time era forte e, mesmo sem poder fazer alterações durante os jogos, tinha um elenco poderoso, com dois jogadores de alto nível para praticamente cada posição. Tanto que usou o “banco”, trocou seis peças ao longo da campanha, o time não sentiu e chegou ao título. A história conta que a linha de ataque era Joel, Mazzola, Dida e Zagallo, com Dino Sani e Didi no meio, e De Sordi na lateral direita. Mas todos lembram também que a equipe terminou a Copa com na lateral, ao lado de e um novo trio ofensivo: , e , mantendo apenas do quarteto original. Em 1962, o grupo foi praticamente mantido. Poucas mudanças — e uma delas resolveu tudo. Amarildo entrou no lugar de Pelé, lesionado e já o maior do mundo, e ao lado de Garrincha deu conta do recado. Fácil? Nem um pouco. Foi complicado. Teve apito amigo contra a Espanha, pressão, bastidor… mas terminou com o Brasil bicampeão....