" A imaginação é mais importante do que o conhecimento. O conhecimento é limitado. A imaginação abraça o mundo." Assim disse Albert Einstein. Essa é uma das mais célebres citações do físico alemão. E o que ela tem a ver com o que comento hoje, neste Papo de Botequim? Tudo. Manoel tem pouco estudo e poucas oportunidades. Seu conhecimento formal é limitado, mas lhe sobram imaginação, paciência e vontade de aprender. É torneiro mecânico e lê o suficiente para sentar-se à mesa do bar e conversar, de igual para igual, com os amigos da roda de sábado. Na contramão do que acabei de dizer, José, advogado formado, oriundo de uma família financeiramente abastada, teve todas as oportunidades para adquirir amplo conhecimento. E, de fato, o adquiriu. Mesmo assim, não consegue decolar na carreira que escolheu. No último sábado, mostrei essa citação aos dois, separadamente. Manoel respondeu de imediato: — Essa frase foi feita para mim. Esse cara sou eu! José, por sua vez, disse ap...
Garrincha: A alegria do povo Garrincha morreu em 20 de janeiro de 1983, aos 49 anos — embora tenha vivido como poucos. Carregava no corpo as marcas de muitas batalhas, das contusões acumuladas, e na vida travava uma luta dura contra o alcoolismo. Ainda assim, guardo uma certeza: jamais vi Garrincha jogar mal com a camisa da Seleção Brasileira. Com ela, foi sempre brilho, sempre encanto. E, ao lado de Pelé, nunca conheceu a derrota. Eu e Fisíco, botafoguense fanático e apaixonado por Garrincha, travávamos debates memoráveis nos fins de tarde, no velho Bar do Vicente Dutra. A discussão era sempre a mesma: quem foi o maior jogador brasileiro daqueles anos dourados do nosso futebol, Pelé ou Garrincha? Eu, rendido à arte e à magia do Rei, defendia com unhas e dentes o camisa 10 do Santos e da Seleção. Fisíco, fiel à sua paixão, não dava o braço a torcer. Sempre tinha uma jogada genial do "Seu Mané" na ponta da língua. E, como acontece nas melhores discussões de botequim, a conve...