Hoje seria nossa despedida de Belém. Seria. Fomos obrigados a abortar o passeio de dois dias à Ilha de Marajó, reflexo ainda da queda em que conheci, literalmente, o chão de Alter do Chão. Não me sinto seguro para me aventurar pelas águas amazônicas ou pelas terras de Marajó. Ficará para outra oportunidade. Mas Belém ainda tinha muito a nos mostrar. Hoje fomos ao Mercado Ver-o-Peso para saber o quanto pesaria, em nosso roteiro, aquele lugar tão famoso instalado às margens da Baía do Guajará. E minha impressão é de que realmente merece nota máxima, embora ainda precise de alguns retoques em seu ambiente. Foi uma manhã inteira girando por lá. Comprinhas de lembranças, observação de uma mistura interessante entre o antigo e o moderno, contato com o artesanato regional e, principalmente, a oportunidade de sentir de perto o calor humano do povo paraense. Eu e Marina vimos também a nossa primeira chuva da tarde em Belém. E foi de dentro de um táxi. Durante uns quinze minutos...
Belém — das águas para a cidade Fim das aventuras e de algumas decepções. Chegamos a Belém ainda com disposição e gás para mais três dias do roteiro traçado lá em Campos. E a primeira dica veio do filho Ralph Dutra que, com sua experiência de agente de viagens, foi direto ao ponto: Estação das Docas. Às margens da Baía do Guajará, era a noite de que precisávamos para começar a trocar a agitação aquática de Alter do Chão pelo movimento urbano de Belém, a capital paraense. Era nossa apresentação à 21ª capital de Estado visitada nesta caminhada pelo Brasil. E a primeira noite já deixou um ponto positivo para Belém: chope gelado, música boa, ambiente agradável e comida bem temperada e saborosa. Claro que mantive o meu cardápio tradicional. Nada de grandes aventuras gastronômicas: massa com filé mignon. Para quem já tinha vivido aventuras suficientes nos últimos dias, estava de ótimo tamanho. Depois, um bom sono reparador no hotel. Era preciso recuperar as energias para cumprir o roteiro de...