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scunho para amanhã   E hoje começa a verdadeira Champions League da Uefa, quinze "seleções" internacionas (entenderam, né mesmo) e uma bela surpresa, um time da Noruega, que rez estragos nos grandes, e ameçaa ser a grande zebra da temporada européia.  Quatro jogos hoje, dois clássicos (pena que os dois às 17 horas) que podem indicar o campeão ou o bi-campeão em sequência, um daqueles que eliminam um grande favorito s ambos são presenes para quem gosta de um vedadeiro futebol e não este que vem sendo jogado no país tropical, abençoado por Deus.  Sim, hoje temos Real Madrid x Manchester City, no Santiago Bernabeu, e creio que vencedor daqui terá toda credencial para chegar a final. Ainda é cedo, é o primeiro jogo, a volta será em Manchester, mas quem vencer aqui me parece que abre a porta da classificação. 

Como o tempo passa rápido

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  Olhar para essa foto é entender que o tempo não apenas passou; ele construiu. Entre o sim de 1975 e o horizonte de 2025, lá se vão cinco décadas de uma estrada percorrida a dois. O título "Aqui tem Ouro" não é força de expressão; é a constatação de um metal que foi forjado no dia a dia, nas viagens pelo mundo e na criação de uma família que é o maior legado dessa união. ​Na imagem, o cenário europeu ao fundo parece emoldurar o que realmente importa: o sorriso de quem sabe que tem um porto seguro ao lado. Marina, com o brilho no olhar de quem atravessou tempestades e bonanças, e você, Adilson, com a serenidade de quem soube ser o capitão dessa jornada. ​Esses 50 anos não são apenas um número no calendário. São milhares de quilômetros rodados, crônicas escritas nas entrelinhas da vida e a certeza de que, de todos os destinos que os "andarilhos do mundo" visitaram, o melhor lugar sempre foi um ao lado do outro.
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  Meu amigo, é com o coração pesado que digo até breve, jamais um adeus.  Você foi mais do que um amigo — foi um irmão que a vida me deu. Levarei sempre comigo as aventuras, as risadas e tantos momentos que compartilhamos ao longo dessa caminhada. Você vai me fazer muita falta. Mas sei que, onde quer que esteja agora, continuará fazendo o que sempre fez: liderando, ensinando e espalhando sabedoria. Obrigado por tudo, meu amigo. Você sempre será lembrado. Amigo, chegou a hora da despedida. Mas não se preocupe: continuarei contando seus causos e mantendo viva a sua memória. Você foi um parceiro extraordinário e deixa uma saudade imensa. Foram quarenta anos de amizade fraterna. Formávamos um trio inesquecível: eu, você e Sérgio Tinoco — que certamente o receberá aí nessa nova morada. Foram anos de ensinamentos, de troca de opiniões — nem sempre amenas —, mas que nunca ultrapassaram as paredes do estúdio, porque acima de tudo havia respeito, companheirismo e amizade verdadeira. At...

Falso fantasma

Durante décadas, uma lenda assustou incrédulos e curiosos em Miracema. Muitos juravam ter visto, outros zombavam das histórias contadas pelos atiradores do Tiro de Guerra 217 , que garantiam existir um velho soldado — um atirador morto em serviço, embora ninguém jamais tenha confirmado isso — que voltava para atormentar os rapazes de plantão. Se existem duas histórias sobre o tal fantasma, de uma eu fui testemunha ocular. A outra deu origem a toda essa lenda. A primeira aconteceu no primeiro ano do sargento Lecine no comando da tropa de Miracema. Durante uma noite de guarda, alguns soldados começaram a ouvir passos no salão de reuniões, localizado acima do dormitório e da sala de armas. E não eram apenas passos. Junto com eles vinha o som de um instrumento musical, tocando suavemente, sem parar, como se alguém estivesse ali ensaiando na madrugada. O susto foi geral. Os rapazes saíram às pressas do prédio e se reuniram em frente à prefeitura. No dia seguinte o boato correu pela tropa ...

Tarciso

  Certa vez comentei aqui sobre minhas aventuras de “vendedor” pelas ruas da minha Miracema, pelos parques e circos que chegavam à cidade e, principalmente, nas filas do Cine Sete e do Cine XV, tentando angariar algum dinheiro para os matinês de sábado. Também falei do meu tempo de engraxate, dos amigos que dividiam as calçadas comigo. O tempo passou e, felizmente, tudo deu certo em meu caminho e cá estou hoje, já grandinho e quase um setentão miracemense, falando e escrevendo sobre os personagens e os fatos da nossa terrinha. E hoje faço um abre-alas para um personagem que já caminha para meio século de presença no nosso jardim. Sempre alegre, educado e com um carinho especial pelas crianças que frequentam o parque. Elas puxam os pais pela mão e pedem: — Quero pipoca do seu Tarcísio! E ele, sempre com um belo e largo sorriso, atende a todos contando um causo ou lembrando do pai, do avô ou de algum parente da criança que está à sua frente. Tarcísio conhece a história de muita ...
  Assim que cheguei por aqui, em outubro de 1985, um amigo do banco me disse: — Em Campos, naquele tempo ainda não havia sido agregado o sobrenome “dos Goytacazes”, temos o segundo melhor carnaval do Rio de Janeiro e o melhor do interior fluminense. Claro que discordei. Poderia até ser o maior desfile de agremiações carnavalescas do interior, com blocos, bois — que não são pintadinhos como os nossos — e toda aquela estrutura. Porém… sempre existe um porém. Faltava animação, organização e, principalmente, não havia carnaval de rua como na minha Miracema. O tempo passou e nós dois deixamos de participar das coberturas carnavalescas. Nunca havia horário certo para começar ou terminar os desfiles e nós, radialistas e jornalistas, ficávamos à mercê dos donos dos blocos e da boa vontade das agremiações para entrar na Avenida XV de Novembro. Foram tantos atrasos que me aborreci até chegar o dia do basta. Serginho também decidiu parar. No ano seguinte, ele me procurou e disse: — ...

A Merche do Lúcio

  O Bar Pracinha e o “Merche” Mexido O Bar Pracinha, que conheci na esquina da Rua Francisco Procópio com a Rua Direita, guarda histórias incríveis e personagens inesquecíveis. Ali passaram ricos e pobres, brancos, negros, mulatos e índios. Gente de todo tipo viveu momentos especiais naquele que, no meu ponto de vista, foi o bar mais elegante da cidade. Principalmente no prédio antigo, o da famosa esquina, já comentado em outras crônicas. Havia ali uma atmosfera que lembrava os bares europeus dos anos 1950 — balcão imponente, garçons atentos, conversa alta e aquele ar de importância que só certos lugares conseguem manter. Conheci o Pracinha já na administração dos Irmãos Salim — Jofre, Nacif e José — vindos de Palma, Minas Gerais, para viver seus grandes momentos em Miracema. Com amor, dedicação e espírito inovador, comandaram o estabelecimento numa época em que o município vivia talvez seu melhor momento comercial e industrial. Cada um que frequentou o Pracinha até seu fechamento ...