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Reta final da Saga do Norte

  Dever cumprido No final daquilo que determinei como minha “Data Turismo”, cumprimos o roteiro indicado pelo filho, Ralph Dutra, agente de viagens, e fomos conhecer a famosa Ilha do Combu, que realmente nos ofereceu tudo aquilo que ele havia prometido. Uma travessia maravilhosa saindo do hidroporto, em Belém, confortável, em barcos novos e com barqueiros preparados. Do outro lado, um cardápio de opções de bares e restaurantes, em meio à natureza amazônica, e uma fábrica de chocolate que faz jus à fama. Dona Nena é craque! Na despedida, ainda houve tempo para uma passagem pelo Estádio Olímpico Jornalista Edgar Proença, o Mangueirão, com direito às fotos de praxe e à inclusão de mais um gigante no meu “book” dos estádios visitados pelo Brasil e pelo mundo. E, claro, não poderia faltar uma nova visita à espetacular Estação das Docas e ao Porto Futuro, nossos pontos quase obrigatórios durante os dias em Belém. O saldo de Belém Uma cidade receptiva, de povo acolhedor. Dos motoris...
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Repouso dos viajantes

O destino mudou o roteiro Nossa última etapa seria a Ilha de Marajó, mas o destino não quis assim — e eu acredito piamente nele. As dores na costela e no tórax continuaram e resolvi procurar um médico. Acionei o seguro-viagem e, em cinco minutos, a Harmônica Seguros resolveu tudo. No Hospital Santa Teresinha, fui atendido maravilhosamente. Não é propaganda, é agradecimento. Quando saímos, já passava de uma da tarde e a fome apertava. Voltamos à Estação das Docas e ainda pensamos em fazer o tour pela Baía do Guajará. Pensamos... Mas o médico havia recomendado pouco esforço e pouca movimentação naquele dia, por causa da medicação forte e necessária. Prudência, então, passou a fazer parte do roteiro. E assim, a penúltima perna do nosso giro pelo Norte brasileiro terminou em repouso no hotel e com o aumento, em dois dias, de nossa permanência na bela capital paraense. Marajó ficou para outra oportunidade. Belém ganhou mais um pouco de nós. E há males que vêm para o bem. Com a mudanç...

A saideira que não aconteceu

  Hoje seria nossa despedida de Belém.  Seria. Fomos obrigados a abortar o passeio de dois dias à Ilha de Marajó, reflexo ainda da queda em que conheci, literalmente, o chão de Alter do Chão. Não me sinto seguro para me aventurar pelas águas amazônicas ou pelas terras de Marajó. Ficará para outra oportunidade. Mas Belém ainda tinha muito a nos mostrar. Hoje fomos ao Mercado Ver-o-Peso para saber o quanto pesaria, em nosso roteiro, aquele lugar tão famoso instalado às margens da Baía do Guajará. E minha impressão é de que realmente merece nota máxima, embora ainda precise de alguns retoques em seu ambiente. Foi uma manhã inteira girando por lá. Comprinhas de lembranças, observação de uma mistura interessante entre o antigo e o moderno, contato com o artesanato regional e, principalmente, a oportunidade de sentir de perto o calor humano do povo paraense. Eu e Marina vimos também a nossa primeira chuva da tarde em Belém. E foi de dentro de um táxi. Durante uns quinze minutos...

Gastromia e natureza em Belém

Belém — das águas para a cidade Fim das aventuras e de algumas decepções. Chegamos a Belém ainda com disposição e gás para mais três dias do roteiro traçado lá em Campos. E a primeira dica veio do filho Ralph Dutra que, com sua experiência de agente de viagens, foi direto ao ponto: Estação das Docas. Às margens da Baía do Guajará, era a noite de que precisávamos para começar a trocar a agitação aquática de Alter do Chão pelo movimento urbano de Belém, a capital paraense. Era nossa apresentação à 21ª capital de Estado visitada nesta caminhada pelo Brasil. E a primeira noite já deixou um ponto positivo para Belém: chope gelado, música boa, ambiente agradável e comida bem temperada e saborosa. Claro que mantive o meu cardápio tradicional. Nada de grandes aventuras gastronômicas: massa com filé mignon. Para quem já tinha vivido aventuras suficientes nos últimos dias, estava de ótimo tamanho. Depois, um bom sono reparador no hotel. Era preciso recuperar as energias para cumprir o roteiro de...

Aventuras e decepções no Norte 6

Despedida de Alter Felizmente, o tombo no penúltimo dia em Alter do Chão deixou apenas algumas marcas no joelho e dores nas duas mãos. Nada que me impedisse de acompanhar o grupo na despedida da vila mais famosa do Pará. E qual foi o programa? Conhecer um pouco mais da Ilha do Amor, caminhar pela areia e aproveitar aquele cenário que parece ter sido desenhado com capricho pela natureza. Só tivemos que mudar algumas vezes de lugar, de ponta a ponta, por causa das caixas de som em volume exagerado, levadas por turistas que parecem se sentir donos da praia. E isso, infelizmente, não é exclusividade de Alter do Chão. É um mal que se espalhou por praias e outros recantos turísticos do Brasil: nem todo mundo percebe que o direito de ouvir sua música termina onde começa o direito do outro de ouvir o barulho do vento e das águas. Tirando isso, tudo de bom. Alter do Chão é, realmente, um lugar paradisíaco. A natureza foi generosa por aqui. A Ilha do Amor, as águas do Tapajós, a areia clara...

Aventuras e decepcoes no Norte 5

   Da travessia ao tombo Saímos da pousada na quinta-feira, 24 de setembro, logo depois do café da manhã. No roteiro, duas atrações: conhecer de perto a bela e famosa Ilha do Amor, cartão-postal e carro-chefe do turismo de Alter do Chão, onde ficamos até quase o pôr do sol, e fechar o dia com um show do tradicional carimbó paraense. E assim foi — pelo menos para os dois casais que nos acompanham. Juntos, naquele pedacinho do paraíso, onde as águas têm jeito e cor de mar, vimos o tempo passar rapidamente. Entre a travessia de ida e a de volta, feita nos pequenos barcos conduzidos a remo por profissionais que parecem gostar verdadeiramente do que fazem, aproveitamos cada instante. Caminhamos, cantamos, nos divertimos com as músicas que vinham das barracas ao lado e com aquelas figuras caricatas que aparecem em todo lugar turístico e acabam fazendo parte da paisagem e das lembranças. Na volta, ficou a promessa: mais tarde nos encontraríamos novamente na pracinha do coreto pa...

Aventuras e decepções 4

Alter do Chão — nota 10 até no chão Infelizmente, a primeira impressão de Alter do Chão não foi das melhores. Logo na chegada, ao tentarmos encontrar a pousada que havíamos reservado, veio o susto: lugar ermo, ruas de terra, mato e lixo pelo caminho. O cenário não combinava em nada com as imagens paradisíacas que eu tinha na cabeça. Quando finalmente chegamos, a surpresa foi ainda maior. A casa, praticamente ao lado da floresta, parecia cenário daqueles filmes de suspense em que a gente já sabe que alguma coisa vai dar errado. Olhei para os companheiros e fui direto: — Aqui eu não fico nem se me embebedarem! Felizmente, os outros quatro tiveram a mesma impressão. O consenso foi imediato: procurar outro lugar. Além de tudo, aquela pousada ficava distante do centro, cerca de 15 minutos de táxi, com acesso nada convidativo. Resolvido o problema e encontrada outra pousada, o panorama mudou completamente. O patamar subiu. Ficamos num lugar simples, limpo, aconchegante e bem localizad...