Belém — das águas para a cidade Fim das aventuras e de algumas decepções. Chegamos a Belém ainda com disposição e gás para mais três dias do roteiro traçado lá em Campos. E a primeira dica veio do filho Ralph Dutra que, com sua experiência de agente de viagens, foi direto ao ponto: Estação das Docas. Às margens da Baía do Guajará, era a noite de que precisávamos para começar a trocar a agitação aquática de Alter do Chão pelo movimento urbano de Belém, a capital paraense. Era nossa apresentação à 21ª capital de Estado visitada nesta caminhada pelo Brasil. E a primeira noite já deixou um ponto positivo para Belém: chope gelado, música boa, ambiente agradável e comida bem temperada e saborosa. Claro que mantive o meu cardápio tradicional. Nada de grandes aventuras gastronômicas: massa com filé mignon. Para quem já tinha vivido aventuras suficientes nos últimos dias, estava de ótimo tamanho. Depois, um bom sono reparador no hotel. Era preciso recuperar as energias para cumprir o roteiro de...
Despedida de Alter Felizmente, o tombo no penúltimo dia em Alter do Chão deixou apenas algumas marcas no joelho e dores nas duas mãos. Nada que me impedisse de acompanhar o grupo na despedida da vila mais famosa do Pará. E qual foi o programa? Conhecer um pouco mais da Ilha do Amor, caminhar pela areia e aproveitar aquele cenário que parece ter sido desenhado com capricho pela natureza. Só tivemos que mudar algumas vezes de lugar, de ponta a ponta, por causa das caixas de som em volume exagerado, levadas por turistas que parecem se sentir donos da praia. E isso, infelizmente, não é exclusividade de Alter do Chão. É um mal que se espalhou por praias e outros recantos turísticos do Brasil: nem todo mundo percebe que o direito de ouvir sua música termina onde começa o direito do outro de ouvir o barulho do vento e das águas. Tirando isso, tudo de bom. Alter do Chão é, realmente, um lugar paradisíaco. A natureza foi generosa por aqui. A Ilha do Amor, as águas do Tapajós, a areia clara...