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Mostrando postagens de agosto, 2026

Como vai você?

 A segunda-feira em Campos dos Goytacazes despertou com um calor desses que fazem o asfalto tremeluzir e a gente buscar sombra antes mesmo do primeiro café. Aqui, onde o sol parece ter uma intimidade exagerada com a terra, a gente vive no ritmo lento do tempo que o clima impõe. Mas, nesta manhã, o meu ritmo foi ditado por uma lembrança, por um fio invisível de melodia que invadiu o quarto assim que abri os olhos: Antônio Marcos. Não é que a tristeza tenha me visitado; na verdade, o coração acordou habitado por uma nostalgia doce, daquelas que não doem, mas que fazem a gente querer assentar a poeira da alma. E enquanto o ar lá fora fritava o horizonte, me peguei pensando que, às vezes, a gente só quer conversar com Deus para agradecer pelo presente que foi a passagem de certas pessoas por aqui. Antônio foi uma delas. Pode ser que você, que me lê agora — com esse olhar de quem atravessa o cotidiano como o "Homem de Nazaré" ou a sutileza de uma "Menina de Trança" —, so...