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Bebidas & Comidinhas estão em falta?

Já comentei por aqui que os botecos não nos oferecem mais aqueles quitutes do tempo de minha juventude. Não só por aí, na nossa “Santa Terrinha” que existe tal reclamação. Aqui, na tradicional Campos, que hoje é dos Goytacazes, os pasteis de dona Odete não são mais aqueles desde que ela se foi para o andar de cima, a empadinha do Bar Capital parece ter uma nova receita, o quibe do Cantão já não é tão libanês assim, etc e tal. Onde comer, por aí na terrinha, um pastel como aquele da minha avó Maria, que a gente encontrava no Bar do Zebinho? Onde comer aquela coxinha do Bar do Zé Careca? E aquele pernil de dona Beleza, lá no bar do Toninho Richard, será que alguém faz igual nos tempos modernos? E o chapa do Bar Pracinha? Sei não, acho que será preciso voltar no tempo ou então imaginar comendo um bife do Angeludo ou do Farid, caso contrário será difícil encontrar igual por aí. Sabe o motivo desta baita saudade? Na última vez que estive por aí girei com os amigos Souto e Caveari pelos...

Onde estão minhas fotos

É, minha gente, preciso contar mais detalhes de minha curta carreira de artilheiro aqui no nosso espaço. Na última coluna, quando contei que fui responsável pela virada sobre o Porto Alegre, marcando os dois gols da vitória por 3x1, teve gente que torceu o nariz e muitos nem sequer sabiam que fui um dos artilheiros preferidos dos treinadores da cidade. No final de semana seguinte a publicação da coluna, aqui no Dois Estados, estive na terrinha para visitar meu amigo Celestino Sales, meu dentista oficial, e na passagem pelo Tio Nilo’s, ali na Nilo Peçanha, o Fuka questionou a veracidade do comentário sobre o jogo citado. Felizmente o Zé Carlos Cabreira estava ao lado e deu o aval necessário para este escriba, que pode até inventar histórias, mas mentir, jamais. Só escrevi na primeira pessoa porque o goleirão Rubinho Camelo, um dos maiores da cidade em todos os tempos, me cobrou: “Adilson, você deve contar suas passagens, você tem muita história legal prá contar e muitos gols para c...

O perigo das lentes da TV

Na quarta-feira, quando via a abertura da jornada pelo Sportv HD, para Santos x Botafogo, assisti o desfile da câmara pela Vila Belmiro e um foco em um casal, que namorava nas arquibancadas. O moço, instantaneamente, deu um passo para trás e fugiu do foco das lentes neles direcionadas. Dei um giro no tempo e voltei ao ano de 1986 e ao Rock In Rio, primeira edição, quando dois amigos meus, não me cobrem os nomes por favor, ambos já não estão entre nós, foram ao festival de rock escondidos, um da esposa e outro da então namorada.  Show de James Taylor bombando e a Globo mostrou parte do espetáculo ao vivo e deu ênfase ao público, que lotava a primeira “Cidade do Rock” montada por Roberto Medina. E, para a surpresa de ambos, as lentes se voltaram para a dupla e Campos inteira viu a festa de ambos, não com namoradas, mas vivendo o melhor momento do artista norte-americano. Não sei como é que os dois explicaram no trabalho ou em casa, mas alguns anos depois a cena se repetiu com...

Viajando com Ermê Sollon

No final de semana que passou, levei meu amigo Ermê Sollon ao Braseirinho e conversamos longamente sobre futebol, viagens, negócios, jornalismo e aposentadoria entre outros assuntos possíveis em uma mesa de bar.   Meu bom amigo Motta, que também visitava a cidade, sentou-se à mesa e nos proporcionou momentos agradáveis com sua prosa inteligente e arrancou, do fundo do baú, histórias maravilhosas do nosso Ermenegildo velho de guerra.  O garçom Jacaré de quando em vez provocava um debate quando o assunto era viagem, falando que por aqui as nossas cidades não ficam devendo nada as visitadas por Sollon no Velho Continente, sem falar nas provocações com o Flamengo do veterano jornalista, que naquele final de semana enfrentaria um São Paulo FC embalado.  - O senhor deve conhecer Recife não, seu Ermenegildo? - Sim, garoto. Conheço Recife e, para seu governo conheço também Veneza. Não dizem que Recife é a Veneza brasileira? Então, fui lá prá conferir e gostei das duas. Ca...

Os clássicos de cá e de lá

Vendo agora, na telinha da ESPN, o clássico da terra dos Beatles, Everton x Liverpool, dou uma guinada no tempo e vejo o azul,do Paduano, e o vermelho, do Tupã, em campo. Sim, é saudosismo mesmo, sem dúvida.  O que vejo, na bela imagem em HD na minha tevê, me leva de volta aos anos 60 e aos grandes jogos, verdadeiros clássicos regionais, lá no meu Noroeste Fluminense, que aliás, naquele tempo, ainda era chamado de Norte Fluminense.  Bons duelos entre os vermelhos do Tupã, que tinha o gênio Ademir, o craque Totô, o classudo Alvinho, Bizuca, no gol e o xerife Valdir, na zaga. No azul Paduano o craque Euber, o ótimo Homero, o valente Conguinha, e o viril zagueiro Barão.  Participei de alguns, mas os que vi, como torcedor foram os melhores, pois não saí contundido e nem esfoliado pela zaga paduana, e assim era bem melhor porque podia ir ao cinema, namorar ou tomar um sorvete no Abdo sem ter que ficar com gelo no rosto ou curativos nas canelas, conquistados quando tinh...

UM FINAL DE SEMANA NA TERRINHA

Fui até a terrinha encontrar meu velho amigo e guru José Maria de Aquino e, de quebra, pegar carona na confraternização dos amigos de Amaro Cordeiro, convidado que fui pelo anfitrião, através de seu “mosqueteiro” Monteirinho.  Vivi um final de semana intenso, que me fez voltar ao passado, mais uma vez, e participar intensamente do presente de uma cidade.  Varei a madrugada, ao lado do Zé Maria e do Ademir Tadeu, contando e ouvindo causos do nosso mundo jornalístico; virei a madrugada cantando com Fernando Nascimento, Paulinho Miracema e Elcio; virei a manhã de sábado proseando com Jobinha, Zé Carlos Rabelo, Cícero, Maurício, Ronaldo, Gustavo El-Kik e outros que por nossa mesa, na Kiskina, passavam para um abraço ou um alô.  Futebol, bailes no Aero-Clube ou no Ferreira da Luz, orquestras famosas que por aqui passaram e até política atual e passada foram os assuntos das mesas por onde passei. Marcos da Magali, hoje atendendo pelo apelido de Faraó, foi um presente do fi...

Causos e histórias de Pinheiro

Esta semana tivemos a notícia do falecimento do ex-zagueiro e treinador Pinheiro, cria do Americano e ídolo da torcida do Fluminense durante longos anos. João Batista Carlos Pinheiro morreu no Rio de Janeiro, aos 79 anos, vítima de um câncer de próstata que o derrotou sem trégua. Porém, tem sempre um porém, seus amigos e companheiros lembram de algumas histórias do craque. Pinheiro era um cara espetacular, diz o radialista Sérgio Tinoco, humano, profissional exemplar e um currículo de fazer inveja a muitos jogadores que hoje tentam carregar a fama conquistada através de assessores de imprensa. Ele, prossegue Sérgio Tinoco, era um bom amigo de meu irmão, Geraldo, e sempre que havia clássico envolvendo o Fluminense, no Maracanã, nós saíamos de Campos e chegávamos cedo na concentração do Fluminense, na rua Paissandu, e por lá ficávamos, na varanda, proseando com Pinheiro, Telê e outros jogadores do tricolor antes de seguirmos para o Maracanã. Certa vez, lembra Tinoco, em São Jos...