quinta-feira, 30 de março de 2023

Fatos & Fotos de uma vida

  

O Jardim de Miracema 

Creio que esta foto seja a melhor que eu possa escolher para ilustrar esta nossa postagem neste blog, criado para contar histórias e mostrar fotos que marcaram nossa passagem por vinte e dois países, quinze estados brasileiros, trinta e quatro aeroportos e quase três centenas de cidades pelo Brasil, Europa e América do Sul. 

Aqui, neste lugar incrível, que é o Jardim de Miracema, este lugar, que parece uma oca indígena, foi onde comecei a usar o microfone e falei para um público, diminuto, claro, que frequentava a praça para admirar a Fonte Luminosa e curtir uma folga ou uma prosa nos bancos espalhados por todo o jardim. 

O primeiro estado que conheci foi o Espírito Santos, nos anos 1970, já na sua

Praia do Morro - Guarapari - Anos 80

metade, quando visitei as praias do litoral capixaba e, levados por amigos como o Lauro Quintal e o José Carlos Rabelo, passeamos e curtimos as delícias de Guarapari e Marataízes, mas infelizmente não tenho fotos daquele período, mas ilustro este parágrafo com fotos dos anos 80 e que marcarão, aqui no blog, como se antigas fossem. 

Nossas andanças pelo Litoral Capixaba se estende até os dias de hoje, por um longo tempo era obrigação ter, em janeiro, férias para desfrutar o sol, o mar e os bons quiosques das praias do Espírito Santo.  E, antes de fechar a postagem sobre o estado, vale lembrar também que o futebol me levou a conhecer alguns deste lugares no período em que joguei ou depois, como radialista esportivo, falando dos estádios do estado. 

Nova Friburgo - Maio de 1975
A Lua de Mel, em Nova Friburgo, em 1975, foi nossa primeira viagem a sós, muitas lembranças boas dos passeios, dos bares, das noites e por lá aprendemos a começar a viver sozinhos e a traçar nosso futuro a dois e começar a planejar o que seria de nosso caminho daí prá frente. 

As vezes pensamos que foi nesta viagem que começamos a gostar da liberdade e dos momentos de felicidades quando se planeja muito bem um roteiro, como foi o de nossa "lua de mel", bem bolado, com diversão que nos levaram a jamais ter esquecido aqueles quatro dias pela Região Serrana do Rio de Janeiro. 

Só não tive coragem de subir, ou descer, no recém inaugurado teleférico, que me assustava e me fazia tremer na base. Medo? Pode ser, jamais será trauma pois isto eu não carrego dentro de mim. 

Nossa primeira viagem aérea aconteceu em dezembro de 1979 e pela VASP,

Águas Quentes - Mato Grosso 1979
saindo do Aeroporto do Galeão, seguimos, já com dois filhos (Ralph e Gisele) para Cuiabá, onde éramos esperados pelos tios Frederico e Yone para um perído de trinta dias de férias e como pousada a Residência Oficial do Governador do Estado, na capital Cuiabá. 

Sim, mordomias incríveis, mas sem exageros e tudo de acordo com a austeridade do tio Frederico, o Governador, e por lá andamos bastante. Conhecemos o Pantanal, fiz trabalho jornalístico para o governo, que talvez tenha pago parte de minha estadia por lá, acompanhei o governador em cerimônias oficiais.

Gramado - 1992 

Já em Campos dos Goytacazes, em 1992, e com minha licença prêmio do Banerj sendo liberada, fiquei com algum dinheiro na conta e com tempo livre para passear por onde pretendia, ou seja, realizar um desejo nosso de conhecer as Serras Gaúchas e ver de perto Gramado e Porto Alegre, onde estava Célio Silva, amigo da família, atuando pelo Internacional, da capital do Rio Grande do Sul. 

Acertamos com a Soletur, empresa de turismo que era top de linha nos anos 1990, e por quinze dias passeamos por Porto Alegre, onde chegamos pela manhã de uma segunda-feira, que começava a Semana Santa daquele ano. O giro ainda teve Gramado, Canela, Bento Gonçalves e Caxias do Sul, um passeio bem bacana que terminou em Curitiba, no Paraná, por onde pernoitamos e fizemos um belo tour pela cidade. 

E aí, nesta viagem, resolvemos que iríamos economizar sempre, apesar das três

Porto Alegre - 1993

crianças em casa, para que pudéssemos passear nas férias e fugir um pouco da rotina de Guarapari, Cabo Frio ou praias capixabas ou região dos lagos. Fiz um passeio solo, novamente em Porto Alegre, para ver a final do Campeonato Gaúcho, no Beira Rio

E foram quatro dias convivendo com a turma do Inter e com a família do Célio na capital gaúcha. Foram outras viagens de verão,  uma delas em Caraguatatuba, litoral paulista, a convida do Zé Maria de Aquino, que foi desta vez sem minha presença, apenas Marina e as crianças. 


E veio a primeira viagem pelo Nordeste, em 2000, quando resolvemos não fazer festa comemorativa aos nossos 25 anos de casados e meus 50 anos de idade. Deixamos as crianças em Miracema, com as tias, e seguimos para o Rio Grande do Norte, através da CVC, em voo Gol, onde começamos nossos primeiros dias dos oito previstos para este roteiro pelas cidades de Natal e Fortaleza, esta no Ceará. 

Foi um belo passeio e nele conhecemos o famoso Cajueiro de Natal, que é considerado o maior do mundo (foto acima), as dunas famosas de Natal, e em seguida rumamos para Fortaleza para complementar o passeio e visitamos Jeriquaquara, famosa por suas areias quentes e pelos passeios de triciclo rodando sobre elas. 

Nossa história pela Europa começa em 2005 quando fui premiado pela Sky/Espn

Plaza de Spaña - Madrid 2005
pelo melhor texto sobre a Liga das Estrelas, e por cinco dias rodamos por Madrid e conhecemos Toledo, uma cidade medieval muito procurada por turistas de todo o mundo. 

Acreditamos que seria um passeio monótono, com ida ao estádio Santiago Bernabeu para ver o clássico da capital espanhola, Real x Atlético, e conhecer o centro de treinamento do Real Madrid. Mas que nada, nos juntamos a outros dois casais, também premiados em outras categorias, e fizemos um tour por Madrid em ônibus, metrô, trem e até mesmo caminhando pelo bairro em que estávamos, um dos mais chiques da cidade, a Plaza de Spaña. 


Adilson Dutra, mas podem me chamar de Penacho

  

Quando nasci, em 03 de janeiro de 1950, Miracema ainda não havia completado idade para ser uma debutante, tinha apenas quatorze anos de emancipada e cheguei para  o mundo na casa número 174, da Praça Ary Parreiras, centro nevrálgico da cidade, bem em frente da recém inaugurada Prefeitura, um pouco abaixo da Igreja de Santo Antônio,  próximo da Praça Dona Ermelinda e do Jardim da Cidade, um dos mais belos de todo o Norte Fluminense, como era designada a nossa região naqueles anos 1950. 

Dizem, os mais antigos e os jogadores de sinuca do Bar do Vicente, meu avô, que eu vim ao mundo em uma mesa de bilhar, trazido pela Dona Nair, a parteira oficial de Miracema, pois não havia um outro lugar na casa que pudesse fazer o parto decentemente, não tenho comprovação, mas se o povo diz é porque tem razões para tal. 

Meus pais,  Eusébio Dutra Neto, filho de Vicente e e Maria José Dutra, e Maria Picanço Dutra, a Lili, filha de Cornélio e Almerinda Freitas Picanço,


casados desde 1944 e, quando cheguei por aqui já tinha uma irmã me esperando, Eliane, nascida em 1946, e depois vieram Maria Tereza, em 1954, Maria Celeste, em 1960 e Patrícia, a caçula, que nasceu em 1966 e deu um trabalho danado aos médicos, foi a única dos cinco filhos de dona Lili a nascer no hospital. 

Fui um menino privilegiado, não nasci no luxo ou na riqueza, não me faltou nada, nem mesmo carinho e alimentação, apesar de doze pessoas vivendo em nossa casa a vida era boa e nossa morada tinha camas e quartos para todos nós. Papai e Mamãe dividiam um quarto de casal e vovô e vovó um outro, ambos em bom tamanho que até foram divididos quando da chegada das irmãs e da volta da nossa tia, de criação, Marley Serrano, para nosso convívio. 

Nossa rua era privilegiada, amigos que eram verdadeiros irmãos e quando a tarde caia era um grande parque de diversões, meninos jogando futebol, meninas nas calçadas, jogando "amarelinha" nossos pais sentados à calçada em prosas que não tinham fim e que seguiam no dia seguinte. 

Vendi pirulito, pastel, doce, fui engraxate e catador de garrafas, tudo isto incentivado por Vovó Maria (foto acima) para que sempre pudesse ter meu dinheiro para comprar meus discos e frequentar os cinemas, parques e circos. 

Uma infância bem vivida, intensa e cheia de ocupações, o Jardim de Infância Clarinda Damasceno foi minha primeira escola, bom tempo de inocência e de ótimo convívio com as professoras, que não eram "tias", eram mestras e tinham nosso respeito e admiração. Ali, no Clarinda Damasceno, fiquei sabendo que tinha uma "veia artística e musical", segundo a professora Maria do Carmo Alves da Cruz, nossa mestra e musicista. 

O primário foi no Grupo Escolar Prudente de Moraes, era uma boa caminhada até a Rua da Laje. Tenho grandes recordações de minhas professoras, prefiro não citar nomes porque foram tantas que me dariam um "castigo" se esquecesse de uma delas, mas das duas diretoras que tive, Dona Mariquinha e dona Edyr, é impossível esquecer, cada uma com sua peculiaridade e uma certeza, eram mãos de ferro e me ajudaram a moldar uma vida


de equilíbrio e confiança. 

O futebol começou cedo, no Rink, na Praça das Mães e os amigos, os mesmos da Praça Ary Parreiras, formavam "peladas" incríveis e chamávamos a atenção de muitos amantes do então futebol de salão, mas não posso esquecer dos "rachas" bem disputados na Rua Paulino Padilha, que mesmo sendo um morro não impedia a bola rolar e quicar nos paralelepípedos e quase não éramos interrompidos, o trânsito de veículos era mínimo e assim as duas horas de suor e gols eram bem aproveitadas. 

Fui pistonusta  da Banda Sete de Setembro, corneteiro da Banda Marcial, crooner de alguns conjuntos da região. O tempo passou e lá fui eu, fazendo o que gostava e vivendo intensamente uma vida decente e cheia de atividades, lá, na minha Miracema, sempre fui amado, respeitado e tinha amigos que posso chamar de irmãos. 

O futebol e a música faziam parte da vida do adolescente e depois do adulto, já não mais Penacho e sim o Adilson Dutra, que começava acumular funções na cidade. Daí surgiram os desejos de ser radialista, fui locutor de carros de som, com o amigo Calil Saluan, apresentador de eventos, como o do Festival da Canção da Cidade (foto com Elke Maravilha) e quando o Deputado Luiz Linhares resolveu criar a Rádio Princesinha lá estava eu pronto para assumir um novo rumo. 

Daí em diante, como disse acima, entrou em cena o Adilson Dutra, que resolveu assumir de verdade o lado jornalístico e o Banerj, que já fazia parte de minha vida, foi efetivamente o suporte que sempre precisei para realizar sonhos e ver meu sonho se concretizar e com a mudança para Campos dos Goytacazes, em 1985, a cortina se abriu e o mundo que sonhei e sempre desejei saiu da imaginação e entrou na realidade. Mas aí será outro capítulo desta história que já dura setenta e quatro anos. 

Estamos chegando a Bodas de Ouro

 

Eu e Marina temos uma longa história de amor, cumplicidade, amizade e, principalmente, entendimento e respeito um pelo ouro, confesso, e é verdade, que jamais tivemos uma discussão muito menos uma briga e, desde 1970, quando nos conhecemos, no II Festival da Canção de Miracema, nós defendíamos as músicas de nossos amigos compositores e deste conhecimento veio o namoro, o noivado, quatro anos depois (1974) e o casamento (1975, conforme havíamos combinado no nosso terceiro aniversário de namoro. Na foto ao lado, em Paraoquena, era apenas o inicio de milhares de fotos ao longo destes anos. 

Nestes 52 anos andamos pelo mundo, conhecemos o Brasil, a América do Sul, a Europa, estivemos na Ásia e, em breve, estaremos na África para conhecer o Deserto de Saara e o tradicional Marrocos, cuja cultura tantos nos encanta.  No Mato Grosso, em Cuiabá, começou nossa trajetória de turistas, foi na virada dos anos 1970 para 1980 e aqui é uma parte do Pantanal, que hoje está em alta mas naquele tempo tínhamos que nos contentar com as fotos em preto & branco, era o que podíamos e tínhamos para revelar. 

Nossa primeira viagem ao Sul do Brasil, levados pela Soletur, empresa de turismo que

fechou as portas, foram também as primeiras férias que tivemos após chegarmos a Campos dos Goytacazes, para onde nos transferimos na metade dos anos 1980 (1985) e com férias no Banerj e no Liceu de Humanidades, onde Marina trabalhou logo após chegar a nova cidade, partimos para a Serra Gaúcha, Gramado é a foto da vez, para quinze dias de passeio, de ônibus, e três destes dias foram dentro de um confortável veículo da Soletur. 

Saída do Rio de Janeiro, à noite, e chegada a Gramado praticamente 24 horas depois, mas foi legal, bem animada a turma do ônibus e conhecemos Caxias do Sul, Canela, Bento Gonçalves, Porto Alegre e terminamos o passeio em Curitiba, no Paraná, com uma bela noite paranaense no bairro Felicidade, um grande giro pelo Sul Brasileiro e que colocou um gosto de quero
mais no casal. 

Com três filhos pequenos, Ralph, Gisele e Leandro, e morando em uma cidade distante do nosso reduto, Campos está a 146 km de Miracema, tivemos dificuldades de realizar novos passeios e as férias eram divididas entre as praias capixabas e da Região dos Lagos, e passeios rápidos a São Paulo, onde sempre fomos recebidos pelo casal Kátia e Zé Maria de Aquino. 

Não fui, o trabalho me impediu, mas as crianças e Marina amaram o litoral paulista, recepcionados por este casal citado, em Caraguatatuba, um lugar muito procurado pelos paulistas em finais de semana ou temporadas de férias de verão. 

Estamos juntos em qualquer situação, viajamos por 20 países, uma cidade estado, um
principado e vivemos intensamente nossas aventuras 257 cidades em que passamos lá fora e por aqui, nos quinze estados brasileiros que aportamos nestes longos anos de estrada. 

Marina foi comigo na maior premiação que recebi, na Espanha, Prêmio Espn de Jornalismo, em 2005, estava comigo no Estádio Santiago Bernabeu e nos passeios por Toledo e Madrid, quando nos apaixonamos pela Europa e prometemos voltar, os cinco dias na capital espanhola foi apenas uma dose de incentivo para que retornássemos com tempo suficiente para conhecer outras capitais do mundo. 

Claro que por aqui, no Brasil, também andamos de mãos dadas pelas praias, pelas serras, mas tudo isto aconteceu após nossas aposentadorias, que aconteceram em 2006 e 2008 respectivamente a minha e a de Marina, foram anos de muitas viagens e muita programação interessante, como as idas a Guarapari e Cabo Frio quando o calor
apertava e as finanças davam uma trégua. 

Estivemos juntos em todas as nossas emoções, como em Fátima/Portugal, em 2008, quando as lágrimas chegaram em profusão e a força de Nossa Senhora dominou completamente este velho escriba. Como no Vaticano, neste mesmo ano, realizando sonho infantil de nós dois, e tome emoção no coração. Veneza? Quem nunca sonhou em passear nas gôndolas venezianas ao lado do amor de sua vida? E lá estávamos, neste mesmo 2008, cantando Al... Di... Lá e Volare, um sonho realizado? Não, vários sonhos realizados em apenas 22 dias de viagem pelo Velho Continente. 

E veio a surpresa, nem posso dizer que foi desagradável porque superamos o impacto
e venci um duelo interessante: Uma cirurgia cardíaca, quatro safenas e uma mamária, para corrigir um problema sério que poderia comprometer meu coração, mas logo superado e nós voltamos ao nosso principal motivo de vida, os passeios para conhecer o mundo e viver intensamente porque o susto nos alertou que a vida é curta e precisava ser realmente vivida.  E nós, claro, voltamos a rotina e continuamos realizando sonhos e desbravando o mundo do jeito que pretendíamos fazer. 



Nos juntamos com as irmãs, Teresa e Eliane, e fizemos um passeio curto, Chile e Argentina, para saber se estava tudo em dia, principalmente porque no programa tinha uma subida até os 3 mil metros do Vale Nevado,(foto acima a direita) na Cordilheira dos Andes, em Santiago, a capital chilena. Foi incrível saber que tudo estava normal e o coração suportou com garra e eu com ousadia. 

Na Argentina uma outra aventura, esta um pouco mais tranquila, que seria navegar pelo Rio da Prata de Buenos Aires até San Izidro, (foto acima a esquerda) em um dia em que o rio estava baixo e por isto a lentidão do catamarã nos deu a chance de observar as margens e ver a beleza do passeio que fizemos naquele setembro de 2010. 

Já havíamos passado por Paris, em 2008, e neste retorno a Europa, em 2011,
novamente a Cidade Luz estava no programa, passeio pelo Rio Sena, Louvre e Montmartre, lugares incríveis onde o amor floresce e acontece. Andar pelo Sena, a bordo do Bateaux Mouche, foi bacana na primeira vez e, na segunda, melhor ainda. Um passeio inesquecível cheio de surpresas, como foi em Londres, com frio, chuva e neblina, mas com a emoção de andar no Taxi Preto, no tradicional Bus de dois andares e conhecer o Big Ben, o relógio mais famoso do mundo.


Um roteiro incrível este de 2011, com o ápice em Amsterdã, repetindo o Rio Sena e o passeio pela cidade, entramos, à noite, no barco que nos levou para um passeio
romântico pelo Rio Amstel, (foto acima) que dá nome a cerveja holandesa e a capital dos holandeses. Vinho, luz de vela e música para os namorados, como nós, que estavam a bordo. 

E, por falar em passeio romântico que tal lembrar do Rio Reno, (foto ao lado) na Alemanha, neste mesmo ano de 2011, quando saímos de Colônia para Frankfurt e a guia nos surpreendeu dizendo: "iremos de barco, atravessando o Rio Reno, até nosso último destino do roteiro". Era realmente o fecho de ouro deste passeio incrível, que ainda teve a Bélgica, com Brugge e Bruxelas, com suas histórias e cenários de cinema. 

O Nordeste Brasileiros sempre foi, como disse acima, um destino preferido do casal,  a
cada ano a gente escolhe um estado e foi assim em 2000, quando descobrimos o Rio Grande do Norte e Ceará, nos anos seguintes desfrutamos da boa acolhida em Pernambuco e Alagoas, 2010, amamos estar na Paraíba, em 2017, assim como foram as nossas viagens ao Sul, sempre com roteiros definidos e lugares bacanas para serem visitados por nós, como este da foto ao lado, em Cabaceiras, cidade cinematográfica, cenário de vários filmes brasileiros e onde um lugar é abençoado, o Lajedo do Pai Mateus, que é um elevado de pedra de aproximadamente mil metros e onde existe um pôr do sol acima de qualquer comparação. 

Em 2015 resolvemos voar novamente dez horas rumo a Europa, descemos em Portugal para fazer um percurso ibérico, tendo como destaque, além de Fátima, onde retornaríamos para agradecer o sucesso de minha cirurgia cardíaca, a passagem por Santiago de Compostela, na Espanha. Não fizemos o Caminho de Santiago, a pé, o nosso pacote turístico nos dava e visita mas levados pelo ônibus que nos pegou em Barcelona e andou por sete cidades espanholas até chegar a divisa com Portugal, atravessando o Rio Minho, em Valença. Mas eu dizia que o destaque da viagem seria Santiago de Compostela, um lugar sagrado e místico onde a religiosidade aflora e nós nos sentimos novamente abençoados após a visita a Catedral do Santo Padroeiro da Galícia. 

Antes de mais uma saída para Europa visitamos o Uruguai e fiquei impressionado com

a semelhança entre Colônia do Sacramento e a nossa Paraty, no Sul Fluminense, um lugar histórico de onde partiam o ouro brasileiro para Portugal e Espanha, claro que o contrabandeado por barões portugueses. Mas Colônia foi um passeio bem legal desde a saída de Montevidéu, lugares interessantes, como um antigo acampamento suíço, que virou uma colônia de pecuaristas, uma Plaza de Toros tipicamente espanhola e a cidade antiga que conservou todo o seu patrimônio e por isto foi absorvida pela Unesco como patrimônio Universal. Valeu o passeio, que teve ainda visita a capital, a incrível Punta Beleña e, claro, fechando com Maldonado, ponto mais elevado do país, e Punta Del Leste, que dispensa maiores comentários. Ah!, isto lá em outubro de 2016. 

E por aqui, entre um passeio internacional e outro, andamos por alguns estados, uns para conhecer e outros para reviver bons momentos, como em Curitiba, onde estivemos pela primeira vez em 1992, bastante tempo atrás, né mesmo? Mas desta vez conhecemos praticamente todos os pontos turísticos da capital do Paraná, visitei a Arena Furacão e
vi a beleza da cidade, que para mim é uma das mais belas capitais do país. 

O ponto alto deste passeio ao Paraná, em agosto de 208, foi a travessia da Serra do Mar, na tradicional Maria Fumaça, que corta os trilhos até Morretes em uma viagem inesquecível, um luxo fazer este passeio, principalmente a dois, com champanhe, um belo café da manhã e um almoço, em Morretes, que nos leva a um passado bem distante e tipicamente regional. Subimos pelas montanhas, passamos pelo litoral e retornamos a Curitiba em uma Van especial para os turistas do nosso grupo de viagem. 

Ainda pelo Sul, em 2019, reunimos a família e seguimos para Gramado e outras
cidades da Serra Gaúcha, para nós, eu e Marina, uma nova passagem por lá, para as irmãs, Celeste e Teresa, novidades, e para Gisele, Adalberto e Luna um belo passeio de férias. Era dezembro  e mesmo assim o frio na Serra Gaúcha queria incomodar, mas nós, que gostamos deste clima, pudemos aproveitar para degustar bons vinhos gaúchos e retornar a lugares antes visitados mas que sempre serão de bom grado retornar e rever, como Caxias do Sul, Canela, onde desta vez pudemos ver de perto a Cascata do Caracol, e atravessar de Carlos Barbosa a Garibaldi, passando por Bento Gonçalves, no trem turístico da região que nos leva até a Rota dos Vinhos e e o Circuito Colonial. 

Logo após retornarmos de Gramado, em janeiro de 2018, já nos preparamos para voltar a Itália depois de dez anos da última viagem. Fomos eu, Marina, Helena e Gervásio Magno, e, guiados pelo primo Miguel Antinarelle, conhecemos outros lugares da Bota, como Assis e Nápoles, e a "cereja do bolo" foi o belo passeio pela Costa Almafitana, conhecento Positano, Amalfi, Praiano e Sorrento, entre outras, mas pela segunda vez não pudemos ir a Capri, o tempo não ajudou, cerração e maré muito alta impedindo a navegação segura. Mas visitamos, além de Roma, uma das famosas ruínas do mundo, Pompéia, por onde passamos uma manhã inteira e até um belo de um piquenique foi improvisado pelas mulheres. 

Como todos nós vivemos de sonhos e sonhar não custa nada, a realização de um
destes sonhos é sempre muito bem comemorada. Turquia, março de 2019, antes da pandemia o nosso último passeio por terras europeias, desta vez com Ásia incluída, afinal a Turquia tem um lado neste continente, e é por lá nosso destaque deste capítulo do blog, a Capadócia, que foi o ponto alto por ter um dos sonhos, que julgávamos impossível, acontecendo. Voar no Balão da Capadócia, um dos mais belos passeios de todos estes quase 50 anos de andanças por este mundo de meu Deus. Sim, não foi só a Capadócia que nos emocionou, estivemos em Éfeso, a casa da Virgem Maria, conhecemos Tróia e atravessamos o Mar Egeu de volta a Istanbul, onde terminamos nossa viagem e seguimos para o fecho de ouro, em Paris. 

Terceira vez Paris e para nós tudo ainda é uma grande novidade, nada como rever a Torre Eifel, navegar novamente pelo Rio Sena, conhecer museus, como o Dorçay, rever outros, como Louvre, andar livremente pelos Jardins de Luxemburgo, pegar metrô, andar pelo barco-bus do Sena, que nos levou a conhecer mais profundamente as duas margens de um dos rios mais famosos do mundo e,claro, andar pela Champs Elisè tranquilamente, subir, pela primeira vez ao todo do Arco do Triunfo, e almoçar em Montmartre, ou sentar no entardecer em uma das praças do nobre bairro de Montparnasse.  Eu, Marina e Paris nos conhecemos muito bem e fica marcado um novo encontro para muito em breve. 

E o ano de 2019, pré pandemia, foi fechado de forma brilhante, em agosto subimos a
Serra da Mantiqueira para conhecer Campos do Jordão, com uma breve parada para visitar a Basílica de Nossa Senhora Aparecida, e depois quatro dias na cidade mais procurada pelos paulistas para fugir da confusão da capital dos bandeirantes. Campos do Jordão, um paraíso desconhecido por nós, mas que ficará eternamente guardado nas belas fotos e nos belos momentos vividos com um ótimo grupo da CS Turismo, guiados pela excelente Patrícia, que também nos levou, em outubro, para conhecer um outro ponto turístico brasileiro, a Serra Capixaba, mais precisamente na Festa da Polenta, tradicional festa italiana em Venda Nova do Imigrante. 

E, após exatamente dois anos, voltamos a andar como turistas, nossas idas a Belo
Horizonte, para rever filha e netas, além do genro, não são contabilizadas como turismo, mas Petrópolis, para onde viajamos em dezembro de 2021, conta e conta muito para nosso álbum de viagens, um lugar incrível e um passeio maravilhoso, onde retornamos após longos anos, a última passagem por lá foi em 1987, e desta vez com belas fotos, uma ótima guia, e com clima maravilhoso, pudemos conhecer o Quitandinha, em todo seu entorno e por dentro, visitar palácios e museus, e andar pela Cidade Imperial olhando atentamente por todos os detalhes. 


Nada melhor do que encerrar esta narrativa, dos cinquenta e dois anos de namoro e passeio do casal, com um cartão, ou melhor, dois cartões postais do Rio de Janeiro, que continua lindo, visto lá de cima e perigoso para quem anda lá por baixo. As fotos do Cristo Redentor e do Corvocado, onde circula o tradicional Bondinho do Pão de Açúcar, dispensa maiores comentários e com elas encerro o papo de viagens e prometo voltar, em breve, agosto estaremos na Bahia, conheceremos Salvador, e em novembro visitaremos Marrocos e colocaremos a África em nosso
álbum de viagens. 

E não acabou, no pós pandemia resolvemos enfrentar novamente os céus e as estradas que nos conduzem para um destino escolhido a dedo e que nós chamamos de felicidade. Em 2022 giramos novamente pela Europa, sem esquecer do nosso turismo interno, o Brasil nos oferece muito e por isto fazemos a alternativa Europa/América do Sul/Brasil e em agosto de 22 fomos conhecer Salvador, nosso antigo objetivo de roteiro, foi incrível e nem mesmo um roubo do meu escapulário deixou-me triste, o passeio pela cidade e pela Baía de Todos os Santos, apagaram a má impressão obtida logo no primeiro dia do passeio. 

Elevador Lacerda, o real motivo de nossa viagem era conhecer o mais famoso elevador do mundo, o primeiro do país, mas já não é mais o mesmo, porém, tem sempre um porém, sonhos são para serem realizados e não motivos de decepções. Valeu cada dia passado pela capital baiana. 

Novembro chegou, depois das eleições, e voamosnovamente para e Europa, mas antes uma parada na África, quarto continente por nós conhecido, para um giro de oito dias pelo Marrocos, onde conhecemos dez lugares maravilhosos, como Tânger, Fez e Marraqueche, com a cereja do bolo o Deserto do Saara e seu maravilhoso povo que por lá vive e faz do turismo o seu ganha pão. 

Fechamos o passeio de 2022 visitando novamente Espanha, onde estivemos em Sevilha, após atravessar o Canal de Gibraltar, vindo da África, e chegando a Lisboa, Portugal, para fechar nosso passeio com chave de ouro e pensar que o mundo é maravilhoso e Deus é muito bacana para conosco. 

E outro desejo do casal, de muitos anos atrás, também foi concretizado neste início de 2023, fomos conhecer Porto Seguro, o mais badalado roteiro do turismo nacional e um dos lugares mais bonitos da Bahia, e, também conhecer as mordomias de um resort, que para nós era novidade apesar dos longos anos de estrada pelo mundo.  Fechamos o passeio com visitas ao Arraial da Ajuda e conhecemos o local da primeira missa no Brasil, Santa Cruz de Cabrália, e "matamos" o desejo de mais de trinta anos, finalmente. 






Os sonhos de Dona Lili

  Eu, quando guri, jamais pensei que pudesse um dia fazer dos meus sonhos uma realidade. Sim, sempre pensei em viajar, incentivado por minha mãe, Lili, que era uma apaixonada por leituras de livros de geografia, mapas e revistas que mostrassem cidades e países do Velho Mundo. 

Mamãe era louca para conhecer Veneza, falava que seu grande sonho era passear na gôngola e correr pela Piazza São Marcos, entre os pombos e artistas famosos que sempre lia nas revistas. Pois é, dona Lili, eu também sonhei com isto e, como disse acima, nunca imaginaria que pudesse realizar este sonho seu, que também era meu, mas o mundo e Deus são bons comigo e em setembro de 2008, já aposentado, pudemos, eu e Marina, sair para uma viagem inesquecível pela Europa. 

Como foi planejado o roteiro desta viagem de vinte e dois dias pela Europa? Eu e Rildo Júnior, então funcionário da Esperança Turismo, sentamos diante de um catálogo da Europa Mundo e buscamos um roteiro dos sonhos, meu e de minha mãe, e, quando Marina chegou, se formou um trio de sonhos e Júnior prometeu colocar em prática o que idelizamos para esta viagem. 

E o que teria no nosso roteiro? Fátima, em Portugal, Paris, na França, Veneza, na Itália, e, se possível, Londres, na Inglaterra. Este último destino foi descartado, não havia combinação com o roteiro da operadora, o restante estava lá, meu desejo, Fátima, em Portugal, o sonho de Marina, Paris com Torre Eifel, e o velho sonho de Dona Lili, Veneza, na Itália. Sim, pode crer, Rildo Júnior conseguiu isto tudo e ainda nos deu dois destinos, incluídos no roteiro, dos sonhos de qualquer um turista iniciante: Iríamos a Roma e de quebra subiríamos os Alpes rumo a Suíça. 

E nossa chamada "Viagem dos Sonhos" começou em Lisboa, em Portugal, e terminou em Paris, na França, com passagens por lugares que mamãe, com toda certeza, iria se apaixonar ainda mais pelas viagens pelo mundo. Ela, que sempre olhou as fotos do Palácio de Varsalhes, se deslumbrou com artistas passeando em Nice e com milionários andando em suas limosines pelas ruas de Monte Carlo, ganharia o melhor presente de sua vida. 

Uma pena que ela tenha partido muito cedo, aos 67 anos, e não viu o filho crescer profissionalmente e ganhar uma aposentadoria para que, ao lado de sua nora, Marina, andasse pelos destinos sempre desejados e falados por ela em nossas conversas

diárias ou nos estudos de geografia dentro de casa, ela sempre se interessou em me orientar para que aprendesse um pouco mais. 

Mas sabem de uma coisa? O outro sonho de mamãe só foi concretizado dez anos depois desta viagem, em 2018, pois em 2008 o Coliseu, em Roma, naquele período do ano, setembro, estava em observação e em obras de escavação e restauração, mas em março de 2018 estivemos por lá e concretizamos mais um de seus sonhos de viagens, e nosso também. 

Pois é, Dona Lili, assim começou nosso sonho de viajar e de conhecer o mundo, e, neste blog, eu conto o que lembro, e, o que posso dizer, é que tudo isto seria melhor se a senhora estivesse conosco. 


No Balão da Capadócia

 

Ainda falando de desejos e sonhos, tema viagem, temos a Capadócia para contar e dizer que foi mais umdestes objetivos de um moleque sem qualquer condições de sonhar em tempos bicudos quanto mais realizar aquilo que desejava por ver as belas fotos e as imagens nos cinemas lá da nossa Miracema.  

Se você pensasse em uma volta ao mundo um dos destinos era a Turquia, lado asiático, para subir no balão e gritar lá de cima: "Estou no Balão da Capadócia", e foi o que fiz, naquele dia 24 de março de 2019, isto mesmo, naquele dia chegamos a Nevshir, na Região da Capadócia, para voar no tal balão, que não é mágico mas é magistral, a sensação de estar ali é indescritível e sem medo de errar eu digo que foi a maior aventura que vivenciamos nestes quarenta anos de turismo pelo Brasil e pelo mundo. 

Toda minha aventura é descrita com algo interessante e nesta viagem, justamente

neste destino (o Balão da Capadócia), por muito pouco não o realizamos, eu estava temeroso e achando muito caro o passeio, cerca de R$ 600,00 por pessoa, e as pessoas no ônibus estavam divididas entre ir ou não ir também por estes dois motivos, o medo e o preço. 

Porém, tem sempre um porém, ao ver um casal mais idoso do que nós "topando" a parada e dizendo que sim, Marina disse: - Viemos para isto e porque não fazer o passeio? Era a senha que faltava e lá fomos nós, acordar às 4 da manhã, após ir para cama por volta das duas da madrugada, fomos a um show de danças típicas na noite anterior, e com sacrifício tremendo acordamos e entramos na Van que nos levaria a base da empresa contratada para voar pelos céus da Turquia. 

Lá na base, onde fizemos o chamado pequeno almoço (o café da manhã) teve um detalhe que não posso me esquecer de contar por aqui. Um dos navegadores (co-piloto) do balão, me chamou para uma foto e fez uma selfie comigo sorridente e andou pelo recinto mostrando a seus companheiros e apontando para mim. Antes, na chamada região "Chaminé de Algodão", já havia acontecido algo parecido e o fotografo oficial espalhou um punhado de fotos minhas para venda, e todos por ali me olhavam com alegria.. 

Perguntei ao nosso guia, Caió, um turco que morou no Brasil por algum tempo, qual o motivo e ele me disse, traduzindo o que o navegador falava, que eu era um dos principais artistas do cinema turco, claro que me confundido com tal celebridade, mas foi legal, tive um tratamento vip, assim como meus companheiros, e entendi porque todos mel olhavam com admiração. Foi bem legal, para quem gosta de ateção, como eu e muitos, foi maravilhoso. 

Oferta? Aceito, e vamos viajar

  

Conhecemos Paris, na segunda viagem que fizemos a Europa, foram momentos inesquecíveis, principalmente porque nesta viagem, de vinte e dois dias, muitos de nossos objetivos foram concluídos e ainda faltavam alguns, como Londres, para serem colocados na pauta de viagens. 

A escolha deste roteiro foi instantânea, não deu tempo sequer para pensar sim ou não, tenho ou não tenho grana. Foi uma promoção conjunta (TAM/CVC) para marcar a inauguração do voo Frankfurt x São Paulo pela voadora, que naquele ano, 2011, ainda não tinha se alinhado a Lan Chile, que veio a ocorer no ano seguinte e passou a se chamar LATAM, uma das maiores da Amlerica Latina. 

Explico o porque do sim ou não instantâneamente: Nos deram duas horas apenas para definir, a promoção, que lemos no O Globo, se encerrava por volta de duas da tarde e, quando chegamos na agência CVC Campos, pela manhã, a atendente sequer sabia desta promoção e teve que fazer contatos com a matriz, em São Paulo, e após concluir a pergunta dela foi fatal:

- A oferta do preço é válida atè às 14 horas, já passava das 11h, e restam apenas quatro pacotes para fechar a promoção, disseram lá de São Paulo e ela replicou aqui, em Campos dos Goytacazes. 

Resposta imediata: Feche a campra, vou à casa pegar os passaportes e complementamos a compra. Pode ser? Disse eu e a moça falou rapidamente com eles e confirmaram a compra dos dois pacotes, eu e Marina, e por volta das 15h já complementamos a viagem e aí fomos almoçar, ninguém é de ferro, né mesmo? 

Viagem marcada para novembro de 2011 e saímos do Brasil em pleno finados para cumprir o roteiro prolongado, o original, sem descontos, era apenas Paris e Londres e coma promoção, para participar do voo inaugural Frankfurt x São Paulo, teríamos ainda Bélgica, Holanda e Alemanha. 

Depois do Canal da Mancha...

 Voando novamente rumo a Europa, desta vez pela TAM, com destino final sendo

No alto da Torre Eifel - Paris 2011
Frankfurt, na Alemanha, mas com a primeira parada em Paris, para uma permanência de três dias, com vasta programação, que fizemos fora do guia por já ter feito este passeio pela Cidade Luz em setembro de 2008, conquistando novos amigos, inclusive dois casais com raízes campistas, rodamos a capital francesa no ônibus turismo, voltamos ao Sena, a Torre Eifel e ao Louvre, além de mais uma visita a Catedral de Notre Dame e a Basílica de Sacrè Coeur de Paris, e, claro, Versalhes não poderia faltar e desta vez com visita ao Salão dos Espenhos, fechado em 2008 para obras. 

Unica foto tirada no Ferryboat 
De Paris para Londres, e o que foi melhor, atravessando o Canal da Mancha naquele velho conhecido dos europeus, o Ferryboat, que balança mais do que sambista brasileiro nas passarelas do Sambódromo do Rio de Janeiro. Para nós, eu e Marina, que não fomos avisados como era a travessia, foi uma aventura pelo Mar do Norte, aquele mar revolto, cheio de ondas, ora fortes, ora fortíssimas e nem uma marolinha para aliviar. 

Foram noventa minutos, aproximadamente, de Calais, na França,  a Dover, na Inglaterra, com o coração batendo forte e a cada movimento mais brusco eu era jogado para os lados e ouvia pratos, compos, vidros quebrando e um burburinho incrível dentro do Ferryboat, mas todos, inclusive nosso guia, diziam ser normal e para não nos preocuparmos. Tudo bem, eu não me preocupei, apenas não consegui sequer batar algumas fotos deste passeio, que para nós seria maravilhoso e foi torturante. 

Chegamos em território inglês e, na imigranção, ainda no porto, a agente parece não

Um Pub para apagar o medo do Mar do Norte

ter ido com a minha cara, que estava emburrada e pálida devido ao péssimo trajeto que fizemos. Me encheu de perguntas e fui salvo pela minha carteira de Jornalista Internacional, que ela olhou com muito esmero, e pela minha guia, que traduziu toda a conversa até a cidadã carimbar meu passaporte. 

Foi bela a passagem pela Inglaterra, conhemos Londres, em outros três dias do roteiro, não fomos a Wenbley, meu desejo e sonho, porque estava sendo construído o outro, no lugar do antigo estádio, para ser sede dos Jogos Olímpicos de 2012, na capital inglesa, mas visitamos os palácios da Rainha, em Londres e Windsor, e a famosa Trafelgar, uma das avenidas mais famosas do continente. 

Mas tudo tem um troco, a ida para Bélgica seria novamente passando pelo Canal da Mancha, me assustei e disse: - Novo tormento? Nada disto, desta vez a travessia foi por baixo das águas do Mar do Norte, através do Eurotunel, no trem que nos levou até o lado francês em pouco mais de meia hora e de lá, já em solo francês, partimos para terceira etapa da viagem, na Bélgica, onde ficaríamos outros três dias, um em Brugges e dois em Bruxelas. 

Sonho? Que nada é a bela realidade

 


O mundo católico tem objetivos na vida, poucos podem realiza-los, muitos conseguem a graça de visitar o Vaticano, esperar horas para ver a figura do Papa lá no alto de sua sacada, em um pronunciamento aos visitantes na Praça de São Pedro e para o mundo, através das redes sociais e de televisão, outros, uma grande minoria, dão a sorte que demos, com apoio do primo Miguel, católico fervoroso e frequentador assíduo do Vaticano, que nos encaminhou para sermos aceitos em um evento esperado por milhões de fieis católicos. 

Nem sei se foi a realização de um sonho ou de uma graça alcançada por este casal,

que ao lado de Helena e Gervásio Magno, foto ao lado,  adentrou ao espaço reservado aos convidados, na Praça de São Pedro, no dia 25 de março de 2018, para assistir a uma Missa de Ramos, aquela que antecede ao Domingo de Páscoa, e nos sentamos em um lugar privilegiado e com direito a surpresa no final da celebração. 

Eu nem sei se sabíamos ou não que a celebração da Missa de Ramos, naquele domingo, seria liderada pelo Papa Francisco, não sei se foi surpresa ou não, mas o que sei é que a emoção tomou conta de todos os quatro e a cada minuto eu me beliscava para saber se estava realmente realizando aquele velho sonho do coroinha, lá na minha Miracema, que era ver de perto um Papa. 

Nos sentamos próximos a um grupo chileno, claro que haviam católicos de todo o

mundo, mas aquela turma foi especial para nós, fizemos fotos juntos (ao lado) e nos emocionamos com tudo o que aconteceu naquela manhã espetacular no Vaticano. E, para nossa grande alegria, e outra surpresa, ao final da celebração Papa Francisco saiu, naquele que chamamos de Papa Móvel, pelos corredores formados na Praça de São Pedro e, claro, chegamos próximo da cerca divisória e tivemos a honra e o prazer de ser abençoado por ele mesmo a distância, que era pouca, cerca de três metros apenas de onde estávamos, ao lado de freiras africanas. 

Um dia de realizações e para jamais ser esquecido por todos nós. 

40 anos se passaram

  Guarânia, 40 anos e outras           armadilhas do tempo Cuiabá, virada dos anos 70 para 80. Calor, gente suando elegância e promessas de ...