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Papo de Futebol - No Armazém tem craque

  Há muito tempo não escutava uma prosa tão pessoal, naquela base do "eu fui...", "eu sou..." " eu sou f...", e, como sempre, foi no nosso buteco, o Armazém que se transforma em bar ao cair da noite, que Ricardinho, muito sumido do pedaço, reapareceu em alto estilo e, como sempre, ninguém fala e ninguém o supera.  - Por onde andou, meu amigo? Penguntou Fernandinho.  - Estive trabalhando, sou olheiro do meu Vasco da Gama, e ando por aí em busca de novos talentos e a indicar jogadores para o clube. Hoje a despesa é por minha conta, recebi a comissão pela indicação de Pedro Raul, aquele centro avante do Goiás, para os diretores da SAF.  Acho que o rapaz se esqueceu que à mesa estavam alguns bem entendidos do negócio chamado futebol e a Internet nos traz notícias diárias e não mais aquelas velhas histórias de Goytacaz e Americano, que o usavam para buscar jogadores pelo interior, coisa que os dirigentes jamais confirmaram mas a turma deixava passar por ser ele...

Na fila do pão o assunto é... Viajar

  Voltamos as nossas conversas de botequim e da fila do pão aqui no nosso blog "Papo de Botequim", afinal são nestes lugares que aprendemos muito e podemos expandir nossas ideias e trocar um papo legal com velhos amigos e fazer novos companheiros de conversa fiada. Ontem, por exemplo, Marcinho, nosso gerente, me apresentou a um primo seu, Maurinho, que deve ser Mauro na vida real, rsss, e o cara ficou empolgado em saber que gostod e viajar por aí de vez em quando.  - Temos o mesmo pensamento, senhor, eu também sou louco por viagens e quando posso, nas minhas férias, procuro sempre um novo destino e pegou a esposa e saio por aí, sempre buscando um novo lugar. Disse ele enquanto aguardávamos o pão moreno sair do forno. - Tenha a certeza de que este é sempre meu desejo, lugares novos, muitos aqui (na fila do pão) só conhecem um destino de férias, as praias da região, do que já me desliguei há muitos anos, eu prefiro uma viagem de sete dias do que uma quinzena de férias na praia,...

Adeus, amigo Sérgio Tinoco

Eu e Sérgio Tinoco na cabine 18 do Maracanã    Ontem perdemos um grande amigo, parceiro de grandes jornadas esportivas e da vida,  Sérgio da Matta Tinoco, meu amigo particular e uma das vozes marcantes do rádio esportivo deste país do futebol.  Hoje, neste Papo de Bola, revivemos  um pouco que sabemos da brilhante carreira deste baita companheiro, com depoimento do próprio, ao Só Esporte, jornal impresso criado por mim e que circulou nos anos 1990. Sérgio diz que tudo começou quando Moacir Fonseca, em sua coluna Dez Notícias, em um jornal da cidade, disse “tem por aqui um bancário que imita narradores do Rio e precisa de uma chance no rádio campista“. No dia seguinte a nota, Moreira Filho passava pelo Banco Predial, onde Sérgio trabalhava, e fazia o convite para um teste na Emissora Continental. Daí até a estreia, no clássico Goytacaz x Rio Branco, no então Estádio da Cidade, hoje Ari de Oliveira e Souza, foi um pulo, como disse ele ao jornal Só Esporte, no iníc...

Uma Copa, quatro jogos em quatro países diferentes

Jamais pensei que pudesse viver uma emoção de Copa do Mundo em quatro países diferentes. Sim, ver jogos das seleções participantes da Copa do Catar em cidesdes diferentes, de quatro países que estão por lá na briga por uma colocação honrosa, caso de Marrocos, ou por título, caso de Espanha e Portugal, e, claro, do nosso Brasil bom de bola que ainda sonha e tem chances de um sexto título mundial.   Na Copa do Mundo 2018 eu tive a chance de ver um dos jogos, Rússia e Bélgica, esta entrando no cenário mundial com um belo time, levado que fui pela família Azevedo Estrela, dos primos Cláudia e Thiago, que me proporcionaram esta alegria. E agora, em 2022, marcamos uma viagem internacional justamente na primeira quinzena da Copa do Catar, nas primeiras duas rodadas, e pude ver Marrocos empatando seu primeiro jogo, contra Croácia, naquele país e na cidade mais próxima da Europa, Tanger, e com um adendo especial, atravaessando o Estreito de Gibraltar rumo a Espanha, onde pude ver a gol...

Papo de Caminhada - São Judas e a decisão

    Caminhando, como faço todas as manhãs, com Marina (minha esposa) passamos pela Igreja de São Judas Tadeu, na Rua Formosa, em Campos dos Goytacazes. Tudo bem, passamos sempre por ali, porém, tem sempre um porém, hoje me chamou a atenção o movimento maior para uma igreja fechada naquele momento e, pelas camisas rubro-negras, eu pensei comigo e falei com Marina: A turma do Flamengo está fazendo reservas para a missa do dia 28 de outubro, dia consagrado ao Padroeiro do CR do Flamengo já que no dia seguinte tem decisão da Libertadores.  Bingo!!! Dei uma parada estratégica e perguntei a dois torcedores, que já saiam rumo a seus destinos matinais, e perguntei apenas para conferir: Encomendando missa ou reservando lugares para dia 28?  E a resposta veio mais rápida que nossos passos na calçada: - Tentamos uma missa extra, só para os rubro-negros, mas por enquanto nada resolvido, mas teremos uma resposta definitiva na próxima semana, mas você está certo, vamos lotar a igr...

Devaneios de um Molambo

Ontem fui dormir, não vi futebol e fiquei ouvindo minhas músicas no Spotify, que aliás está cada dia melhor, estou conseguindo fazer minhas playlists com muito carinho (quem quiser é só pedir) e duas músicas me chamaram a atenção já entrando na madrugada, o fone no ouvido e as letras girando na telinha do celular não me deixavam dormir,  confesso que não estava muito afim de ir para os braços de morfeu.   A primeira, letra de Augusto Mesquita, que anda em voga nestas eleições e me remetem a outras tantas que  vivi neste país de políticos mentirosos e corruptos. A letra me coloca nos debates, que não assisti, e nas propagandas das tevês abertas, que às vezes fui obrigado a ver e me irritar.  Qual é a música? Perguntaria Silvio Santos (era ele mesmo o dono deste quadro?), Molambo, cuja interpretação mais marcante, para este que vos escreve, não foi de nenhum seresteiro mor e sim do grupo Os Incríveis.  "Eu sei que é tudo mentira e  não pode ser, o que ela me ...

Franca do Imperador e a nossa "Ave Esperança".

  Algum tempo atrás, não me recordo o ano exato, em Franca, interior de São Paulo, onde estava com o José Maria de Aquino para acompanhar Francana x São Paulo,  ele comentando para a Rede Globo e eu, claro, de acompanhante e na boa ali na cabine com o grande Osmar de Oliveira, médico e narrador de alto nível, uma manhã de domingo de forte calor, mas nada que um bom caldo de cana e um ótimo pastel não aliviasse a o calor e a fome, afinal o jogo começou às onze da manhã. Voltando 24 horas no tempo, no exato momento em que chegamos ao Hotel Imperador, lá, diga-se de passagem, tudo leva (pelo menos era assim nos anos 80) "Imperador" como título, como por exemplo a emissora de rádio que faz parte deste causo bem legal, vivido por este contador de histórias, na cidade de Franca, do Imperador em um dia qualquer de um ano qualquer da década de 1980. Chegamos ao hotel por volta do meio dia, uma longa viagem na Veraneio da Globo, me senti um superstar andando no veículo oficial da ...