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Franca do Imperador e a nossa "Ave Esperança".

 Algum tempo atrás, não me recordo o ano exato, em Franca, interior de São Paulo, onde estava com o José Maria de Aquino para acompanhar Francana x São Paulo,  ele comentando para a Rede Globo e eu, claro, de acompanhante e na boa ali na cabine com o grande Osmar de Oliveira, médico e narrador de alto nível, uma manhã de domingo de forte calor, mas nada que um bom caldo de cana e um ótimo pastel não aliviasse a o calor e a fome, afinal o jogo começou às onze da manhã.

Voltando 24 horas no tempo, no exato momento em que chegamos ao Hotel Imperador, lá, diga-se de passagem, tudo leva (pelo menos era assim nos anos 80) "Imperador" como título, como por exemplo a emissora de rádio que faz parte deste causo bem legal, vivido por este contador de histórias, na cidade de Franca, do Imperador em um dia qualquer de um ano qualquer da década de 1980.

Chegamos ao hotel por volta do meio dia, uma longa viagem na Veraneio da Globo, me senti um superstar andando no veículo oficial da Platinada e convivendo pelo menos 24 horas com aqueles que eram meus ídolos do jornalismo esportivo, Gilson Ribeiro era o repórter que acompanhou o São Paulo nesta viagem.

 Bem, os profissionais subiram e o amador aqui ficou na portaria do hotel, música boa tocando na Rádio Franca do Imperador, e a cerveja feita com puro malte, naquele tempo a Antártica era puro malte e fabricada com água de Jaguariúna, segundo especialistas,  a melhor água para a mais pura cerveja.

E pouco mais de dez minutos em que ali estava a  grande surpresa, que é o motivo deste causo, acontece e eu paro tudo que estava fazendo e, para espanto do recepcionista e do garçom, comecei a cantar, alto por sinal, a música que chegava para nós no saguão do Hotel Imperador, era "Ave Esperança", com Marcos Sabino, no pico do sucesso nacional.

Zé Maria, que havia descido para o almoço, se espantou quando me viu ao telefone, não havia celular nos anos 80, sentado do lado de dentro da recepção, e, preocupado me perguntou: - Aconteceu alguma coisa lá na "terrinha"?

Eu ri e com o sorriso já demonstrei para ele que nada aconteceu, apenas fiz sinal para que ele ouvisse a música, que estava no final, e depois eu explicaria para ele. Neste momento, o locutor anunciou o nome da música, o cantor e o autor da canção e informou que depois do comercial conversaria com Marcos Sabino.

Eu não sabia que a entrevista era gravada, o locutor me atendeu, muito bem, e quando eu disse que esta música, "Ave Esperança", havia ganho o Festival da Canção, em minha cidade (Miracema) meses antes e que eu era o apresentador do evento, o moço me anunciou e me colocou no ar para falar sobre ela, sobre o Fecami e sobre Marcos Sabino, que eu disse conhecer desde quando tomou gosto pela música e visitava nossa Miracema constantemente.

Zé Maria se emocionou quando contei que ele sempre ficava na casa de Joel Alvim e Tia Ricarda, amigos pessoais do jornalista mais premiado do país, e o locutor, ao saber quem estava comigo, falou: - Você também é da Globo?

Me despedi sem dizer que sim ou dizer que não, e o Zé Maria e o Dr. Osmar caíram na gargalhada e o narrador disse ao Zé, "este menino é dos meus".

Belas lembranças de belos momentos. E arremato dizendo: É mentira, Zé?

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