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Postagens

E a dor de cabeça sumiu após a chuva

Neste período em qua chuva é rara e a necessidade de que ela caia é imensa, me recordo das peladas do Ginásio, sob chuva intensa, dos treinos no Estádio da Rua da Laje, das saídas do Nossa Senhora das Graças debaixo de um toró de fazer inveja nos dias de hoje e dos bons passeios pelas ruas de Miracema sob a chuva, sem vento é claro, e melhor ainda, sem relâmpagos para assustar ou botar medo na gente. Lembro -me bem de um sábado, dia de trabalho na Loja do Neffá, onde eu trabalhava nos anos 70, me bateu uma tremenda dor de cabeça, daquelas que não sabe como chegou e não vai embora nem a pau, e permaneci na loja simplesmente para cumprir minha obrigação, a vontade era sair correndo, passar na farmácia do Juju, comprar um comprimido e deitar debaixo de uma colcha e dormir até o domingo. Tempo ficando feio, como vejo ficar agora aqui na nossa Campos dos Goytacazes, e o vento, do qual tenho um respeito que chega perto do medo, começou a soprar e o Neffá me diz, lá de dentro do escritóri...

Homenagem aos amigos portugueses

Em 2008, quando fui a Portugal pela primeira vez, nossa guia, fantástica por sinal, fez um balanço dos nomes de famílias brasileiras, oriundas da "terrinha" e durante as viagens de ônibus, pelos caminhos traçados pelo roteiro da CVC, fomos conhecendo plantações de pera, figo, uvas e enquanto olhavamos as plantações ela explicava. - Meus avós, dizia ela, foi daqui de Évora para o Paraná, lá no Brasil, e eram colonos em uma fazenda que produzia figo e como não tinham documentos os seus patrícios, que os receberam no Brasil, colocaram o sobre nome deles de Figueira, como muitos outros portugueses que cultivavam a fruta e vieram para nosso país, e por aí foi explicando cada um dos sobrenomes e cada um dos apelidos destes maravilhosos colonizadores do nosso Brasil. Então minha cabeça foi passeando por Miracema e descobrindo, ou tentando descobrir, se meus vizinhos Garibaldi Parreira teve seus ascendentes cultivando uvas em Portugal? Será que seu Neném Braga tem este sobrenom...

A primeira viagem ninguém esquece

Tempo de renovação de passaporte e tempo para recordar bons passeios e boas histórias e a primeira delas é exatamente a retirada do primeiro passaporte, em 2005, que tem uma história interessante e mostra a eficiência e o bom atendimento da Polícia Federal, escritório Campos dos Goytacazes, para com os usuários deste departamento. Abril de 2005, já na segunda quinzena do mês, a Sky me liga e diz secamente: "Você é o vencedor da promoção "escreva sobre o Campeonato Espanhol", ganhou duas passagens, ida e volta, para Madrid, com direito a hospedagem e ingressos para o jogo Real Madrid x Atlético Madri, a viagem será dia 17 de maio e sua documentação tem que está em ordem dentro de dez dias". Seco demais, não? Pois é, tinha apenas dez dias para pedir meu passaporte, preparar a documentação e entrega-la a operadora de  viagem que intermediava o concurso. Pensei comigo, não vou a Espanha e perderei a chance de minha primeira viagem internacional, mas não vou perder...

Papo de Calçadão: Um amigo nada amigo

Ontem eu, creio, perdi um amigo, que aliás se ficar brigado comigo não é um amigo que merecia meu respeito ou minha amizade, e tudo por causa de uma discussão, com razão deste que vos fala, sobre Fluminense, Flamengo, Ferj e favorecimentos para a conquista de títulos estaduais. Passava, calmamente e caminhando devagar, como sempre faço, pelo Calçadão de Campos e levei um dedo de prosa com Arleide, o moço de Italva, promotor de grandes eventos na cidade goitacá, e ao sair do banco onde estávamos o tricolor se aproximou e começou a falar de favorecimentos ao Flamengo sem ninguém na roda estar falando de futebol. - Calma, Betinho, ninguém aqui está discutindo futebol, estamos falando dos shows que o Arleide promoveu e sobre a música de ontem e de hoje, era Amaro tetando tirar o foco de uma possível discussão. - Tem isto não, estava atravessado há muito tempo e tinha que falar para vocês, rubro-negros apaixonados, que a federação ajuda demais este tal de Flamengo e por isto vocês ...

A boa vida de um repórter de rádio

Uma das boas coisas da vida de repórter é poder conviver, conversar ou apenas observar de perto seus ídolos ou os grandes jogadores de futebol ou ver, nos bastidores, que são simples mortais e homens com os mesmos pensamentos nossos e certos de que estão ali para da alegria a quem pagou para ve-los. As entrevistas em campo ou em hoteis e vestiários sempre me deram um grande prazer, conversar com Zico, Roberto, Júnior, Sócrates, Leandro e toda aquela geração de ouro do nosso futebol foi fantástico, mas tem alguns momentos que nos tiram do sério e nos fazem tornar fã e por pouco tempo esquecemos da missão e nos tormamos tietes de verdade. Um dos grandes momentos desta tietagem foi quando, a mando do editor da Folha da Manhã, fui a um restaurante da cidade fazer uma matéria com o ídolo campista, Waldir Pereira, mundialmente conhecido como Didi, craque do Botafogo e da Seleção Brasileira, e levei comigo meu pai, que me visita em Campos. Didi era o que podíamos dizer um ótimo entre...

Minha gente humilde da terrinha

Tem certos dias em que eu penso em minha gente, diz a canção de Chico, Garoto e Vinícius, e pensando bem eu todo dia penso em minha gente e recordo, com muita emoção, as cadeiras na calçada e sinto meu peito apertando de uma jeito que ele fala "estou com saudade", e parece que tudo acontece de repente sem que a gente menos espera acontecer. Vejos, nos meus pensamentos, as casas simples, as ruas sem paralelepipedos e sem trânsito, e me pego andando de bicicleta, pelas ruas da terrinha, sem pensar em futuro, em passado e olhando só o presente, que na verdade foi um presente de Deus em minha vida ter nascido e crescido olhando gente passando e vivendo sem se deixar notar. Gosto de falar das pessoas. Gosto de falar dos lugares. Gosto de falar da vida dos anos 60 e 70. Gosto de recordar os amigos meus, os amigos de meus pais, os amigos de meus avós, e porque não os amigos da família Dutra, que são muitos e espalhados por todas as ruas da nossa cidade? Na minha rua, a famo...

Praça da Matriz: Um caso de amor não resolvido

A passagem por Miracema sempre é agradável e, principalmente, quando encontro alguém para reviver os bons tempos passados na terrinha a viagem é ainda muito mais deliciosa.O jardim e a Praça das Mães, meus points preferidos, tem sempre uma história nova, um causo novo ou um jeito diferente de contar ou ouvir as passagens dos amigos por ali, quando é sobre o Rink o coração bate mais forte e fica difícil segurar a emoção. Desde o seu Ademar Barbosa, citado em coluna anterior, passando pelo Sabiá, jardineiro feliz e abençoado, pelo Nicanor, Mocinho e Jorge Ripada, os homens da sonorização e também já citados em colunas diversas, até o pipoqueiro Tarciso, ainda em pé e com um sorriso de felicidade no rosto, as histórias e os causos deste lugar sagrado fazem parte de meus contos, textos ou crônicas. Já disse aqui que minha terra tem palmeiras, tudo bem os sabiás não cantam por ali, mas pertinho delas tem o jardineiro Sabiá, que não canta mas encanta, já narrei aqui as grandes peladas da qua...