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Papo de viagem - Como comer e o que comer, bem, nas viagens

Na última semana fiz uma Live com o amigo Neto Cordeiro e, entre outros assuntos, falamos de viagens e como comer bem e onde comer nas viagens internacionais.  Eu, por experiência própria, senti no estômago o que é abusar da comida que não estou acostumado, senti o drama no dia seguinte a uma estupenda refeição, deliciosa, em Madrid, em 2005, em um restaurante cabo-verdiano. Explico: A comida, um pouco diferente da nossa feijoada, com todos os ingredientes, não desceu bem e no dia seguinte, na viagem de trem para Toledo, o "trono" da cabine "baños", o nosso banheiro, ficou reservada exclusivamente para este escriba.  Pois então, daí pra frente, comecei usar o convencional, sem experimentar nada exótico ou condimentado, como as pesadas comidas alemãs, que são um tremendo problema para quem tem problema de má digestão ou na vesícula, este item foi cortado do cardápio e o bacalhau, sem muito tempero e as massas, também sem aqueles condimentos mais pesados,...

Papo de Saudade - Obrigado, Braizinho, o pequeno gênio da bola

O dia triste, como o de ontem, quando recebi duas cacetadas no coração já cortado por emoções fortes vividas nesta vida de vitórias, meus amigos e ídolos do futebol e da música. Perdemos ontem  Brás José Oliveira Filho, o Braizinho, um dos mais talentosos atacantes que vi jogar, o Fernando Nascimento comparou Tostão a ele, isto mesmo, ele chegou a bola antes do Mineirinho de Ouro, e o miracemense, baixinho e talentoso como o craque da seleção, só não brilhou por gramados do mundo por ter nascido em época errada. Braizinho era genial, seu faro de gol, sua perspicácia dentro da grande área pode ser comparada com a do Romário, um pouco mais inteligente, digo sem medo de errar já que fui testemunha ocular de seu talento e de sua arte e o considero, ao lado de outro genial craque, Lauro, que depois passou a ser chamado de Lauro Carvalho, formariam a melhor dupla de atacantes do planeta bola. Não pensem que estou aumentando ou valorizando o patrimônio histórico futebolístico...

Adeus Dom Américo, meu ídolo e amigo

A notícia só não caiu como uma bomba, explodindo meu coração fragmentado, porque sabíamos, eu e Marina, que Dom Américo estava vivendo seus últimos momentos entre nós, seu estado de saúde, há mais de sessenta dias, era crítico e os médicos e ele lutaram bravamente por uma sobrevida.  Hoje chegou o dia de uma despedida, que não terá a presença de seus milhares de fãs e amigos leais que criou durante toda a sua vida de músico e pessoal, foi um cara do bem, como gostam de dizer as pessoas nos dias de hoje, foi um gênio da voz e um artista completo, e agora, em sua partida para o Oriente Eterno, nos restam os CDs, os vídeos feitos em seus shows e a doce lembrança de sua voz que ficará eternizada em todos os corações dos fãs.  Partiu hoje, aos 69 anos, meu grande amigo, no tamanho e na força da amizade, um cara que aprendi a gostar em 1977, ainda em Miracema, quando se mostrou um artista com talento e dignidade, conto depois para não tomar o tempo, e cuja amizade floresc...

Papo de quarentena - Amigo é para estas coisas...

Este meu blog, que está no ar há mais de dez anos, tem o sugestivo nome de "Papo de Botequim" porque foi num destes estabelecimentos, que frequento desde que nasci, que me deu suporte para ótimas conversas, excelentes prosas e foi num destes lugares que me aperfeiçoei em crônicas do cotidiano.  Nestes setenta e três dias sem uma boa prosa de boteco, só amenizados pelas conversas em vídeos, como no sábado passado, quando eu e os Mottas, Cacá e Marco Aurélio, ao lado do Zé Mario, tivemos nosso momento de buteco através das telas dos celulares, sim, havia cerveja à mesa, mas confesso que foi bom porém, tem sempre um porém, não foi como ao vivo e em cores nos botequins da vida.  No meio da semana que passou liguei para o meu lugar favorito, em Campos, onde passo ótimos momentos ao lado de grandes amigos, o Armazém do Lenílson, e é o Ninil quem me abastece com as compras do dia a dia e da cerveja nossa de todos os dias, atualmente só nos finais de semana, e pedi a ele a l...

Quarentena - Setenta dias de reflexões

A quarentena, necessária diga-se de passagem, me fez sentir no corpo e na alma o que é a vida sedentária e sem objetivos. Hoje, pensando melhor, sinto que se houve algo de bom neste período, estou a setenta dias confinado entre minha sala, meu quarto e minha cozinha, olhando fotos antigas, sonhando com as viagens que fiz, contando meus "causos" do futebol e da imprensa, e conversando com amigos que há algum tempo nem sequer trocávamos um dedo de prosa.  Tudo tem seu lado bom, e este, a prosa com velhos amigos, as recordações, as belas lembranças guardadas em fotos, é o lado positivo do atual momento que vivemos, o lado ruim, além da "prisão" domiciliar são os planos cortados, os nossos prazeres castrados e a solidão a dois que eu e Marina, claro que todos os meus amigos, os mais chegados e os virtuais, passam por isto e alguns, muitos, vivem no isolamento total sem sequer ter alguém para dividir uma conversa ou uma refeição.  Tem o pior lado, as notícias de...

Quarentena: Dia 50 e a rotina continua

E o grande Chico Buarque dizia: "Todo dia ela faz tudo sempre igual...", pois é todo dia eu faço tudo igual há cinquenta dias. Sou faxineiro, auxiliar de cozinha, leitor ávido de jornais e revistas, cinéfilo juramentado e, infelizmente, nada desportista neste momento de pandemia.  Sim, não sou afeito a assistir jogos em vídeo tape, quebrei a tradição para ver, isto mesmo, ver Brasil 5 x 2 Suécia, a final da Copa do Mundo de 1958, e a outra final, a de 1962, Brasil 3x1 Tcheco-Eslováquia, sabem porque? Estes dois jogos eu não vi e, no meu entendimento, mereciam toda a minha atenção, afinal ali estavam os maiores jogadores do Planeta Bola, como Pelé, Didi,Garrinha, Nilton Santos e o incrível Zito e sua arte de comandar o time dentro de campo.  Meu dia é dividido entre as responsabilidades da casa, ajudar na faxina e fazer a limpeza pós almoço na cozinha, sim, não tenho vergonha de dizer, faço isto desde que nossa Luciana pediu baixa na carteira de trabalho e foi viver sua v...

A live do Adilson Dutra - Foi legal! Tem mais na sexta.

Hoje foi muito legal a estreia da Live do Adilson Dutra, obrigado a turma que viu ao vivo, que viu na reprise e coisa e tal, e na sexta-feira, também por volta das cinco da tarde, contarei novas histórias e novos "causos" do rádio campista e da nossa Princesinha do Norte.  Primeiro ato - Decepção com Júnior, o maior lateral do Flamengo de todos os tempos, e a confirmação de que Zico é realmente um gênio dentro e fora de campo.  Segundo ato - Raul Arenari trocando a zaga contra a Cabofriense, tirando os dois zagueiros em uma tacada só. Há controvérsia do local, mas eu tenho certeza onde foi.  Terceiro ato - O temporal no Caio Martins e a salvação da roupa de motoqueiro.  Quatro ato - A tempestade de vento e relâmpagos, no Estádio Municipal de Miracema, e o microfone dando choque.  Quinto ato - Maracanã, primeira transmissão minha, na Campos Difusora, e o narrador experiente acreditando que o repórter novato não seguraria o rojão.  Ci...