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Revendo o Carnaval de Miracema

Passada a euforia do belo desfile do grupo "Em Miracema ou no Cinema" eu ainda estou em êxtase e ainda lembrando dos amigos que fizeram história na cidade. Vejo manifestações para que este movimento se repita, com toda intensidade, no próximo carnaval, em 2018, o que seria bem legal e oportuno.  Nas mensagens leio as manifestações de carinho e apreço por muitos carnavalescos, como Jair do Nascimento Polaca, Calil Saluan Neto e José do Carmo (Carminho), "donos" da Rua Direita por longos anos e mais do que merecida toda esta festa para os baluartes do nosso carnaval. Porém, tem sempre um porém, deve-se abrir um espaço, e muitos também lembraram, de personagens simples e autênticos que também marcaram época nos desfiles da Marechal Floriano.  Tenho boa memória para o assunto futebol, me lembro bem de todos os eventos, de praticamente todos os times e jogadores que fizeram história no meu tempo de Miracema, principalmente nos "anos dourados". Tenho ótima memór...

Dia de baile na terrinha: Traje passeio e grandes orquestras

Na última vez em que fui a Miracema, claro que na Expo/2017, almoçando no Tio Nilo's, o famoso bar/restaurante do Cabeção, o papo foi sobre bailes e grandes conjuntos que passaram pela terrinha nos anos 60/70, quando o Aero Clube fervilhava e o Grupo Escolar Ferreira da Luz era a opção para os grandes bailes, no período em que o Clube entrou em reforma no piso e na estrutura.  Lembramos dos grandes dançarinos, que eu admirava de perto, como os dois Maurício, o Siqueira e o do Bruno de Martino, das grandes confusões no bar e dos trajes passeio completo, era um tal de jogar gravata da sacada para o amigo passar pela portaria sem problemas. Gente bonita, gente bem vestida e música,sempre, de alto nível com os grandes músicos deste pais no palco principal.  Claro que me lembrei do baile com o famoso Lafayete e Seu Conjunto, no Aero Clube. Claro que me lembro do grande baile, no Ferreira da Luz, com Waldir Calmon e seu conjunto, neste eu ainda era um moleque, devia ter meus qui...

E nas varandas tinha... Futebol de Botão

Meu time tinha   Delém , tinha Zagalo, naquela época com um L só,   Pampolini , achava bonito este nome e havia o conhecido na Tijuca, e um zagueiro lateral direito, Cacá, que tinha lugar no meu escrete porque era casado com uma miracemense. Meus craques eram tratados com carinho, tinham luz própria, estavam sempre na caixa protegida por algodão, feltro, flanela e bastante talco, que era para não estragar o polimento dado todos os dias pela manhã e à tarde. Quem, em sua infância ou juventude, não jogou botão? Até meus filhos, criados em época diferente, o Leandro ainda guarda até hoje o seu primeiro time, montado na Rua Pereira Nunes, pertinho da  Av.  Pelinca.  Por falar neste time e na rua, por lá tinha o Andral, um militar que hoje deve estar aposentado, que incentivava a garotada a participar de campeonatos, por ele promovidos, e era bacana ver aqueles guris o acompanhando por todos os cantos levando as suas caixas com seus times de botões bem p...

Deixe-nos falar de Miracema - O que vi por lá eu conto aqui

Há muito tempo não vejo uma festa de maio tão apaixonante, creio que desde meus tempos de moleque, quanto soprava minha corneta na Banda Marcial do Colégio Miracemense, não me sentia  tão entusiasmado ao participar de um desfile comemorativo a Emancipação de nosso município, aliás eu e todo mundo que participou do evento.  Vejo rostos tristes, não pelo fato de aqui estar, mas triste o atual momento da cidade. Vejo rostos alegres, não pelo atual momento da cidade, mas pelo simples fato de estar aqui, revendo amigos e participando de um reencontro que proporcionou maravilhosas recordações.  Vejo lágrimas, não de tristeza, lágrimas de alegria, lágrimas de saudades, lágrimas puramente deliciosas, que marcaram o desfile e o encontro de gerações. Abraços, sorrisos, causos, recordações e esta era a razão do chamado da turma do grupo "Em Miracema e no Cinema", esta foi a única razão de muitos estarem aqui neste final de semana prolongado para homenagear não só a cidade mas a ...

Memórias e lembranças

Sempre penso em escrever minhas memórias, quando começo a colocar no papel, ops, no computador, me dá a sensação de arrogância danada. Pensei: Quem sou eu para escrever memórias? O que eu tenho para contar para os desconhecidos?  Para os amigos até que vale a pena ir contando por aqui no  blog, que é pessoal, onde  posso escrever o que penso, afinal o espaço é meu e coloco o que quiser, se a turma estiver interessada em ler, tudo bem, caso contrário passam batidos e não deem bola para o que conto por lá ou por aqui.  Bicudo, meu velho companheiro campista, fiel a este colunista desde 1985, quando aqui cheguei, me desmentia e dizia que tenho muita coisa pra contar. Será mesmo? Creio que falar de viagens não é uma boa, mostra um lado legal, porém... tem sempre um porém,  muitos pensarão como eu, ficar falando na primeira pessoa pode mostrar um lado que não sou, arrogante e convencido.  - Fale de sua história no mundo da bola, muitos sabem mas é legal contar s...

Sobre Paulo, Lula e Bizuca, os filhos do seu Daniel

Este tal de grupo Em Miracema e no Cinema, perdão pelo "tal", é no bom sentido, está me fazendo um bem danado e me colocando a prova. Explico: Vivo grandes emoções, grandes saudades e chorar é comigo mesmo, é só rever, em foto,  um velho amigo que se foi que me transbordo em lágrimas e me dá uma inspiração danada em escrever homenageando estes velhos camaradas.  Hoje (sexta-feira da Paixão) o feriado deu chances a muitos amigos entrarem na página e escrever sobre seus parentes, seus amigos e também velhos camaradas, a turma da Rua do Café estava com o estoque de fotografias afiado e desandou a me provocar choro e emoção, mal sabem eles que o coração, apesar das quatro safenas, ainda está forte e suportando estas fortes emoções.  Segurei as pontas, no linguajar mais sincero que encontrei, e o choro quando vi a foto do Sabino, criador do Vasquinho e descobridor do Célio Silva, chorei um pouco quando postaram fotos dos irmãos Gerson e Eli Coimbra, não segurei o choro qua...

Joca e Napoleão valem ser lembrados por nós

Esta semana o Telecine, canal de cinemas da GloboSat, mostra a refilmagem do famoso faroeste dos anos 60, "Sete Homens e Um Destino", não estou aqui para comentar as atuações dos novos artistas nem fazer comparações destes com os veteranos, sequer me lembro dos nomes dos velhos personagens e interpretes, mas o que me traz aqui é a lembrança dos bons faroestes, nos Cines XV e Sete, nas matinês de sábado e domingo.  E revendo estas fitas, assim a gente chamava os filmes naquele tempo, me recordo de um personagem maravilhoso, lá da terrinha, o Joca, que torcia desesperadamente para o bandido, era raro o filme em que o Joca não "brigava" com o filme e discutia veementemente com os atores em cena. Era espetacular, um capítulo  a parte em todas as fitas de bang bang.  Lembrando do Joca, dos filmes de ação, me lembro das grandes mentiras que transformam os personagens em verdadeiros heróis, nos tempos de hoje a refilmagem de "Missão Impossível" é o marco da m...