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Sobre Paulo, Lula e Bizuca, os filhos do seu Daniel

Este tal de grupo Em Miracema e no Cinema, perdão pelo "tal", é no bom sentido, está me fazendo um bem danado e me colocando a prova. Explico: Vivo grandes emoções, grandes saudades e chorar é comigo mesmo, é só rever, em foto,  um velho amigo que se foi que me transbordo em lágrimas e me dá uma inspiração danada em escrever homenageando estes velhos camaradas. 

Hoje (sexta-feira da Paixão) o feriado deu chances a muitos amigos entrarem na página e escrever sobre seus parentes, seus amigos e também velhos camaradas, a turma da Rua do Café estava com o estoque de fotografias afiado e desandou a me provocar choro e emoção, mal sabem eles que o coração, apesar das quatro safenas, ainda está forte e suportando estas fortes emoções. 

Segurei as pontas, no linguajar mais sincero que encontrei, e o choro quando vi a foto do Sabino, criador do Vasquinho e descobridor do Célio Silva, chorei um pouco quando postaram fotos dos irmãos Gerson e Eli Coimbra, não segurei o choro quando vi foto do Júlio Oliveira, nosso poeta e cronista, o filho do Seu Bráz. 

Mas lá pelas seis da tarde a emoção não foi contida, uma foto e um punhado de postagem relembrando o Paulo Pimenta, o filho do Seu Daniel, o irmão do Lula, músicos que comigo participaram da Banda Sete de Setembro e, com o outro mano, Bizuca, participaram intensamente no meu tempo de futebol, Paulo apitando, Lula tentando correr atrás de mim, e Bizuca no gol do Tupã ou como meu primeiro treinador no Vasquinho, este o do Edson Barros. 

Família Pimenta... recordações de montão e histórias bacanas, quantas retretas né mesmo Seu Daniel, Paulo e Lula, sei que de onde estiverem estarão lembrando destes momentos. Paulo, tá lembrado lá de Baltazar? Maestro Garcia queria que eu fizesse um solo, em um dobrado, e você me perguntou: "Vai dar pra você? Está com o dobrado estudado? ", lembra? 

E o que aconteceu? Me levantei e toquei sem ler a partitura, ganhei aplauso do público e uma bronca do maestro, que me disse que não gostava que eu tocasse de ouvido e que tinha que ler a partitura, e você, meu amigo PP, no ônibus que nos trouxe de volta, deu uma sonora gargalhada quando relembramos o acontecido e o Zeca Garcia queria saber o que estava acontecendo. Silêncio total no fundo do ônibus. 

E é assim que estou levando a vida nestes dias que antecedem a Exposição, com saudade dos amigos, dizem que saudade em excesso nos leva a depressão e alegria demais oferece ansiedade, mas juro para vocês, que meu lado saudosista é apenas por ter uma imensa amizade, que chega a ser paixão, pelos meus grandes amigos, principalmente destes, citados aqui, que já nos deixaram e deixaram marcas em minha história de vida. 

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