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Meu Brasil brasileiro, meu caminho turístico

Viajo nas minhas crônicas como se no local estivesse. Converso com meus amigos, virtuais ou não, nas páginas do Facebook ou aqui nos meus blogs, como se a meu lado estivessem nestas aventuras deliciosas que são as viagens ao redor do Brasil e do mundo. São milhares de fotos observadas, guardadas e tratadas com muito carinho em arquivos especiais para que eu, semanalmente, passe por eles e viaje novamente por cada um dos destinos que passei. Lembro, como se fosse hoje, a primeira viagem, claro que a primeira ninguém esquece, e foi para um lugar maravilhoso, o sul do país, Gramado, Canela, Bento Gonçalves, Caxias do Sul e a capital, Porto Alegre, além de dar uma chegada por dois dias em Curitiba. Inesquecível e maravilhosa, na época, 1992, a Soletur ainda estava no auge e nos proporcionou uma grande aventura, um ônibus de luxo e um grupo bem homogêneo, pasmem, fui escolhido o homem mais bonito da delegação, imaginem o restante.  Conto esta viagem ao Sul como se a primeira fosse...

Um diálogo inesperado em Cuiabá

Ontem, dia 10 de dezembro, meu amigo e companheiro de infância, Luciano Mercante, na terrinha conhecido como Nê, do Noca, coloca uma mensagem no Facebook lembrando do seu mano, Luiz Carlos, para nós o Caquinho, que completaria, nesta data, 69 anos de idade e dez anos do seu desenlace da família.  Mandei um retorno dizendo que contaria um causo nosso, ocorrido no Mato Grosso, no início dos anos 80, em um momento bem especial para este escriba, que passava boas férias em Cuiabá, visitando o Pantanal, a Cachoeira do Rio Quente e a queda dágua da Chapada dos Guimarães.  Mas o causo aconteceu em uma transmissão esportiva na Rádio Centro América, de Cuiabá, no intervalo da partida entre Operário/Vázea Grande x Mixto/Cuiabá, na decisão do Campeonato Mato-grossense de futebol, a qual comentei, a convite do narrador, cujo nome me esqueci completamente, e foi de uma alegria imensa o fato que narro abaixo. Na metade do meu comentário eu dizia que o clássico, Mixto x Operário, me f...

E e a música por aí

Eu e a música temos uma grande afinidade e, de vez em quando, nos encontramos por aí para matar a saudade dos velhos tempos de Banda Sete, dos Festivais da Canção, das serestas em Miracema e arredores, das bandas de baile ou de shows e outros grandes momentos, uns destes que são proibidos para menores, vividos na juventude e na adolescência lá na minha Miracema. A primeira surpresa veio em um restaurante, em Bom Jesus do Itabapoana quando conheci Cláudio Faissal, saudoso intérprete da música italiana, que em um intervalo perguntou: "Alguem aí que arriscar e fazer meu intervalo?" Não pensei duas vezes e assumi o comando da voz e parece que agradei, o moço me convidou outras vezes para o mesmo fim, ou seja, dar um tempo para ele comer, beber e namorar. Um grande dia foi vivido no Miracema Campestre Clube, que trouxe o seresteiro Silvinho, aquele um dia fez um sucesso tremendo e vivia no seu baixo astral. Nos reunimos, em um canto do salão, e demos o maior apoio ao artista, ...

E a dor de cabeça sumiu após a chuva

Neste período em qua chuva é rara e a necessidade de que ela caia é imensa, me recordo das peladas do Ginásio, sob chuva intensa, dos treinos no Estádio da Rua da Laje, das saídas do Nossa Senhora das Graças debaixo de um toró de fazer inveja nos dias de hoje e dos bons passeios pelas ruas de Miracema sob a chuva, sem vento é claro, e melhor ainda, sem relâmpagos para assustar ou botar medo na gente. Lembro -me bem de um sábado, dia de trabalho na Loja do Neffá, onde eu trabalhava nos anos 70, me bateu uma tremenda dor de cabeça, daquelas que não sabe como chegou e não vai embora nem a pau, e permaneci na loja simplesmente para cumprir minha obrigação, a vontade era sair correndo, passar na farmácia do Juju, comprar um comprimido e deitar debaixo de uma colcha e dormir até o domingo. Tempo ficando feio, como vejo ficar agora aqui na nossa Campos dos Goytacazes, e o vento, do qual tenho um respeito que chega perto do medo, começou a soprar e o Neffá me diz, lá de dentro do escritóri...

Homenagem aos amigos portugueses

Em 2008, quando fui a Portugal pela primeira vez, nossa guia, fantástica por sinal, fez um balanço dos nomes de famílias brasileiras, oriundas da "terrinha" e durante as viagens de ônibus, pelos caminhos traçados pelo roteiro da CVC, fomos conhecendo plantações de pera, figo, uvas e enquanto olhavamos as plantações ela explicava. - Meus avós, dizia ela, foi daqui de Évora para o Paraná, lá no Brasil, e eram colonos em uma fazenda que produzia figo e como não tinham documentos os seus patrícios, que os receberam no Brasil, colocaram o sobre nome deles de Figueira, como muitos outros portugueses que cultivavam a fruta e vieram para nosso país, e por aí foi explicando cada um dos sobrenomes e cada um dos apelidos destes maravilhosos colonizadores do nosso Brasil. Então minha cabeça foi passeando por Miracema e descobrindo, ou tentando descobrir, se meus vizinhos Garibaldi Parreira teve seus ascendentes cultivando uvas em Portugal? Será que seu Neném Braga tem este sobrenom...

A primeira viagem ninguém esquece

Tempo de renovação de passaporte e tempo para recordar bons passeios e boas histórias e a primeira delas é exatamente a retirada do primeiro passaporte, em 2005, que tem uma história interessante e mostra a eficiência e o bom atendimento da Polícia Federal, escritório Campos dos Goytacazes, para com os usuários deste departamento. Abril de 2005, já na segunda quinzena do mês, a Sky me liga e diz secamente: "Você é o vencedor da promoção "escreva sobre o Campeonato Espanhol", ganhou duas passagens, ida e volta, para Madrid, com direito a hospedagem e ingressos para o jogo Real Madrid x Atlético Madri, a viagem será dia 17 de maio e sua documentação tem que está em ordem dentro de dez dias". Seco demais, não? Pois é, tinha apenas dez dias para pedir meu passaporte, preparar a documentação e entrega-la a operadora de  viagem que intermediava o concurso. Pensei comigo, não vou a Espanha e perderei a chance de minha primeira viagem internacional, mas não vou perder...

Papo de Calçadão: Um amigo nada amigo

Ontem eu, creio, perdi um amigo, que aliás se ficar brigado comigo não é um amigo que merecia meu respeito ou minha amizade, e tudo por causa de uma discussão, com razão deste que vos fala, sobre Fluminense, Flamengo, Ferj e favorecimentos para a conquista de títulos estaduais. Passava, calmamente e caminhando devagar, como sempre faço, pelo Calçadão de Campos e levei um dedo de prosa com Arleide, o moço de Italva, promotor de grandes eventos na cidade goitacá, e ao sair do banco onde estávamos o tricolor se aproximou e começou a falar de favorecimentos ao Flamengo sem ninguém na roda estar falando de futebol. - Calma, Betinho, ninguém aqui está discutindo futebol, estamos falando dos shows que o Arleide promoveu e sobre a música de ontem e de hoje, era Amaro tetando tirar o foco de uma possível discussão. - Tem isto não, estava atravessado há muito tempo e tinha que falar para vocês, rubro-negros apaixonados, que a federação ajuda demais este tal de Flamengo e por isto vocês ...