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ÁRBRITRAGEM - VELHAS HISTÓRIAS E UM VELHO ASSUNTO

O futebol é gostoso e gera polêmica e discussão nos dias seguintes de clássicos ou jogos decisivos. Nesta semana, em que o Brasileirão entra em sua reta final, muitas histórias e causos de arbitragem ou “entrega” entram em cena, algumas inusitadas outras inverídicas e, é verdade, muitas são verdadeiras e existem até as provas do crime. Não canso de ouvir as velhas histórias de arbitragens em Campos, que já estão no folclore da cidade e do futebol campista, escuto dos companheiros antigos as mesmas histórias que você, leitor mais novo, já ouviu de seus pais ou vizinhos de maior intimidade. Algumas eu descarto, é pura fantasia, como aquela do goleiro que saiu desesperado da meta e disse para o atacante: - Chuta rápido, eu não vou tentar a defesa, estou na “gaveta. - Eu não posso chutar, responde o atacante, eu também estou “comprado”, faça alguma coisa. E como ninguém definiu nada e houve um encontrão, o árbitro, que segundo a lenda, também estava “encomendado” assinalou a penalidade máx...

O MELHOR TIME DE TODOS OS TEMPOS

Hoje, ao receber a cédula de votação dos melhores do ano, enviada pela assessoria de imprensa da CBF, lembrei que um dia me perguntaram qual foi o melhor time que já vi jogar em toda a minha vida. Não vacilei ao responder que foi o meu Vasquinho, não o C.R. Vasco da Gama, o tradicional e querido clube de São Januário, foi mesmo um Vasco no diminutivo, criado pelo Edson Monteiro de Barros e pelo Clarindo Chiapin, dois vascaínos fanáticos e amantes do futebol. Aquele time era a continuação de um outro, formado pelo genial Alberto Cid de Carvalho, o Bitico, craque de bola e com uma paciência de Jó para lidar com as crianças metidas a jogadores de futebol. Aproveitando o sucesso da molecada, no meio da década de 60, a dupla Edson/Clarindo chamou a responsabilidade e um novo time foi criado, com o comando técnico do Bizuca, que naquele tempo ainda fazia bonito no gol do Tupã EC. A base dos meninos do Bitico foi mantida, principalmente no ataque, onde Eu, Thiara e Pintinho formávamos um trio...

POLÍTICA NÃO É O MEU FORTE, MAS...

Ando meio afastado da minha cidade, não me perguntem o motivo porque não há motivo para isto, é apenas falta de tempo e falta de tempo para um aposentado é coisa rara e pode servir de desculpas para algo inconcebível com este de não ir a terrinha há quase três meses. Por estar afastado e não estar ouvindo as dicas dos conterrâneos para as minhas crônicas aqui no Dois Estados, os assuntos ficam escassos e entro de sola nos meus arquivos em busca de algo agradável para contar para os amigos leitores das páginas do nosso jornal. Falar de futebol e contar histórias já me parece bem batido, o repertório está no final e guardo algumas para o livro que vem por aí. Política é um prato cheio para quem adora o assunto, eu, pelo contrário, não sou chegado e fico de longe apenas observando e aplaudindo, como faço agora assistindo a chegada de um novo líder, Juedir Orsay, que com quase oito mil votos na cidade, nas últimas eleições, e se posta como grande nome da política local. Há de se respeitar ...

SERIA MOURINHO UM NOVO ZEZÉ MOREIRA?

Na terça-feira, assistindo ao jogo Auxerre x Real Madrid, pela Liga dos Campeões da Europa, tive a certeza de que o esquema de José Mourinho é uma cópia daquele implantado por Zezé Moreira, nos anos 50, no Fluminense, onde a vitória por 1x0 era considerada uma goleada e o importante era vencer e conquistar títulos. Na temporada passada, quando comandou brilhantemente a Internazionale, de Milão, Mourinho irritou os adversários com um forte esquema defensivo e um muro intransponível no meio campo, deixando Etto’o livre na frente para se movimentar pelos dois lados e o argentino Milito com a responsabilidade de concluir as jogadas. No tricolor de Zezé Moreira quem flutuava era Telê Santana, leve e solto pelos flancos, e quem finalizava era Valdo, um baita artilheiro que foi terminar, com sucesso, sua bela carreira jogando no Valência, da Espanha. O Real Madrid ainda não se adaptou a Mourinho e creio que o português também não esteja bem a vontade no comando do time merengue, deram a ele m...

DEIXEM O HOMEM EM PAZ

Na missa do domingo reencontro o velho amigo Ignácio, um apaixonado pelo futebol e assíduo frequentador da Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, aqui no bairro onde moro. Ignácio é aquele mesmo que provocou seu professor soltar a famosa pérola sobre o G mudo de seu nome. Não sabe? Então eu relembro: Na chamada da aula o professor lascou um IGnácio, dando ênfase ao G. No que o amigo respondeu: Professor, o g quando usado em nome próprio não tem som algum, é uma letra muda. E o mestre soltou a pérola: Eu "inorava", desculpe. E depois de algumas gargalhadas, após lembrar o ocorrido de anos atrás, o amigo me perguntou o que me levava até a Igreja do Sagrado Coração. -Venho sempre que posso e hoje, principalmente, venho agradecer a feliz viagem que fiz e renovar os pedidos de saúde e e paz para a família e os amigos, como você. - Estou aqui para orar e pedir ao Homem lá de cima que dê um jeito na carreira de meu filho, que precisa de uma força Dele, e também para agradecer pela re...

A FESTA QUE NÃO HOUVE

Alguém me perguntou: “Adilson, quando será a festa dos sessenta anos?” Ficou difícil de responder, não há interesse em fazer alguma festa comemorativa e razões para isto é que não faltam. Não iria justificar, mas o amigo insistiu no assunto e queria saber quando é que seria o evento. Expliquei que a grana está curta e que prefiro viajar por aí com Marina. Uma festa deste porte, sessenta anos merece uma comemoração bem marcante, não está cabe no meu orçamento de aposentado. Disse que era meio complicado reunir meus amigos, são muitos e não gostaria de esquecer de nenhum destes, mesmo aqueles que estão longe do meu convívio. Tentei argumentar que os que comemoraram, com pompa ou até mesmo de forma simples, esqueceram de uns ou de outros e a bronca foi ouvida por celular, fixo e até mesmo pela internet. Não queria esquecer ninguém e assim é melhor não fazer nada e passear por aí e conhecer novos lugares e fazer novas amizades. Aqui prá nós, bem baixinho, que ninguém nos ouça: Como é que e...

MEUS AMIGOS INVISÍVEIS

Eu convido você para um passeio comigo. Não um giro por algum lugar, mas um passeio virtual e mental para relembrar alguma coisa que vivemos juntos nestes longos anos de amizade e companheirismo. Você se lembra dos bons bailes no Aero Clube? Lembra quando a gente subia as escadas já sabendo o que nos aguardava por lá? Bons conjuntos, lindas meninas e moças malucas para se esconderem dos pés duros. Será que estou falando com um destes? Eu ficava só na espreita, a espera de um deste se aproximar de uma garota bonita para eu entrar na dança. Sabe por quê? Eu conto. Eu dançava muito bem e tinha um jeito especial de levar a menina no meio do salão. Elas sempre davam um jeitinho de fugir do rapaz cintura dura e me chamar, com um gesto ou um sinal, para a próxima contra dança. Você ficava me olhando com cara de malvado e ficava p... da vida comigo, não é mesmo? E nas peladas do Ginásio, você, um becão desastrado, sempre ficava de fora das escolhas, feitas no “par ou impar”, mas não desistia ...