O relógio da vida insiste em correr, e os anos 2012, 2013 e 2014, marcados pelas batidas vibrantes do The Brothers no Salão Nobre do Clube XV, hoje não passam de capítulos reluzentes num diário que o tempo, com sua grafia serena, insiste em não deixar apagar. Lembro-me de como o Big Brother nos é apresentado: uma montra de vidas editadas, dramas efêmeros e a torcida nervosa por quem pouco conhecemos. Eu olho para isso e sinto a distância de um abismo geracional. O meu "BBB" sempre foi outro. O meu reality show favorito sempre teve uma trilha sonora imbatível: as guitarras de Harrison, o baixo de McCartney, o arranjo orquestral de um sucesso do Roupa Nova ou o sotaque apaixonado de um Rei que embalou nossos primeiros beijos no Aero Clube. O baile de 13 de outubro de 2012 não foi apenas uma reunião social; foi um experimento de contra-fluxo. Enquanto o mundo lá fora se dividia entre seguidores de perfis digitais, nós voltávamos para a fisicalidade da existência. É...
Baú do Penacho - Fotos, casos e causos de viagens e da vida. Crônicas e muito mais. Um Papo de Botequim