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O víspora de vovó Maria

Agora à pouco, sem nada para fazer, fiquei horas e horas jogando um buraco, "on line", no site especializado, sem apostas, diga-se de passagem, apenas diversão das boas e os adversários, na maioria das vezes, era um robô oficial do site, que não raramente me irrita profundamente.  E nosso leitor perguntará: E o que tem este buraco on line com nosso papo aqui na coluna? Nada, poderia dizer o colunista. Tudo, poderia dizer o colunista. O tudo e o nada dependem do ponto de vista do leitor, se for das antigas entenderá o que digo e achará que tem tudo a ver, se for um jovem ou um senhor mais novo, como muitos leitores do blog e da coluna, ou de fora da minha Miracema, dirão que nada a ver o buraco com o que direi abaixo.  Nas décadas de 40/50 e até os anos 60, muito se viu na cidade os carteados e os jogos de víspora, alguns valendo alguma grana, nas grandes noites de poker, outros valendo cerveja, salgados e um pouco de grana, nas mesas de buraco pelos bares ou porões, torn...

Prá onde você vai? Quer saber o amigo "Cumprido".

Eu tenho um amigo, bota amigo nisto, que sempre que viajo para Miracema, em finais de semana ou feriados, me faz a mesma pergunta. E isto já é rotina há quase trinta anos, desde o tempo em que trabalhávamos no Banerj e aumentou quando compramos um apartamento no mesmo bloco do nosso condomínio.  - Onde você vai? Sempre pergunta quando estou arrumando o carro na garagem. Não me diz que vai novamente para Miracema, continua ele, e o que é que você tanto gosta deste lugar? O que tem de bom por lá para fazer você ficar tão excitado quando viaja pra lá? Arremata.  Eu, com muita calma e categoria, sempre respondo com um sorriso e educadamente o questionamento do amigo e com a mesma resposta para a mesma pergunta. O que é que você faz em Atafona? Porque tanta ansiedade para chegar o feriado? O que tem em Atafona tão especial para que você fique louco e só fale neste lugar?  As respostas dele também são as mesmas e sempre com uma sonora gargalhada, vocês precisam ouvir a ga...

Padres holandeses na terrinha

Certa vez, lá pelos anos 1970, me vi envolvido em uma baita saudade, principalmente quando chegou dezembro e com ele veio o Natal, festa da cristandade e que me faz lembrar do tempo em que os Padres Holandeses fizeram morada em nossa Paróquia de Santo Antônio e trouxeram um punhado de novidades para os católicos da cidade, claro, novidades aqui é no sentido exato da palavra, vimos mudanças na forma de rezar a missa, uma nova maneira de ensinar o catecismo, e uma mudança radical no jeito de olhar, conversar e convencer os fieis da nossa igreja. As festas de Natal já não eram as mesmas dos anos anteriores, claro que me lembro muito bem de um presépio montado no altar mor, claro que me lembro dos cânticos, totalmente novos, que vieram com eles, Alberto, Luiz e Antônio, os padres holandeses que, no meu ponto de vista, revolucionaram a paróquia e deram uma movimentação mais jovem nos corredores da igreja. Mais tarde um pouco chegou o mais jovem da turma holandesa, Padre André, um c...

Maninho e Bizuca: Seriam eles precursores de Guardiola?

Uma entrevista do treinador espanhol, Pepe Guardiola, agora no Manchester City, me fez lembrar novamente do mestre Maninho, que no seu tempo já pensava como o catalão de maior sucesso no futebol mundial. Dizia Guardiola: "Com Aguero jogando minha opção é guardar Gabriel Jesus para o segundo tempo e usar dois velozes atacantes pelos lados, a defesa adversária se concentra na velocidade de ambos e ficará mais exposta nos ataques velozes".  Pois é, Maninho já fazia como ele, Guardiola, nos anos 60/70, gostava de ver seu time tocando a bola, ganhando tempo com a bola nos pés, usava dois atacantes velozes pelos flancos e um mais arisco ou mais decisivo no centro, e armava sua defesa de acordo com o adversário, ora jogava com um zagueiro-zagueiro outros momentos com volantes ou meias improvisados por alí, como fez diversas vezes com Alvinho jogando de quarto-zagueiro.  Bizuca, o querido Adailton Pimenta, também armou o Vasquinho/Esportivo desta maneira, usou todos os atacante...

Personagens da terrinha: Tarcisio, o pipoqueiro

Foto do arquivo de Adrienne Junqueira.  Certa vez eu comentei aqui sobre minhas aventuras de "vendedor" pelas ruas da minha Miracema e pelos parques e circos que chegavam à cidade e, principalmente, nas filas do Cine Sete e do Cine XV para angariar grana para os matinês de sábado.  Comentei também sobre o tempo de engraxate, falei dos amigos que dividiam as calçadas comigo, e o tempo passou e, felizmente, tudo deu certo no meu caminho e cá estou hoje, já grandinho e quase um setentão miracemense, falando e escrevendo sobre os personagens e os fatos da nossa terrinha.  Um abre alas para um personagem quase cinquentenário do nosso jardim, sempre alegre, educado e com um carinho especial para as crianças que frequentam o Parque e pedem aos pais "quero pipoca do seu Tarcísio", e ele, sempre com um belo e baita sorriso, atende contando um causo ou falando sobre o pai ou o avô da criança que está a sua frente, sabe muito de todos os amigos que viu crescer e quando...

TG 217 Bodas de Ouro da turma 1968

No ano que vem, 2018, nossa turma do TG 217 completa cinquenta anos e gostaria de fazer uma festa com todos os cinquenta e três, mas creio que não será possível, alguns já moram no Oriente Eterno e não confirmarão presença física, mas se houver o reencontro garanto que todos estes que nos deixaram estarão presentes, espiritualmente, bem no meio de nós. Um dos que serão lembrados será o Soldado 42, Magalhães, para quem não viveu o nosso tempo de TG fique sabendo que este é o Olegarinho, grande amigo e baita companheiro dos plantões divertidos da turma comanda por mim, Cabo Picanço, ele ontem foi lembrado por mim e pelo Gilson Coimbra, não sei se propositalmente ou sem querer, ao dizer, na sua rede social, que o brasileiro não sabe sequer cantar o "virundum" quando mais votar. Olegarinho, ou o soldado Magalhães, era um dos que irritavam o Sargento Couto, nosso comandante, quando da execução do Hino Nacional Brasileiro ao dizer: "Tá na hora do virundum, turma". Gra...

As lições do mestre Alcir Fernandes de Oliveira, o Maninho

Não sou um estudioso convicto do futebol, mas gosto de ler, ouvir e conversar sobre táticas com os entendidos e sobre esquemas modernos, praticados pelos grandes treinadores do futebol de hoje. As vezes me pego comentando, comigo mesmo, os sistemas usados pelos técnicos brasileiros, no Brasileirão, e pelos europeus, nos Nacionais de lá e na Champions League, e escrevo no meu arquivo de computador o que penso a respeito deles.  Gosto muito do Tite, não de suas convocações "apadrinhadas", e vejo nele um técnico moderno, estudioso e competente, o Carille, do Corinthians, aprendeu muito com ele e está subindo na carreira por ser humilde. Gosto do trabalho do Mano Menezes, só manchou sua bela carreira quando "fugiu" do Flamengo com medo de não salvar o time do rebaixamento. Gosto do Luxemburgo, que quando teve humildade e jogadores de ponta foi um baita estrategista, e de outros que não vou citar por falta de espaço porque onde quero chegar é em um passado distante.  ...