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TG 217 Bodas de Ouro da turma 1968

No ano que vem, 2018, nossa turma do TG 217 completa cinquenta anos e gostaria de fazer uma festa com todos os cinquenta e três, mas creio que não será possível, alguns já moram no Oriente Eterno e não confirmarão presença física, mas se houver o reencontro garanto que todos estes que nos deixaram estarão presentes, espiritualmente, bem no meio de nós.

Um dos que serão lembrados será o Soldado 42, Magalhães, para quem não viveu o nosso tempo de TG fique sabendo que este é o Olegarinho, grande amigo e baita companheiro dos plantões divertidos da turma comanda por mim, Cabo Picanço, ele ontem foi lembrado por mim e pelo Gilson Coimbra, não sei se propositalmente ou sem querer, ao dizer, na sua rede social, que o brasileiro não sabe sequer cantar o "virundum" quando mais votar.

Olegarinho, ou o soldado Magalhães, era um dos que irritavam o Sargento Couto, nosso comandante, quando da execução do Hino Nacional Brasileiro ao dizer: "Tá na hora do virundum, turma". Grande Olegarinho, saudade de ti meu velho amigo, mas no ano que vem, se fizermos um encontro da turma de 1968, eu garanto que vou levar uma faixa te homenageando.

Um outro a ser lembrado com saudade é o soldado Tostes, nosso já saudoso Rogério do Mariano, ou o José Rogério Lopes Tostes, duro na queda, não reclamava de nada e com um defeito apenas, queria ser goleiro do nosso time no lugar do grande Zé Navalha, qual era mesmo o nome de guerra do Navalha? Deu branco, mas era nosso goleiro do Vasquinho e do TG, tem que confirmar presença, hem Navalha? Ele mora em São Roque, interior de São Paulo, e nunca mais o vi.

Nosso comandante, o grande João Onildo do Couto, sargento de alto nível, também não estará presente, lá de cima olhará para sua turma e dará a ordem unida para todos os outros amigos e companheiros, como o Aloisio Márcio Tostes Macedo, ou simplesmente Soldado Macedo, também falecido precocemente e é uma estrela brilhando lá no céu.

Minha turma era das boas, na ordem unida, nos exercícios físicos, na bola redonda, na bola laranja, na bola branca e na bola pesada, vencemos grandes jogos e grandes desafios militares, temos histórias para contar e quem sabe no ano que vem, na nossa Bodas de Ouro, poderemos relembrar grandes amigos, grandes momentos, matar grandes saudades e reverenciar grandes saudades, como a nossa bateria, certo Cagiano? 

Queria me lembrar do número um, que era o Adilson Cagiano, ao número 53,que era o Silveira, mas minha memória não me ajuda mais e se eu esquecer de algum amigo soldado serei punido por mim mesmo, se eu esquecer, ou não souber, de um dos que nos deixaram como o Adilton, o primeiro a nos deixar, serei castigado pela minha consciência e por isto gostaria que meu companheiros do TG 217, turma de 1968, me ajudasse a lembrar dos soldados e cabos daquele grupo de rapazes que deixou saudades em todos nós.

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