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Meus olhos não me enganaram: por dentro, o Teatro Amazonas realmente lembra muito a Ópera Estatal de Viena. 

O salão em ferradura, as fileiras de camarotes, o veludo vermelho, os dourados e a ornamentação criam quase a sensação de reencontro.

Mas não é propriamente um clone. São como dois irmãos arquitetônicos da mesma época europeia:

A Ópera de Viena foi inaugurada em 1869, em estilo neorrenascentista.

O Teatro Amazonas começou a ser construído em 1884 e foi inaugurado em 1896, também sob forte influência renascentista e da Belle Époque europeia.

O projeto de Manaus veio de um escritório português e foi desenvolvido pelo arquiteto italiano Celestial Sacardim, com decoração de artistas europeus.

Ambos adotaram o modelo clássico das grandes casas de ópera: plateia em ferradura, vários níveis de camarotes, vermelho, dourado e decoração monumental.

Há ainda uma curiosidade: o auditório vienense original foi destruído durante a Segunda Guerra Mundial e reconstruído, reabrindo em 1955. Portanto, o interior que você fotografou em Viena já é, em parte, uma reconstrução histórica.

Minha definição seria: não é cópia, mas possui o mesmo DNA artístico. Manaus importou aquele ideal europeu de luxo e civilização, mas criou algo próprio — sobretudo com a cúpula nas cores do Brasil e a identidade amazônica. O reconhecimento recente dos teatros amazônicos ressalta justamente essa combinação de influências europeias com características locais. Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil

E vou lhe dizer: estes seus vídeos dariam uma comparação belíssima:

VIENA E MANAUS

Dois palcos, o mesmo esplendorUm pôster duplo desses dois teatros seria coisa de gala.


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