Fim das aventuras e de algumas decepções. Chegamos a Belém ainda com disposição e gás para mais três dias do roteiro traçado lá em Campos.
E a primeira dica veio do filho Ralph Dutra que, com sua experiência de agente de viagens, foi direto ao ponto: Estação das Docas.
Às margens da Baía do Guajará, era a noite de que precisávamos para começar a trocar a agitação aquática de Alter do Chão pelo movimento urbano de Belém, a capital paraense.
Era nossa apresentação à 21ª capital de Estado visitada nesta caminhada pelo Brasil. E a primeira noite já deixou um ponto positivo para Belém: chope gelado, música boa, ambiente agradável e comida bem temperada e saborosa.
Claro que mantive o meu cardápio tradicional. Nada de grandes aventuras gastronômicas: massa com filé mignon. Para quem já tinha vivido aventuras suficientes nos últimos dias, estava de ótimo tamanho.
Depois, um bom sono reparador no hotel. Era preciso recuperar as energias para cumprir o roteiro de domingo.
Primeira parada: Theatro da Paz.
Mais um daqueles prédios que fazem a gente parar, olhar e admirar. Belo por fora e ainda mais impressionante por dentro, com um interior deslumbrante, elegante e carregado de história. Depois do Teatro Amazonas, em Manaus, outro grande templo da cultura brasileira entrou para o nosso álbum de viagens.
Em seguida, uma visita praticamente obrigatória para quem gosta da mãe natureza: o Mangal das Garças.
Visão panorâmica, borboletário, vegetação e, naturalmente, as estrelas da casa: garças e outras aves, lindas, circulando e desfilando elegantemente pelos lagos e jardins. Um pedaço de natureza encaixado no coração da cidade.
Belém começava, assim, a mostrar suas duas faces: a arquitetura e a história de um lado; o verde, as águas e as aves do outro.
Mais um fim de tarde e de noite em algum ponto da cidade e, depois, recolhimento obrigatório.
Afinal, os três casais aventureiros do Norte ainda tinham estrada pela frente.
E Belém ainda não tinha terminado de contar sua história para nós.

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