Da travessia ao tombo
Saímos da pousada na quinta-feira, 24 de setembro, logo depois do café da manhã. No roteiro, duas atrações: conhecer de perto a bela e famosa Ilha do Amor, cartão-postal e carro-chefe do turismo de Alter do Chão, onde ficamos até quase o pôr do sol, e fechar o dia com um show do tradicional carimbó paraense.
E assim foi — pelo menos para os dois casais que nos acompanham.
Juntos, naquele pedacinho do paraíso, onde as águas têm jeito e cor de mar, vimos o tempo passar rapidamente. Entre a travessia de ida e a de volta, feita nos pequenos barcos conduzidos a remo por profissionais que parecem gostar verdadeiramente do que fazem, aproveitamos cada instante.
Caminhamos, cantamos, nos divertimos com as músicas que vinham das barracas ao lado e com aquelas figuras caricatas que aparecem em todo lugar turístico e acabam fazendo parte da paisagem e das lembranças.
Na volta, ficou a promessa: mais tarde nos encontraríamos novamente na pracinha do coreto para curtir o fim da noite ao som do tradicional carimbó paraense.
Promessa cumprida por quatro dos seis viajantes.
Minha presença e a de Marina ficaram no vácuo.
Na descida de uma calçada, este velho escriba protagonizou um tombo espetacular. Daqueles sem ensaio, sem dublê e, felizmente, sem consequências maiores. Algumas pancadas, arranhões no joelho e no braço e o susto inevitável.
Resultado: para nós dois, a noite deixou de ser uma criança antes mesmo de começar a brincar.
Nada grave, graças a Deus. Apenas algumas marcas para acrescentar ao diário desta viagem — porque, pelo visto, conhecer o Norte de ponta a ponta não bastava: eu precisava também conhecer Alter do Chão de cima para baixo.
Amanhã estaremos de volta. E a promessa é nos despedirmos em grande estilo deste lugar que começou nos assustando, depois nos conquistou e, na reta final, resolveu literalmente me derrubar.

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