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Aventuras e decepções no Norte

MANAUS — O INÍCIO DA AVENTURA PELO NORTE




Começamos nosso roteiro de viagem pelo Norte brasileiro com um excelente voo do Rio de Janeiro a Manaus. Foram quatro horas e meia no ar, com muita tranquilidade, a bordo de uma aeronave que cortou um verdadeiro céu de brigadeiro.

Chegamos ao Aeroporto de Manaus na madrugada de 17 de setembro, por volta de 1h30. Às 2h30, já estávamos no hotel. Dormimos pouco, porque, logo cedo, depois do café da manhã, iniciamos nosso passeio pela capital do Amazonas.


Seguimos para o centro histórico, onde estava um dos meus principais objetivos: conhecer o Teatro Amazonas. Fizemos uma visita guiada e pudemos observar de perto aquela obra monumental, erguida no final do século XIX, durante o período áureo da borracha.

Entre fotografias e filmagens, aprendemos um pouco mais sobre a história do prédio e de seu palco. Também fizemos várias comparações com os grandes teatros europeus, principalmente com a Ópera de Viena, cuja disposição da plateia e dos camarotes guarda uma impressionante semelhança com o nosso Teatro Amazonas.

A decepção ficou por conta do musical a que assistimos no sábado — assunto que contarei em texto separado.

A grande aventura da viagem, porém, foi daquelas capazes de tirar o fôlego pela beleza e arrepiar pela emoção: navegamos cerca de 12 quilômetros pelas águas escuras do Rio Negro até o famoso encontro com as águas barrentas do Rio Solimões.


No caminho, vimos pirarucus, botos e pessoas vindas de todos os cantos do país. Era uma verdadeira festa de raças, cores, sotaques e culturas, espalhada pelos barcos e quiosques flutuantes das ilhas.

E o filé mignon do passeio foi o encontro com os indígenas de uma aldeia no coração da Floresta Amazônica. Um momento marcante, daqueles que não cabem apenas nas fotografias: ficam guardados para sempre na memória e no coração.



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