sábado, 31 de outubro de 2015

Espanhol 2004/2005: Liga das Estrelas, mas podem me chamar de Galáticos

** Com este texto eu ganhei o prêmio Espn Brasil em 2005. 


Liga das Estrelas? Sim, pode ser Liga das Estrelas, mas alguns a chamam de futebol de galáticos, talvez porque o presidente do Real Madrid, Florentino Perez, disse que os merengues era um elenco galático e nós, brasileiros, assinamos embaixo, afinal um time que tem Ronaldo, o Fenômeno, o genial Zinedine Zidane, o português Figo, todos assíduos ganhadores ou frequentadores das reuniões de melhores do mundo, da Fifa, além de Beckhan, chegando para abrilhantar um estelar grupo, é claro que podemos nos aventurar em dizer que vamos realmente assistir uma Liga das Estrelas nos Canais Espn aqui no Brasil. 

E não é só de Real Madri que vivem os espanhóis fanáticos por futebol, que na Espn se chama de fã de esporte, o Barcelona, liderado pelo fantástico Ronaldinho, o Gaúcho, o africano Samuel Eto'o, além do luso/brasileiro Deco, que ao lado do jovem Andrés Iniesta, que está surgindo como grande comandante do meio campo basco, e um menino, que dizem maravilhas e que gostaria de ver mais de perto ou um pouco mais vezes, que veio da Argentina ainda garoto e que em breve irá realmente ser a grande estrela da equipe catalã, Lionel Messi, que usa a camisa 30 e Ronaldinho já afirmou que será, em breve, o seu substituto. 

Antes mesmo de terminar meu espaço, a produção do concurso exige apenas uma lauda para os textos, o que é pouco para nomear as estrelas e muito pouco, pouco mesmo, com licença Geraldo José de Almeida, nosso grande narrador tri-campeão do mundo, no México, imagine falar de Real Madrid, Barcelona, Atlético de Madrid, Sevilla e outros menos estelares e não menos competentes clubes da Espanha? 

Quem são os reais candidatos ao título? Eu gostaria de saber e a imprensa espanhola faz pesquisa e o percentual é praticamente de 40 e 40% entre os dois gigantes e, claro, os dois brasileiros, os xarás Ronaldo, estão cotados para serem os melhores da temporada 2004/2005, mas o fiel da balança pode ser Atlético de Madrid, que lança este ano um jovem talentoso, atacante de porto físico acima do normal, veloz e cheio de vontade de brilhar neste cenário recheado de craques, Fernando Torres é um dos artilheiros do ano e vai brilhar, com certeza, no atual campeonato espanhol. 

O Sevilla, dos brasileiros Daniel, Adriano e Luiz Fabiano, além do atacante argentino, Saviola, que não emplacou no Barcelona mas é um dos grandes jogadores da Liga para este ano. Dizem, lá pelos lados de Sevilla, que este é o grande esquadrão de todos os tempos e que irá marcar época, e surge ainda a revelação do ano passado, o zagueiro Sérgio Ramos, já cotado para a Fúria na Copa da Europa no ano que vem. 

E os brasileiros, fãs do esporte como diz a turma da Espn Brasil, o que podemos esperar desta Liga das Estrelas 2004/2005, quem são, além dos já citados aqui, para se tornar um galático ou integrante do primeiro time do campeonato. Eu, cá de longe, pelo que tenho observado nas transmissões dos canais Espn, aponto Roberto Carlos e Sávio, ambos do Real Madrid, Silvinho e Edmílson, do Barcelona, e Mauro Silva, que todos conhecem da seleção campeã em 94, que ainda lidera o La Coruña nos gramados espanhóis. 

E um capítulo a parte será a estreia de um brasileiro no comando do maior clube da Espanha, o treinador Vanderlei Luxemburgo entra para história e espera fazer história no clube madrilenho comandando os Galáticos do Real Madrid. 

A sorte está lançada e agora é torcer ouvindo João Palomino, Paulo Soares, José Trajano e toda a turma do canal mais esportivo do planeta bola, que alías e a propósito, também é uma seleção de estrelas do jornalismo esportivo brasileiro. 

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Ainda há esperança: Carlinhos e Duda estão por aí

Tenho falado muito pouco sobre o sucesso do basquete feminino de Miracema, do trabalho excepcional de Carlinhos Bessa, falo quase nada sobre a excelente trajetória de Duda Fingolo Tostes a frente da Secretaria de Cultura da cidade, fico devendo uma prosa sobre estes miracemenses, dignos de todos os elogios da coluna e dos leitores, mas confesso que não foi por falta de conhecimento de tudo o que estes dois fazem em serviço dos jovens da terrina, sei o que são capazes e sei também do sucesso de ambos. 

O nosso basquete, que tinha como grande referência o trabalho do professor Nézio e suas "Ferinhas" e, mais recentemente do título estadual do Bola Laranja e do sucesso nacional e internacional de Micaela Jacinto, agora Miracema se firma no estado como celeiro de craques e o maior ganhador de títulos das categorias de base do basquete feminino do Rio de Janeiro, tudo isto graças a dedicação e empenho de um cara que admiro muito e confio no seu potencial, o professor Carlinhos Bessa. 

E nosso lado cultural, como anda? Aqui também houve mudanças de paradigmas, o Duda Fíngolo Tostes chegou com a grande responsabilidade de substituir um cara, que reputo ser um grande mestre da cultura da cidade,  Marcelo Martino. Duda começou de mansinho, buscando acertar os ponteiros e procurando apoio, e... de repente, explodiu com seu talento nato e mostrou para a cidade o que é capaz de fazer com pouco recurso e com muita inteligência. 

Miracema entrou no mapa cultural do Estado graças ao Duda, transpôs o Atlântico e foi mostrar o que temos e que podemos ter na Argentina, busca levar a cultura e nossas tradições a todos os eventos nacionais e ganhou o carinho e o respeito da cidade com trabalho e dedicação, como nosso outro personagem da coluna de hoje, Carlinhos Bessa. 

Me dá alegria, me dá prazer esta mudança de assunto do nosso papo de hoje, deixo de lado os causos da bola, deixo de falar de nossos ídolos do passado e narro um momento atual de nossa Miracema, que todos pensam estar estagnada e "morta" para o esporte e para a cultura, e, quando aparecem estes monstros, isto mesmo, Carlinhos e Duda são nossos "monstros sagrados" modernos e nos enche de orgulho e de certeza de que nem tudo está perdido na nossa Miracema. 

Como sempre tem que haver um porém, só espero que os mandatários da cidade não confundam o esporte e a cultura com política e não exijam destes dois modelos de cidadãos comprometimento partidário ou político em próximas eleições e que eles, Duda e Carlinhos, não se envolvam em campanhas para que o futuro de centenas ou milhares de jovens, que acreditam que terão futuro no basquete ou na arte, não percam, em breve, as suas referências. 

sábado, 3 de outubro de 2015

Papo no Mercado Central de BH

Um papo gostoso e divertido com o mineiro Dudu, que um dia tentou a sorte no Cruzeiro,  nascido em Eugenópolis, criado em Leopoldina desde guri, como ele detalha, onde jogou no Ribeiro Junqueira, disputou vários campeonatos da Zona da Mata, andou por Miracema, Pádua, Itaperuna e outras cidades de nossa região correndo atrás da bola ora pelo RB ora pelo Nacional, de Muriaé, onde também marcou presença com boas atuações na zaga. 

Conheci Dudu no Mercado Central, em BH, onde tomava a minha cervejinha, só e sem prosa, quando ele chegou, puxou assunto e me perguntou se era cruzeirense, vestia eu uma camisa azul, da Adidas, e o cara, prá puxar conversa, foi logo falando do futebol. E gostei, afinal ninguém gosta de bebericar uma cerveja sozinho, principalmente em um lugar bem movimentado como aquele que estávamos. 

Trocamos um bom papo sobre o futebol de hoje, este jogado pelo Atlético e pelo Cruzeiro, o moço acreditava que fosse mineiro e torcedor da Raposa, e puxou lá nos tempos de Tostão, Evaldo e Dirceu Lopes, e, quando lhe disse que eu era da terra de Aírton Moreira e morava atualmente na cidade natal de Evaldo, seus olhos brilharam e soltou: "Então você conhece a minha cidade, é lá perto da sua, sou de Eugenópolis, mas saí de lá ainda rapaz para tentar a sorte no futebol. 

E aí a prosa ficou boa, falamos do futebol da região e dos caras que jogaram no nosso tempo, ele também é sessentão e  quando perguntei sobre o Totô, um dos grandes jogadores que vi jogar, que é de Eugenópolis, o moço vibrou e falou: "Este era fera, não sei porque não ficou rico jogando futebol, não fui amigo dele, mas ouvi muitas histórias dele lá em Eugenópolis e por onde andei, cruzamos muito pelos gramados e sempre perdi para ele, um craque". 

E aí o papo realmente incendiou, já escurecia, contei para ele que joguei com o Totô no Tupã, fomos juntos para o América, ele ficou e não deu certo, trabalhamos na mesma empresa, Nestor, o nome real do Totô, foi gerente no Banerj, onde aposentou e não tenho notícias dele no momento como queria Dudu, mas sei muito sobre este cara que jogou o fino da bola e sempre foi alegre e um bom companheiro. 

Você percebeu que eu não disse ao cara de onde era, só falei que era da terra de Aírton Moreira e morava na cidade de Evaldo. Viram como a nossa Miracema é conhecida e como os Irmãos Moreira levaram o nome da terrinha por este Brasil afora? Dudu sabe tudo sobre Aírton e Zezé, treinadores vitoriosos no Cruzeiro e pouco sobre Aymoré, sabe apenas que era irmão da dupla cruzeirense. 

A noite chegou e o táxi que pedi chegou, já estávamos no portão de entrada do Mercado Municipal quando Dudu falou, antes de eu entrar no táxi: "Na próxima conversa vamos é falar sobre Campos, tenho um amigo meu que trabalhou lá, jogamos em Valadares e de lá veio para o Galo e fez carreira. Você o conhece?"

O táxi foi dispensado e fiquei para a saideira para saber algo sobre um amigo que passou por Campos, no melhor período do Americano FC, José Maria Pena, que sempre andou pelos clubes do interior de Minas Gerais e que hoje trabalha na Cidade de Galo, CT do Clube Atlético Mineiro, com a base do clube. 

E a noite terminou com um abraço apertado de dois "velhos amigos" que tiveram a sorte de se encontrarem, por acaso, em um lugar repleto de gente e,numa destas coincidências da vida, ambos foram boleiros e conhecem um pouco da história do velho e violento esporte bretão.

Saudade em onda média

  Mais uma para o baú. Esta semana, uma notícia que todos esperavam — inclusive eu — confirmou que a evolução da tecnologia chegou ao rádio ...