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64 anos 15 copas do mundo - parte 2

... continuação

E veio 1978 e, mais uma vez, frustração total. Faltou grana, a firma em que eu trabalhava fechou as portas e o dinheiro ficou curto e nem sonhei em ir a Buenos Aires ver a final entre Argentina e Holanda ou muito menos assistir alguns jogos do Brasil em gramados portenhos. Como diria meu avô, deu água.

Espanha 1982 e o Brasil monta a melhor seleção pós geração 1970. Um timaço comandado por Telê Santana e Zico no apogeu. Vou lá, mas o destino foi melhor comigo, entrei naquele ano para o Banerj e não tive tempo hábil para entrar em férias e viajar para Madrid ver a Itália campeã, chorei mesmo em Miracema, ao lado do filho Ralph, na calçada da casa na Rua João Pessoa. 

A oportunidade bateu a porta, concretamente, pela primeira vez, o Geneci Pestana me incentivou e dizia que o México era tudo de bom e que iríamos em comitiva bem legal, com vários brasileiros juntos, e o Zé Maria de Aquino seria nosso mestre de cerimônias. Veio a transferência para Campos e o dinheiro não dava para custear a viagem ao México e por isto não vi o gol de mão do Maradona nem o título da Argentina.

Agora vai. Grana na poupança, passaporte pedido e a Itália ficaria mais próxima em 1990, planos de viagem feitos e refeitos e preparativos de roteiro prontos desde janeiro, porém, tem sempre um porém, o recém empossado Fernando Collor de Melo confisca minha poupança, em 16 de março daquele ano, e o sonho de conhecer a Itália ou assistir uma Copa do Mundo caiu por terra e por isto a festa dos alemães, em cima da Argentina, não teve a minha presença.

Nos Estados Unidos, em 1994, mais um convite da dupla João Moreno/Geneci Pestana, prontamente recusado, não confiava naquele time do Parreira e não sou muito simpático ao país americano, que não está na minha agenda de visitação. Não vi o Brasil campeão do mundo e nem o pênalti perdido por Roberto Baggio diante de Tafarel. 

Segue...

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