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Postagens

Eu tô Em Miracema e no Cinema, e você?

Falei, dias atrás,  aqui na coluna, que criaram um grupo, creio que foi a Lucinha Faver, no Facebook, que tirou os miracemenses do sério e botou a turma para lembrar que Miracema ainda tem jeito e que um dia foi grande. Muitos acreditam que estamos vivendo do passado, há quem critique a postura da turma que frequenta o grupo Em Miracema ou no cinema, há quem elogia, são 98% dos frequentadores da página, e por isto apoio e dou cobertura aos organizadores e aos seguidores da página.  Ainda falta um pouco de jeito para a turma, são muitas publicações sem nexo, mas que são bem-vindas justamente que são postadas com coração, na ânsia de mostrar sua saudade ou sua recordação de um bom momento ou de algum amigo ou parente, como diz o poeta, tudo é válido quando é dito com o coração, o que não pode é fazer da página um elemento político, de busca de interesse próprio ou de vantagem pessoal ou coletiva.  O grupo tem tudo  ver comigo e com meu blog, por isto eu aproveito o...

O dia em que Solon voltou a terrinha

Há alguns dias criaram um grupo no Facebook, bem bacana por sinal, por onde a turma de miracemenses saudosos, ausentes e presentes, mata a saudade da "Terrinha" e relembra fatos, pessoas, lugares e tudo aquilo que lhe faz lembrar da cidade natal ou, para os que adotaram a cidade, de sua terra escolhida.  Ao ver o pessoal falar dos nossos personagens, de lugares que lhe deram prazer e que até hoje estão na memória, me lembro quando fui escolhido pelo velho jornalista Ermê Solon para ser o seu cicerone em seu retorno a Miracema após quarenta anos sem ver a "Terrinha".  O peguei na Rodoviária, que segundo ele,  fizeram bem em recuperar a Estação Ferroviária,  aquela que deixou para trás quando foi embora, ele me perguntou:  - A Fábrica de Tecidos não funciona mais? E o Charden, onde está o Armazém do libanês?  O meu silêncio já respondeu e ali adivinhei que ficaria mudo durante todo o trajeto, Rodoviária x Hotel Varandas, porque as perguntas seriam muita...

A missa dos domingos

Marina me acorda e diz: - Levanta que está na hora da missa. Eu, que sonhava com minha mãe, me assustei, levantei rapidamente e fui procurar a roupa branca para ficar no altar, ao lado do Padre Alberto, como "coroinha" da Santa Missa. - Onde está a .... Nem terminei de falar e Marina chegou e perguntou: - O que você está procurando? Caí na real e acordei de verdade. - Você estava falando sozinho ou eu entendi que estava sonhando mesmo acordado? As duas coisas, respondi meio envergonhado. - Eu estava sonhando de verdade, pensava em minha mãe e nos padres holandeses que fizeram história em Miracema e até hoje moram em meu coração.  E, podem ter certeza, nenhum de nós, que viveu estes dias e frequentou o catecismo com as professoras Climene Moreira e Áurea Bruno, jamais tirará do coração a lembrança destas doces criaturas, "senhoras de Deus", divinas mestras que, ao lado dos padres Alberto, Luiz, Antônio e André, fizeram minha vida religiosa ser o meu porto seguro ...

Viagens, causos e o pânico do Biro

Uma das minhas prosas favoritas tem o tema viagens como destaque, no momento atual do futebol brasileiro eu até prefiro "viajar" por aí do que sentar e falar sobre bola, "craques" ou sobre meu time ou discutir quem está melhor. Falar de futebol, no estágio que estão as redes sociais e as mesas de bares, onde ninguém tem mais paciência para te ler ou te ouvir, está até perigoso. Certo dia cheguei à terrinha e encontrei um velho amigo, viajandão e cheio de ideias sobre roteiros e programas para o futuro, meu baita irmão/amigo Geneci, e nas prosas bem sacadas fomos andando pelo mundo, caminhando sobre ondas, sobre nuvens e pelos trilhos da vida que nos levam a bons lugares e a ótimos passeios. Geneci viveu o mundo, nos navios que o leva para singras os oceanos, é conhecido como "o dono do mundo" e falamos de tudo, turbulências, medo de avião, comidas que nos dão prazer, vinhos que nos abrem conversas, cervejas que nos trazem prazer em beber, relembramos ...

Papo de Botequim: As Redes Sociais são mesmo sociais?

Venho, aos poucos, sendo minado nas redes sociais, principalmente no já enjoado e sem graça Facebook. As pessoas perderam a noção do ridículo, perderam o senso de humor e perderam, principalmente, a tolerância e o respeito pelos iguais, as vezes um animal é mais valorizado do que o ser humano e isto tem me deixado um pouco afastado daquela que é considerada a ferramenta de aproximação das pessoas.  Você diz:  -Que bela canção esta do grupo tal! E o seu seguidor retruca: - Meu Deus, quanta falta de gosto, isto quando ele é educado. E se você volta a comentar o tema lê mais um chega prá lá:  - Você não suporta ser contrariado e não sabe conviver com o contraditório.  Isto para dizer somente as postagens educadas, porque no futebol, ou na política, a situação se complica ainda mais. Se você é torcedor e comenta algo positivo, ou negativo, é bombardeado imediatamente por aqueles contrários ao seu time ou defensor do imponderável e impossível.  Cito um exemplo ...

E... ainda falando em carnaval

Vai chegando o carnaval,  não gosto nem de ouvir contar sobre os antigos carnavais, não só os da "terrinha" e sim de todos aqueles das cidades em que Momo reinava de verdade. Vai se aproximando a antiga festa e minhas lembranças caem naqueles momentos espetaculares que minha geração viveu em Miracema durante vários anos.  As fotos, que são publicadas constantemente nas redes sociais, nos mostram uma cidade alegre, colorida (apesar das fotos em preto e branco), cheia de charme e esbanjando energia com as marchinhas e sambas, que eram executados durante cerca de 90 dias em todas as emissoras brasileiras para que o folião, de todo país, pudessem cantar e botar pra fora toda alegria.  No meu chip da memória estão armazenados momentos inesquecíveis assistindo Zé Faca, Mané Badeco e sua turma, Claudinho, a Turma do Funil, a Escola de Samba do Chacrinha, viva Jair Polaca, mais tarde chegando a ótima Unidos no Samba e Na Cor, viva Calil Saluan Neto, e falando nestas duas escolas ...

Pão, pizza, bacalhau e outras delícias do mundo

Ontem, em uma conversa informal, na fila do pão, me perguntaram sobre tipos de comida que gosto e onde foi, dos lugares que passei, que provei a melhor comida e qual a culinária que mais me agrada.  A turma estava com tempo disponível e o padeiro, parecendo estar com uma tremenda ressaca provocada pela noitada da virada do ano, resolveu demorar na entrega do pão da manhã e ficarmos por mais de meia hora a espera e por isto o papo de comida, pessoas com fome tende a tocar neste assunto.  Eu e Belinho resolvemos trocar ideias sobre as nossas andanças, ele mais americano e eu mais europeu, e os companheiros iam perguntando e nós respondendo e analisando cada um dos pratos preferidos pelo grupo da famosa "fila do pão".  - Na virada do ano, diz JR, minha sogra fez uma bacalhoada e me lembrei da sua viagem a portugal, meu caro amigo Dutra e, aproveitando a deixa, diga aí onde foi melhor, em Lisboa ou Porto?  Meus amigos ficaram surpresos quando disse que o pior baca...