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E afinal, qual é o time dos sonhos?

Foi só eu escrever sobre minha paixão pelo Vasquinho, melhor time de Miracema nos últimos cinquenta anos (minha opinião) que alguns amigos encheram meu e-mail e meu wathzapp de mensagens sobre quais foram os melhores jogadores que vi jogar, em Miracema.  Já escrevi sobre isto, tenho uma série de crônicas falando dos craques do meu tempo, dos caras que brilharam antes da minha geração chegar ao Estádio Municipal, mas que eu vi jogar ao vivo e em cores, dos que vieram depois, era de Bandeirantes e Associação, e sobre os craques das peladas do Ginásio e do Rink.  Foram cinco ou seis textos, vou pedir permissão aos irmãos Barros para republica-los, em breve, mas não me recuso a responder as perguntas e, apesar de achar que é assunto já publicado, merecem minha atenção e em respeito aos leitores eu volto a falar sobre o tema, que chamo de time dos sonhos.  Aqui não escalarei o time dos sonhos, vou comentar sobre o que os amigos leitores querem ler ou ouvir do colunista, ...

E o esporte como vai?

As Olimpíadas do Rio estão chegando ao final e será que ficará algum legado esportivo para os jovens brasileiros? Fica a dúvida no ar. Quando eu era um menino,  quse adolescente, vi os JENF's (Jogos Abertos do Norte Fluminense) esquentar o esporte em toda região e mostrar que a juventude era sadia e cheia de força esportiva para mostrar.  Vi alguns atletas, totalmente amadores, brilharem e  vi nascer a espetacular equipe de basquete feminino, liderada pelo professor Genserico Câmera Catro, o "seu" Nésio, que ganhou o apelido carinhoso de Ferinhas do Nésio e que conquistou nada mais do que três títulos dos jogos consecutivamente. Ainda bem que hoje o Carlinhos Bessa continua o trabalho e trás mais títulos para a cidade. Participei ativamente dos Jogos Militares, em 1968, que reunia todo o I Exército Brasileiro e aqui no interior do Estado do Rio movimentava os atiradores e levava centenas de pessoas aos estádios e nós, do TG 217, não fizemos feio e chegamos a várias fi...

Histórias e segredo do meu quintal

Nasci na casa número 174 da Praça Ary Parreiras, em Miracema, bem no centro da cidade, em frente a Prefeitura, ao lado do TG 217 e quase em frente a nossa Igreja Matriz. Tive uma infância feliz e uma juventude privilegiada, afinal sou dos anos 50 e vivi intensamente os anos 60 e 70, chamados de anos dourados pelos poetas brasileiros.  Mas não vim aqui para contar minha vida na Praça Ary Parreiras ou imediações e nem sequer falar da cidade ou da Praça Dona Ermelinda e do Rink, meus points de criança e juventude, onde aprendi a soltar pipas, jogar bola de gude, rodar pião, e, principalmente, jogar futebol na quadra mais famosa da cidade.  Hoje resolvi contar as histórias de um lugar sagrado, onde passei os melhores momentos de minha infância e um pouco da juventude, hoje vou contar histórias e segredo do meu QUINTAL, o quintal que era uma horta, bem cuidada pela minha mãe, uma ceva, lavada e cuidada pela minha avó, não tínhamos um pomar mas não faltavam frutas frescas retiradas ...

Meu adeus ao amigo Erasmo

Há alguns dias atrás perdemos um grande miracemense, aquele que nos contava as histórias, narrava causos e casos e falava de cada um dos personagens desta cidade com orgulho e competência. Perdemos um amigo, um irmão, um cara que era referência na Rua Paulino Padilha e que estava sempre pronto, com um sorriso no rosto, para uma prosa sobre qualquer tema.  Há alguns dias atrás Miracema perd eu um filho querido, que muito fez por ela, aquele que narrou em livros e crônicas cada um dos seus oitenta anos de historia, que ninguém como ele sabe ou saberá conta-las.  Há algum dias atras perdemos um homem de postura impecável, todos nós temos momentos ruins e vivemos altos e baixos na vida, mas poucos sabem como enfrentar os problemas e sair deles como se nada tivesse acontecido e,  com toda certeza, com a moral intocável e que fez dos momentos ruins a força para superar obstáculos e viver intensamente para a família e amigos.  Há alguns dias atrás a Maçonaria perdeu u...

Gol feio não tem valor, mas gol perdido é comemorado

Um gol, segundo Dario, não é feio, e, confirma o Dadá Maravilha, feio é perder o gol. E tem aquela história, da Copa 1970, aquela jogada que Pelé não fez, contra o Uruguai, e ainda aquela jogada mítica, copiada por muitos e acertadas por muitos, contra a Tcheco-Eslováquia, lembram daquele chute do meio campo?  Pois é, tem aquele gol de mão, aquele gol com a ajuda do gelo, marcado pelo Dé Aranha, outro com ajuda do apito amigo, e muitos feios que deveriam nem ser citados ou gravados para os programas da noite ou do dia seguinte.  Gol é gol, jogada bonita é apenas um detalhe, segundo Dario, o que vale é bola na rede para os comentaristas especializados. Eu, como muitos centro avantes ou atacantes do nosso futebol, já fiz muitos gols bonitos, gols em impedimento, gols feios, gols de tudo quanto é jeito, mas não me recordo de nenhum golaço aço aço aço que poderia ter sido narrado pelo espetacular Jorge Cury.  Já vi muitos gols feitos, aqueles que "até a vovó faria", sen...

Aos Freitas, com carinho de um "lajense" apaixonado

No sábado, indo em direção a Avenida Pelinca, entrei em um táxi e, como sempre gosto de fazer, puxei conversa com o taxista. Ele, um engenheiro desempregado e trabalhando durante o dia como profissional do volante e a noite fazendo cursos de especialização, me diz que gostava de festivais gastronômico.  Eu e Marina estávamos indo a um restaurante para comer um macarrão e beber um bom vinho no Festival de Massas e Vinhos de Campos, e, voltando ao motorista, dizia que já foi até a pequena cidade de Laje do Muriaé para se deliciar em um dos famosos Festival do Arroz da cidade. - Sabe onde fica Laje do Muriaé? Perguntou-me o taxista.  Foi a dica que eu precisava para continuar contando minhas aventuras por aquele lugar maravilhoso, povoado por parentes e amigos de longa data, por onde passei não só vários festivais do arroz como vivi intensamente minha infância e juventude frequentando os bailes, o cinema, onde fui  baleiro em uma das minhas férias para poder ter dinh...

A gloriosa camisa 7 do Polaca

A algum tempo atrás, cerca de dez anos passados, mandei fazer uma dezena de camisas do Miracema FC, com o número 7 e o nome Jair Polaca às costas, creio que foi logo após o falecimento do ídolo da cidade, e esta camisa me rendeu grandes prosas aqui e acolá, e muitos botafoguenses, amigos meus, chegaram a me perguntar se eu havia resolvido assumir meu lado Botafogo. Claro que vocês sabem que a camisa do Glorioso Miracema FC era, (ou é?) tal qual a camisa do Glorioso Botafogo FR, time do coração do Jair do Nascimento, o nosso querido Polaca. No ano passado, fui ao  Estádio Independência, em Belo Horizonte, para ver o clássico maior dos mineiros, Atlético x Cruzeiro, e como sabia que iria ao jogo levei comigo a tal camisa do Miracema FC, foi sucesso absoluto entre os torcedores do Galo.  Ainda no bar, antes do jogo, em que assistíamos Real Madrid x Barcelona, pelo Campeonato Espanhol, via Espn, um torcedor se aproximou, sem ver o escudo no lado esquerdo do peito, e me pergunt...