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Aos Freitas, com carinho de um "lajense" apaixonado

No sábado, indo em direção a Avenida Pelinca, entrei em um táxi e, como sempre gosto de fazer, puxei conversa com o taxista. Ele, um engenheiro desempregado e trabalhando durante o dia como profissional do volante e a noite fazendo cursos de especialização, me diz que gostava de festivais gastronômico. 

Eu e Marina estávamos indo a um restaurante para comer um macarrão e beber um bom vinho no Festival de Massas e Vinhos de Campos, e, voltando ao motorista, dizia que já foi até a pequena cidade de Laje do Muriaé para se deliciar em um dos famosos Festival do Arroz da cidade.

- Sabe onde fica Laje do Muriaé? Perguntou-me o taxista. 

Foi a dica que eu precisava para continuar contando minhas aventuras por aquele lugar maravilhoso, povoado por parentes e amigos de longa data, por onde passei não só vários festivais do arroz como vivi intensamente minha infância e juventude frequentando os bailes, o cinema, onde fui  baleiro em uma das minhas férias para poder ter dinheiro para bancar minha estadia na residência dos Tios Manoel e Augusta, que sempre recebiam os filhos da Lili com braços abertos e o coração cheio de amor para dar. 

Belas lembranças de Laje do Muriaé, meus primos, perdão por não citar nomes porque são muitos, muitos mesmo, e muito queridos  e amados por todos da família da Lili. Belas lembranças da Fazenda do Paranhos, onde moravam tios Tião e Lalá, das prosas bacanas na barbearia do primo Joaquim, quando meu filho mais velho nasceu, o Ralph, era cabelo de fogo como o primo Joaquim. 

Alias foi Joaquim que me levou para jogar peladas no campo do Laje EC, onde o primo Amâncio me viu jogar e dizia que um dia eu jogaria no seu time, e este dia acontece e o treinador ficou contente com sua descoberta, pena que foi por pouco tempo e os lajenses não puderam idolatrar um novo craque no seu gramado. 

Foi Joaquim que me levou até ao Luis, músico da banda e que depois foi prefeito da cidade, para que eu pudesse tocar meu piston e sair em desfile em um dia de comemoração da emancipação de Itaperuna. Aliás, e a propósito, eu estava por lá quando saiu a definição da emancipação, levada pelo, me corrijam se estou errado, Deputado Nicanor Campanário, um dos que mais lutaram para que este sonho fosse realizado. 

Nos apertos financeiros era melhor ir até a loja do primo Renato, sempre com o coração aberto e sempre solícito, e lá tinha sempre aquele "apoio" e um soriso irônico do primo Aílton, que demonstrava sua aprovação a atitude do irmão, e depois nos encontrávamos no bar do seu Hélio e dona Laurídes, para eu torcer por ele no jogo de sinuca. 

E por falar neste lugar, cujo casal citado era considerados meus tios devido a grande afinidade que eu tinha com aquela família, é bom lembrar que por várias vezes me perguntaram se eu era irmão do Eloíde, o mais velho do casal, devido a semelhança que eles encontravam entre mim e ele. O Nélio, que já era meu amigo em Miracema, quando por lá moraram, foi meu fiel amigo e dividia comigo as alegrias e as tristezas naquelas férias inesquecíveis. 

Minhas amadas primas, são tantas que se esquecer alguma vou levar puxão de orelhas, meus queridos primos, vocês fizeram, e fazem, parte de minha história e neste texto de reconhecimento e de grandes recordações, digo que o amor que sinto por Laje do Muriaé, pelos meus parentes maternos, é tão grande como sinto por minha Miracema e pela minha família de lá. 

Grande momentos, grandes histórias, que só serão melhores se o Márcio fizer novamente um encontro daqueles realizado em seu cinquentenário de nascimento, quanta alegria me me deu, quantas lágrimas de felicidades rolaram naquele dia. Vamos tentar outra vez meus queridos Freitas? 

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