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Baú do Penacho - Aventura na Baía de Todos os Santos 2022

Se a aventura contada no capítulo anterior, lá na Paraíba, deu medo e foi uma verdadeira odisseia pelo asfalto e pela ponte da hidrelétrica, imagine esta, na Baía de Todos os Santos, a bordo de um barquinho como o da foto, com sete pessoas, atravessando aquele mar aberto!

Contratamos um passeio guiado, com destino às ilhas da baía, mas não imaginávamos que seríamos colocados em um barco a motor, pequeno e descoberto, conduzido por um "marinheiro" experiente, mas sem grandes recursos de segurança, além dos coletes e de uma boia.

Relutamos um pouco antes de entrar na embarcação, mas o medo acabou superado pela necessidade de adrenalina. E lá fomos nós, encarar as águas da Baía de Todos os Santos e mostrar que, apesar dos setenta anos, eu e Marina ainda estávamos prontos para superar qualquer obstáculo.

Até mesmo o pequeno detalhe de que ela não sabe nadar. Aliás, Marina não nada nada. E nunca nadou!

Corria tudo bem. Nosso guia era tranquilo, sem brincadeiras ou exibicionismos. Mostrava cada pedaço de terra como se ali tivesse morado ou vivido durante algum tempo. Conhecia os caminhos daquelas águas como nós conhecemos as ruas de nossas cidades.

Paramos em uma igreja antiga, mas a aventura não estaria completa sem um mergulho nas águas frias da Baía de Todos os Santos.


E chegamos à Igreja de Bom Jesus dos Passos. Linda, realmente! Mas o que haveria lá dentro de tão bonito que justificasse toda aquela travessia?

Não sabemos!

A igreja estava fechada.

E o passeio, que prometia tantas emoções, terminou com uma tremenda frustração. Para completar, voltamos debaixo de chuva, com frio e muito mais medo, porque estava anoitecendo rápido demais.

O mar, que na ida parecia um convite à aventura, na volta já não tinha a mesma graça.

Mas, como se pode perceber, sobrevivi!

Estou aqui, escrevendo e contando mais uma das nossas aventuras baianas.

E Marina? Continua sem saber nadar!


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