Enquanto batuco nas pretinhas e busco no Baú do Penacho novas (velhas) colunas, que já podemos dizer que são milhares, me dá uma saudade danada do meu guru, o verdadeiro Velho Escriba, de quem "roubei" o apelido: Ermenegildo Sollon, ou simplesmente Ermê Sollon, meu conterrâneo lá da Terrinha, que me deu suporte e grandes ideias para meus textos sobre o mundo da bola, do jornalismo e da minha Miracema.
Quando se perde um grande amigo, a dor é profunda. Mas a partida de Sollon, decretada numa canetada, ou melhor, em algumas batidas nas letrinhas do laptop, foi sentida demais. Ele faz uma falta danada na hora de escrever coisas que só ele sabia contar.
Um velho escriba de verdade! Andou pelo mundo afora fazendo o que mais gostava: viajar e escrever. O futebol era seu mundo, e viveu momentos de glória ao lado de seu ídolo, Dida, o alagoano que, por sinal, também era o ídolo do ainda menino Zico, o Galinho Eterno do Flamengo.
Foram vários encontros imaginários lá na nossa Terrinha e grandes conversas pelo telefone. Sollon abominava o celular. Não gostava daquela grande novidade e nunca teve um no bolso de seu paletó cinza, desbotado de tanto voar por aí, acompanhando o CR Flamengo em suas poucas, mas importantes, viagens ao exterior e também pelas estradas do nosso Brasil.
O mito Sollon se foi, mas por aqui será sempre lembrado. E sempre terá seus momentos ao lado deste novo Velho Escriba, contados em prosa, sem versos.
Não sou poeta, assim como ele nunca foi.
Mas, pensando bem, talvez a gente tenha feito poesia sem saber.
Saudades, Ermê!

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