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Revivendo as Copas - 1978

 

            Revivendo as Copas — 1978

Quatro anos depois da frustração da Alemanha, chegou a Copa da Argentina.

E ela veio cercada de expectativa — mas também de desconfiança.

O Brasil desembarcou em Argentina ainda tentando reencontrar o futebol perdido desde 1970. Já não éramos aquela seleção mágica do México, mas também não queríamos repetir o gosto amargo de 1974.

No comando estava Cláudio Coutinho, jovem, estudioso, cheio de ideias novas e cercado de observações sobre futebol moderno. Dentro de campo havia talento: Zico, Rivelino, Dirceu, Toninho Cerezo…

Mas aquela Copa carregava algo estranho no ar.

Os donos da casa viviam o peso do regime militar argentino, os estádios ferviam de pressão, e cada jogo parecia cercado por uma tensão que ia além do futebol.

Aqui no Brasil, lembro que havia muita conversa antes de a bola rolar.

Uns acreditavam no título.

Outros desconfiavam do time.

E muitos desconfiavam ainda mais da Copa.

No fim, foi um Mundial que deixou uma sensação curiosa:

o Brasil terminou invicto…

e mesmo assim não foi campeão.

E isso, para torcedor brasileiro, parecia quase impossível de explicar.

Talvez porque algumas Copas terminem com derrota.

Mas 1978 terminou com discussão.

E discussão boa dura até hoje.

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