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O mundo de A a Z - Espanha - parte 1

 Cruzamos o Estreito de Gibraltar, saindo de Tânger, no Marrocos, onde passamos os dois últimos dias na jornada marroquina, para chegar até o Reino de Gibraltar, onde aportamos na cidade de Conil de La Frontera por volta da uma hora da tarde após hora e meia de travessias. Mais um pouco de viagem, em uma van bem confortável, chegamos a Sevilha, capital da Andaluzia, no Sul da Espanha, onde ficaríamos os próximos dois dias andando pela bela cidade espanhola e conhecendo seus principais pontos turísticos. 

Andar a pé pelo centro histórico de Sevilha, sem compromisso com o relógio ou com

guias, era realmente o que desejávamos para estes primeiros momentos na cidade. Conhecer a famosa Catedral de Sevilha, uma das mais antigas do mundo e das mais lindas de toda a Europa, não foi possível. Adentrar ao interior da igreja seria impossível para as poucas horas que passaríamos por lá, filas quilométricas se formavam mesmo com um valor um pouco "salgado", quinze euros, cobrados pelo ingresso para a visitação. 

Mas andamos por todo o entorno da Catedral, fotografamos a praça, a parte exterior da famosa igreja e fomos conhecer o Alcazar, um dos mais famosos pontos turísticos de Sevilha, que realmente é belo e impressionante a sua conservação. O palácio tem mais de mil anos e continua inteiro e belo como se fosse construído nos dias atuais. Um passeio pela, segundo os espanhóis, a mais bela Plaza de España do país, que realmente, para quem conheceu a de Madrid e a de Salamanca, pode afirmar que os sevillanos têm razão na informação. 

Depois de conhecermos a famosa, e bela, Giralda, seguimos para um passeio de hora e meia pelo Rio Guadalquivir, de onde pudemos observar as duas margens do rio que atravessa boa parte de Sevilha, principalmente o centro histórico. Um show de Flamenco não poderia faltar, não foi lá grande coisa, um pouco menos luxuoso daquele que vimos em Madrid, em 2008, mas deixou boa impressão apesar da qualidade do espetáculo. 

Pela manhã, depois de dois dias no Hilton Hotel, seguimos para Lisboa, em viagem que

duraria cerca de doze horas, uma distância de 463k, que normalmente duraria cinco horas, mas com as paradas em Jerez de Los Caballeros, na divisa com Portugal, e outras duas, em Monsaratz e Évora, estas já em território português, fizeram com que viajássemos por onze horas por uma bela estrada apresentando um cenário
cinematográfico. 

E, por falar em cenário maravilhoso, um pitaco sobre Jerez de Los Caballeros, na Província de Badajoz, na comuna de Extremadura, uma cidade com cerca de dez mil habitantes mas com uma história incrível. Foi ali que viveram os Cavaleiros Templários, que elevaram uma muralha por toda a cidade, uma verdadeira fortaleza, para se protegerem de seus inimigos e os inimigos dos católicos, a quem defendiam com honra e glória. 

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