Pular para o conteúdo principal

O mundo da A a Z - Itália - Parte 2

 

Ao voltarmos ao país de bota, desta vez em  parceria com meus amigos Helena e Gervásio Magno, e fechamos um belo pacote com a Latam, e voamos em março de 2018 com destino a Roma para ficarmos 10 dias na Itália sem qualquer programa pré-agendado, era realmente um passeio solo e, felizmente, mais uma vez contamos com o primo Miguel Antinarelli na assessoria e na importante ajuda na escolha do roteiro e para nos guiar por vários lugares fora de Roma. 

Nós já havíamos passado por Roma, Gervásio também, e por isto foi um pouco mais fácil fazer o tour pela cidade, claro que com ajuda super preciosa do Bus Tour, que faz todo percurso turístico te deixando em cada ponto escolhido e rodando todo a Roma Antiga e os lugares que vieram depois da reconstrução da capital italiana. 

Foram dez dias incríveis, além de voltarmos ao Vaticano, a Capela Sistina, e ao centro

histórico de Roma, como a Piazza di Trevi, onde se encontra a famosa Fontana que recebe o nome do lugar, e, claro, desta vez pudemos entrar no Coliseu e ver de perto todo aquele monumento de dois mil anos ainda em um estado que pode ser observado com muito carinho pelo turista. E, o melhor do passeio, assistimos à Missa de Ramos, na Piazza San Pedro, celebrada pelo Papa Francisco. Emoção aflorada. (foto ao lado)

Miguel nos levou a Pompéia, que assombro! Mas o complemento foi muito além do que esperávamos. Andar pela Costa Amalfitana, com tranquilidade, obervando e fotografando toda aquela beleza inexplicável em poucas palavras, e conhecendo Amalfi, Positano, Praiano, Salermo, não deu para descer em Sorrento, mas só em passar nas imediações nos deixou encantado. (foto abaixo)

Um dia inteiro em Nápoles saindo de trem bala, percorrendo os quase 200 km entre as duas cidades em apenas 50 minutos, e foi um passeio cheio de novidades, tudo era diferente do que vimos antes e, mais uma vez infelizmente, não deu para conhecer a ilha de Capri, o tempo fechado impediu a nossa ida porque os barcos estavam impedidos de navegar no mar revolto. Mas valeu, um tour no ônibus turístico nos levou a praticamente todos os lugares históricos da cidade, e a pizza napolitana, ah! Foi uma grande decepção. 

Fechamos o passeio pela Itália, naquele já distante março de 2018, novamente ao lado

do primo Miguel Antinarelli e, para nossa surpresa, o destino era Assis, a cidade de São Francisco, na Umbria, cada detalhe do lugar foi explicado pelo Miguel, que por lá morou alguns anos ao chegar na Itália, e foi incrível a volta, o carro deu defeito e o primo não pode voltar conosco, e nós, que tínhamos que voltar porque nosso voo de volta estava programado para sete da manhã do dia seguinte, embarcamos em um trem, comum, e fizemos o trajeto passando por dezenas de cidades pequenas até chegarmos a Roma para o repouso e nos despedirmos da Cidade Eterna em grande estilo. 

Um roteiro simples, a maior parte improvisado, e destinos maravilhosos. Estivemos realmente em boa companhia, o que fez a viagem ficar encantadora e pudemos passear por lugares que talvez os guias não nos levassem, e tudo isto graças a agradável companhia do casal Magno e do primo Miguel Antinarelli, sem ele a viagem ficaria um pouco mais monótona. 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O CENTRO HISTÓRICO DE MIRACEMA

O que é um centro histórico de uma cidade? É tudo aquilo que um dia foi história e, certamente, onde tudo começou. Correto. Então o centro histórico de Miracema seria na Praça Dona Ermelinda e seu entorno? Certo? Não. Pelo menos no ponto de vista de algumas pessoas da cidade o Centro Histórico é tão somente a Rua Direita, que anos atrás era o pulmão do município e hoje, infelizmente, o que resta são os poucos casarões que embelezam a atual Rua Marechal Floriano. Em coluna especial, no meio deste ano, sugeri que este nome, Marechal Floriano, fosse retirado e que a Rua Direita se dividisse em quatro partes, cada uma levando o nome de um dos heróis da emancipação, ou seja, “Os Quatro Diabos”. Uns gostaram e outros me criticaram, mas é apenas uma opinião de um miracemense ausente e você pode ter a sua que não contestarei em hipótese alguma. O centro histórico não tem mais os bazares, como a casa Cacheado, os armazéns, como o do Seu Pinheiro, as sorveteiras, como a do Abdo, os bares, como ...

AO SOM DE CARTOLA, ELIS E OUTROS

Revendo textos - Esta é de outubro de 2005    Quatro horas da tarde. Lá fora o sol forte, aqui dentro o ar refrigerado ligado no limite e na vitrola o disco de João Gilberto, em volume médio, toca para motivar este velho escriba a falar sobre música e artistas. Ligo para meu amigo Motta, que está na internet –sua nova companheira- e me recuso, no momento, a entrar na grande rede. O telefone toca. Penso em não atender. Marina chama: É prá você. É o Solon. Bingo. Era o que precisava para traduzir certas canções de Cartola. Pensava até em ligar para o Nascimento, lá em Miracema, mas Solon chegou na hora.  Fala aí, amigo velho. – Amigo velho, não. Velho amigo. Fica mais poético e mais saudável. – O que manda? – Acho que preciso de alguém para conversar, estou só e os dedos estão cansados demais para dedilhar nas teclas do computador. – Eu até gostei de sua ligação. Tava pensando em fazer umas colocações sobre a música de Cartola e só mesmo quem viveu estes momentos pode divid...

As badaladas da Ave Maria

São várias lembranças que me fazem buscar o computador e escrever, antes de que desapareça de meu pensamento, sobre o cair da noite, ou o cair da tarde na linguagem poética, principalmente de Augusto Calheiros em sua Ave Maria, datada de 1953, e que fez um punhado de senhorinhas, que sentavam à beira da calçada, suspirarem com a passagem do seu possível par romântico nos bailes da vida.  Pode ser também a angústia que me bate nestes períodos, lembrando dos dias solitários no Rio de Janeiro, quando pensava em Miracema e declamava os versos de Fernando Nascimento:  "Quando a lua desce aqui no Rio, eu sinto ânsia, sinto angústia, sinto frio. Quando a Lua nasce cor de prata eu relembro Miracema em serenata." E seria a lembrança de minha mãe, que nesta segunda-feira, 29 de julho, completaria o seu centenário, que não será comemorado em vida, mas a lembrança das velas acesas, para esperar as badaladas, que na verdade eram as seis badaladas da manhã repetidas à noite, e que também s...