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A volta do Papo de Botequim

Estava com saudades de nossas conversas por aqui, talvez a ausência deste cronista das mesas dos bares, há algum tempo estou afastado dos botecos, possa ter provocado esta distância maior entre mim e vocês, mas nada errado apenas um período sabático aconteceu, sem querer, e me vi afastado de todos e de tudo. 

Mas estou de volta e com as pilhas carregadas e a motivação redobrada, afinal isto aqui é minha vida atual, escrever é meu hobby, é meu prazer, é indescritível, quando aqui estou, sentado à frente do meu laptop a dizer o que penso e o que fiz para os amigos seguidores, que não são poucos mas muitos não são tão frequentes por aqui. 

E o que falar neste retorno do Blog Cadeira de Bar, mais conhecido como Papo de Botequim? Acho que vou contar sobre meu retorno, na sexta-feira passada, ao Armazém do Lenílson, quando o dono que empresta o nome ao estabelecimento, me chamou ao me ver passar pós caminhada, e disse: 

- Tem um vinho chileno pronto para você, é cortesia da casa, que tal passar por aqui no final da tarde? 

Topei na hora e avisei a meu fiel companheiro Vergalhão. - Tô de volta, tem jogo logo mais, no Armazém? E a resposta não poderia ser outra: - A que hora vamos prá lá? 

Então tá combinado, e lá estávamos, exatamente nas seis badaladas da Ave Maria, e o vinho era dos bons, um Concha Y Toro, cabernet, reserva especial, que o Vergalhão não quis aproveitar e ficou na sua cervejinha pequena, aquela que por aqui chamam de "Romarinho", e na mesa o celular, devidamente colocado no pedestal, tocava as nossas músicas preferidas e nos envolvia naquele clima especial que só os botequins podem oferecer. 

Relógio, La Barca, Canzone Per Te, Perfídia e, a pedido do dono da casa, Lenílson, uma sequência maior de Trini Lopez, cuja playlist eu havia feito pela manhã com as 14+ do artista que um dia encantou nossa geração e foi o dono dos bailinhos das varandas de todas as cidades brasileiras, nos anos 1960. 

Foi um fim de tarde que emendou a noite, não entrando pela madrugada, temos compromisso com as esposas e não passamos das dez da noite, mas, podem ter certeza, se querem um lugar para inspiração de cronista este lugar é um botequim e por isso eu sentia falta dos Papos de Botequim e das nossas cadeiras e mesas improvisadas do local. 

Breve eu volto contando mais causos e casos dos nossos encontros semanais. 

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