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Reflexões sobre "Gente Humilde" e a pandemia

Tem certos dias em que penso em minha gente, agora então penso demais, e sinto assim todo meu peito se apertar, a saudade dos filhos, dos netos, das manas e dos sobrinhos bate cada dia mais forte, porque parece que acontece de repente, e foi mesmo, o tal vírus chegou, se instalou e chegou como um desejo de eu viver sem me notar. 
Não dá para dizer igual a como quando eu passo no subúrbio, há algum tempo não ando por um lugar distante ou um subúrbio legal nem daqui, onde moro, nem das grandes cidades, e não dá nem para dizer, eu, muito bem, vindo de trem de algum lugar, e ai me dá inveja dessa gente, que vai em frente sem nem ter com quem contar. 
Verdade absoluta, senhores letristas desta melodia, não ter com quem contar é duro, eu, mesmo em quarentena, tenho com quem conversar, com quem contar para os afazeres externos, com os amigos que me consolam quando estou triste e me dão o prazer da companhia nas redes sociais.
As vezes volto meu olhar para minha Miracema, a minha Terrinha, e olho no entorno da minha rua, são casas simples, com cadeiras na calçada, era muito bom e nós sabíamos, sentados à beira da rua trocando prosas em família ou entre os vizinho, só não sei se na fachada estava escrito que é um lar, mas pela varanda, flores tristes e baldias, na minha casa, pelo contrário, flores alegres e vivas como minha avó Maria e minha mãe Lili, com alegria que não tem onde encostar, ou tinham?
E aí? Aí me dá uma tristeza no meu peito, dói o coração ver tanta gente neste momento de pandemia sofrendo injustamente e passando por momentos de incertezas, e aí bate, feito um despeito, de eu não ter como lutar, e eu que não creio (creio sim) peço a Deus por minha gente, gente bacana, gente amiga, e gente que não conheço, é gente humilde, que vontade de chorar. 

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