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Papo da noite - O susto com Arthur, o neto de Dona Bilu

Ontem, já no final da noite, por volta das 23 horas, o celular toca e o susto logo se aflora. Quem será? Número desconhecido. Atendo ou não? Desligo. Cinco minutos depois toca novamente e resolvo atender. Do outro lado uma voz alegre, jovial, mas que não conhecia, diz "tio, não te conheço, mas de tanto minha avó falar do senhor resolvi ligar". 

E o susto passou para preocupação. - Quem é você? Pergunto. Não tenho sobrinho no Rio. Claro que tem, afinal o senhor e minha Vó Bilu eram tão amigos, ao ponto de até eu o admirar, por ser torcedor do Flamengo, tenho que o chamar de "tio", como é a moda da minha geração. Posso?

Então identifiquei. Arthur, o Neto, que eu tanto falei nas minhas crônicas, a velha senhorinha tijucana morria de ciúmes de mim, seu neto, este Arthur, se tornou um grande flamenguista e hoje, segundo ele, é mais fanático que o maior fanático. 

E o rapaz, que me faz lembrar o dono do primeiro bar que frequentei na Tijuca, seu Artur, sem H, português autentico, como dona Bilu, e viajei no tempo conversando com o rapaz e descobri algo especial entre nós, ele mora na Rua José Higino e seus pais conheciam o velho Arthur e seu filho Fernando, tem preço uma coincidência desta? 

E, no meio da conversa, Arthur quis saber porque posto tanto sobre viagens e fotografia. Como você sabe? Perguntei. - Herdei o Facebook de Vó Bilu e hoje estou ligando para dizer que te mandei um convite de amizade e que o Arthur Ribas sou eu, tá ligado?

Pois é, garoto, muitos também me perguntam sobre o motivo de tantas fotos, até prometi que hoje farei uma pausa, a contra gosto de muitos amigos que adoram, porque já estou recebendo críticas por tantas postagens, mas é meu jeito de passar o tempo, viajo nas fotos porque não posso viajar na realidade, o mundo parou e o turismo está "morto" e sem sabermos quando e como "ressuscitará" e assim, com as postagens e as crônicas de viagens maravilhosas, eu mato o desejo de estar em algum lugar deste mundo. 


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