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Causos de Viagem - Dois causos em Ribeirão Preto

Ainda pelo interior de São Paulo e novamente com a turma da Globo, liderada pelo Zé Maria de Aquino, vou contar mais um causo e aproveitar que falarei em Ribeirão Preto para emendar uma outra, com a turma da Rádio Cidade de Campos, também na Capital do Café, que é também um causo interessante. 

Como fazia sempre, nos anos 80, aproveitava minhas férias para passar um final de semana prolongado com Zé Maria e Kátia, em Sampa, e sempre era um "malinha", como disse certa vez Fausto Silva, ele mesmo, o Faustão, "sempre pentelhando o Zé Maria", nas redações e nas viagens para cobrir jogos para a Globo e a Revista Placar. 

Serviu como aprendizado para mim conviver com as feras do jornalismo brasileiro, aqui incluo Antero Greco, que sempre me recebeu com carinho na redação do Estadão, ele cobria o futebol internacional e eu sempre dei meus pitacos, ele nunca contestou e até hoje recordamos algumas passagens destas, embora acredite que ele não se lembre mas, educadamente, diz que sim e vamos tocando o barco.

Desta vez o causo, como disse acima, vem de Ribeirão Preto, foi lá que conheci o goleiro que Amauri, meu amigo paduano que brilhou no Goiás, no Americano e no Tupi, dizia ser o seu reserva mais bonito que teve, Barbiroto, que confirmou alguns causos contados pelo Amauri, que contei em crônicas no meu Papo de Botequim, e alguns famosos do São Paulo FC já que fiquei, com a turma da Rede Globo, no mesmo hotel da delegação do São Paulo FC.

À noite, com a turma do rádio e da televisão, fui a um restaurante, quase xará da minha terrinha, Piracema's, onde jornalistas e radialistas se encontram em todas as jornadas na Cidade do Café. Ali, nas paredes do local, tem fotos, jornais colados, autógrafos e recados escritos por frequentadores do lugar, e ao ver a turma toda escrevendo me senti também um famoso e fui lá, ao lado da foto e da mensagem de Jorge Curi, o mais brilhante narrador esportivo de todos os tempos, e cravei o meu recado. 

"Adilson Dutra, de Miracema para o mundo, esteve aqui no Piracema's". Carlos Aymar, o comentarista da Rádio Globo, gostou da minha audácia e me convidou para papear com ele e o narrador que me incentivou e de quem copiei bordões incríveis, e se mostrou um baita cantor de tangos, Osvaldo Maciel, um dos mais vibrantes que conheci no rádio. 

Foi legal conviver com esta turma durante algum tempo, mesmo que fosse apenas de um bate papo curto, um café nos bastidores, como fazia com o Zé Maria no Sportv, onde conheci Leivinha, Casagrande, Cléber Machado e Roberto Tomé, (na foto comigo) entre um café e uma prosa, e isto ficará para sempre e nada me faz esquecer estes momentos maravilhosos vividos com meu amigo do peito José Maria de Aquino.

A outra passagem, por Ribeirão Preto, se deu em 87, eu já em Campos e já comum dos chefes da equipe de esportes da Rádio Cidade, arrendamos o esporte e fizemos uma revolução na cidade, e seguimos com equipe completa para cobrir Botafogo/SP x Americano, jogo marcado para um sábado, 16 horas, e que ao chegarmos a cidade fomos informados de que jogo foi adiado para domingo e a pergunta era uma só? O que fazer? O que faremos no tempo livre? 

Adivinhe o que fizemos? Bar Pinguim, o mais famoso chope de Brasil e lá ficamos toda a tarde de sábado e parte da noite e saímos após o garçom dizer que esvaziamos um barril e nos demos conta que era hora de ir embora. 

Pagamos a conta e fomos andando pelas ruas, eu e outros cinco companheiros do rádio campista, e cantando os boleros mais conhecidos do cancioneiro e ao chegarmos ao hotel, olhando para trás, vimos um grupo enorme de ribeirão-pretanos nos acompanhando e aplaudindo os cinco caipiras, que andou por mais de uma hora para aliviar o porre que tomamos no badalado Pinguim. 

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