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E o acaso levou nossa Eliane

Olá, mana Eliane, aqui tudo bem, sua partida deu uma desestruturada em todos nós e ficou um vazio danado, não gosto disto, mas a vida segue como aquela música que você gosta muito, Epitáfio, juro pra você que muito daquilo não serve para nós decifrarmos, você amou demais a nossa turma, arriscou demais em prol da família, e até viu o sol, não nascer, mas esconder lá nas Cordilheiras dos Andes, onde eu e você tivemos medo de subir mas não deu em nada, nossos corações aguentaram o tranco e não choramos nem lamentamos ter subido três mil metros de altura para ficar mais perto de Deus um pouquinho. 

Agora você está perto dele e aproveita para dizer que você sempre aceitou as pessoas do jeito que elas são, que você sempre soube da dor e da alegria que elas traziam no coração, coisa que você tinha de sobra, todos nós da família e seus amigos sabem disto, pergunte só a Luna, ao Felipe e ao Pedro, testemunhas oculares de sua última participação ao nosso lado, até de bruxinha má você se pintou, mas tudo em nome da alegria porque má você não foi e não será nunca. 

E você, que sempre cantava "o acaso vai nos proteger" acabou sendo levada para o Oriente Eterno num acaso, justamente por subir aquelas escadas distraída, ele, o acaso, só te protegeu enquanto você andava pelo jardim que sempre amou e viveu na infância na adolescência, na juventude e nos dias em que a idade chegou e te fez andar mais devagar. O acaso te pregou uma peça e nos deixou surpresos com sua ida  

O poeta, autor desta letra que você tanto gosta, Epitáfio, disse que deveria ter complicado menos, trabalhado menos, ter morrido de amor e, você Mana Eliane, trabalhou demais, complicou de menos, não morreu de amor mas por amor você deixou de viver um pouco, todos nós sabemos que trocou sua vida particular para cuidar de quem você sempre amou, não ligue não, a gente entendeu muito bem tudo isto e te deu o maior apoio. 

E nós, os Picanço Dutra e agregados, queríamos ter aceitado a vida como ela é, mas  a cada um cabe alegrias e a tristeza que vier. No meu caso, mana, fica um imenso vazio no peito e na alma, mas garanto que não estou doente por isto, olho para sua vida e pego para mim este exemplo de viver em família que você nos ensinou, estamos por aqui, não mais na casa 33, mas em qualquer lugar onde podemos reverenciar você e lembrar de sua alegria de viver e servir. 

Comentários

Unknown disse…
Eu convivi pouquíssimo com Eliane.
Mas, esse cadinho foi intenso e com ótimas lembranças. Andei no fusquinha amarelo com ela que inspirava um baita respeito e carinho. Só posso imaginar a falta que ela faz pra vocês.
Adilson Dutra disse…
Aquele fusquinha amarelo tem histórias. Bjs prima. Amo você.
Unknown disse…
Eu tive o prazer de ser amiga virtual dessa pessoa maravilhosa por 2 anos, como era gostoso e como dei risadas com o bom humor dela.Hoje meu aniversário,estou sentindo falta de suas palavras sempre lindas!!!♥♥♥♥♥😥😥😥

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