Pular para o conteúdo principal

Emoções de um final de semana

A próxima  semana será cheia de emoções para este velho escriba, a começar logo no amanhecer de sábado (30/04/16) quando a cidade recebe centenas de amigos e conterrâneos ausentes do torrão natal por longos anos para vir, a convite dos organizadores, participar de mais um encontro de miracemenses e amigos, que este ano repetirá o sucesso do ano passado no evento realizado no mesmo local deste ano, ou seja, na Barraca do Bode, no recinto da Exposição.

Mas o grande motivo para prevenir as lágrimas e emoções mais forte, está reservado para a noite deste mesmo sábado, no Clube XV, quando receberei das mãos do Vereador João Magalhães a Comenda do Mérito Esportivo, que leva o nome do meu grande amigo e amigo do futebol miracemense, Jair do Nascimento (Polaca), que se vivo fosse estaria completando cem anos de idade.

O que falar deste momento? O que falar de Jair Polaca? Sobre o momento é impossível antecipar alguma coisa, o mínimo que vai acontecer são os abraços dos amigos e da família que me deixarão emocionados e sem condições de usar a tribuna para agradecer ao meu amigo João Rosquinha, que sabe de minha antiga luta pelo desenvolvimento de nosso futebol, hoje entregue a outros companheiros lutadores e dinâmicos, que não deixam a bola parar de rolar ou subir nas redes ou nas cestas, como o caso do Antonio Marcos, futebol, Miguel Ângelo, vôlei, e Carlinhos Bessa, basquete.

Fico meio acanhado em falar desta homenagem, será que sou merecedor? Não sei se hoje faço algo útil para o nosso esporte, apenas divulgo nos meus espaços as grandes realizações e as conquistas da nossa turma, já fiz muito mais quando estive na ativa, mas para isto foi preciso, sempre, do auxílio luxuoso do José Luiz da Silva, do Francisco David, do Paulo Joel, do Fernando Nascimento, do Welington Ronzê e mais tarde a chegada do Gelti Rodrigues, que coincidiu com a minha saída da cidade.

O movimento continuou por alguns anos, deu uma parada, principalmente com a ida para o Oriente Eterno do velho e querido mentor de toda turma da Princesinha, Alcir Fernandes de Oliveira, o Maninho, este sim o grande baluarte do nosso futebol, mas como somente um tem que ser homenageado em cada ano legislativo, fica a dica para os próximos anos sobre a escolha de novos nomes.

Um amigo meu, cá de Campos, me perguntou quando o convidei para ir a Miracema me prestigiar: “Este vereador é seu amigo, deve estar querendo voto”. Meu Deus! Quanta maldade do meu amigo Marco Aurélio, João Magalhães é, realmente, um grande amigo desde os tempos de criança, formos vizinhos ali no chamado Triângulo das Bermudas, ele na Rua Paulino Padilha e eu na Ary Parreiras, jogamos futebol no Rink, no Ginásio, no Tupã e não há como não relacionar na minha lista de bons amigos, mas para ter meu voto?

Jamais o Rosquinha faria uma coisa destas porque sabe de minhas posições e se o fosse eu não aceitaria sequer sair de Campos para a festa quanto mais para receber algo que eu não acreditasse ser justo, afinal se alguém fez pelo esporte na cidade fez como eu e meus companheiros e não é demérito nenhum se outro destes citados ou aqueles que não citei, como Célio Silva, Micaela, Geovana e os atletas que brilharam, como brilha agora o Vitinho Righ no futebol do Friburguense.


Agora, cá pra nós, que ninguém nos ouça, ser homenageado com uma Comenda que leva o nome de Jair Polaca, eterno presidente, atleta, treinador e comandante mor do Miracema FC é algo que jamais esquecerei e o prêmio será exposto em minha sala de visitas para que todos, que a minha casa chegarem, possam admirar e ouvir sobre homem que empresta o nome a Comenda do Mérito Esportivo. 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O CENTRO HISTÓRICO DE MIRACEMA

O que é um centro histórico de uma cidade? É tudo aquilo que um dia foi história e, certamente, onde tudo começou. Correto. Então o centro histórico de Miracema seria na Praça Dona Ermelinda e seu entorno? Certo? Não. Pelo menos no ponto de vista de algumas pessoas da cidade o Centro Histórico é tão somente a Rua Direita, que anos atrás era o pulmão do município e hoje, infelizmente, o que resta são os poucos casarões que embelezam a atual Rua Marechal Floriano. Em coluna especial, no meio deste ano, sugeri que este nome, Marechal Floriano, fosse retirado e que a Rua Direita se dividisse em quatro partes, cada uma levando o nome de um dos heróis da emancipação, ou seja, “Os Quatro Diabos”. Uns gostaram e outros me criticaram, mas é apenas uma opinião de um miracemense ausente e você pode ter a sua que não contestarei em hipótese alguma. O centro histórico não tem mais os bazares, como a casa Cacheado, os armazéns, como o do Seu Pinheiro, as sorveteiras, como a do Abdo, os bares, como ...

AO SOM DE CARTOLA, ELIS E OUTROS

Revendo textos - Esta é de outubro de 2005    Quatro horas da tarde. Lá fora o sol forte, aqui dentro o ar refrigerado ligado no limite e na vitrola o disco de João Gilberto, em volume médio, toca para motivar este velho escriba a falar sobre música e artistas. Ligo para meu amigo Motta, que está na internet –sua nova companheira- e me recuso, no momento, a entrar na grande rede. O telefone toca. Penso em não atender. Marina chama: É prá você. É o Solon. Bingo. Era o que precisava para traduzir certas canções de Cartola. Pensava até em ligar para o Nascimento, lá em Miracema, mas Solon chegou na hora.  Fala aí, amigo velho. – Amigo velho, não. Velho amigo. Fica mais poético e mais saudável. – O que manda? – Acho que preciso de alguém para conversar, estou só e os dedos estão cansados demais para dedilhar nas teclas do computador. – Eu até gostei de sua ligação. Tava pensando em fazer umas colocações sobre a música de Cartola e só mesmo quem viveu estes momentos pode divid...

As badaladas da Ave Maria

São várias lembranças que me fazem buscar o computador e escrever, antes de que desapareça de meu pensamento, sobre o cair da noite, ou o cair da tarde na linguagem poética, principalmente de Augusto Calheiros em sua Ave Maria, datada de 1953, e que fez um punhado de senhorinhas, que sentavam à beira da calçada, suspirarem com a passagem do seu possível par romântico nos bailes da vida.  Pode ser também a angústia que me bate nestes períodos, lembrando dos dias solitários no Rio de Janeiro, quando pensava em Miracema e declamava os versos de Fernando Nascimento:  "Quando a lua desce aqui no Rio, eu sinto ânsia, sinto angústia, sinto frio. Quando a Lua nasce cor de prata eu relembro Miracema em serenata." E seria a lembrança de minha mãe, que nesta segunda-feira, 29 de julho, completaria o seu centenário, que não será comemorado em vida, mas a lembrança das velas acesas, para esperar as badaladas, que na verdade eram as seis badaladas da manhã repetidas à noite, e que também s...