segunda-feira, 13 de abril de 2015

Era um tempo bom - presente de Gilberto Maluf

Este texto, enviado pelo paulista Gilberto Maluf, um dos notáveis do nosso blog,  retrata fielmente o tempo mais romântico do rádio e do futebol do Rio de Janeiro e me faz voltar ao tempo e entrar novamente no antigo Maior do Mundo, com um radinho colado no ouvido e me postar na geral ou nas arquibancadas com pose de quem estava assistindo ao maior espetáculo da terra. 

Delicia de texto, leve, saudável e impregnado de saudade do princípio ao fim. Obrigado Gilberto Maluf por dividir conosco a sua arte literária. 

Era um tempo bom 
Crônica de Gilberto Maluf

Indo ao estádio com um radinho de pilha Spica ou Telefunken. Saudades do Rio em que os jogos no Maracanã tinham, com freqüência, mais de 100 mil espectadores e não havia violência.

Onde ainda era possível as crianças, orgulhosas, irem ao estádio carregando suas bandeiras, ao lado 
pai.

Era o tempo do radinho de pilha Spica ou Telefunken, carregado sem temor pelo pai, do Conga e do “short” do menino.

Era o tempo do bom futebol, de Garrincha, Didi, Newton Santos (depois virou Nilton), Quarentinha, Zagalo, Sabará, Pinga, Almir, Delém, Paulinho, Belini, Valdo, Telê, Maurinho, Castilho, Pinheiro, Joel, Dida, Dequinha, Indio, Babá, Evaristo, Zózimo, Calazans, Alarcon, Canário e tantos outros.

Era o tempo em que os árbitros ainda eram “juízes”, tais como Mario Vianna, Gama Malcher, Eunápio de Queirós (o “Larápio de Queirós”), Amilcar Ferreira, Frederico Lopes.

Era o tempo em que a Suderj era a Adeg (Administração dos Estádios da Guanabara), em que o alto-falante a toda hora anunciava “a Adeg informa, no Pacaembu, gol do Santos (e após um pausa) …Pelé”, em que o cachorro-quente e o Chica-Bon faziam a alegria de todos.

Era o tempo de pegar o lotação Lins-Lagoa ou os ônibus Grajaú-Leblon ou Barão de Drumond-Leblon, de sonhar com a vitória do seu time, de ver quem ganharia o moto-rádio ou seria escalado na “seleção da rodada” (para ganhar um relógio Mondaine), de ler a coluna “Penalty” do Otelo Caçador.

Era o tempo da Charanga do Jaime, do talo de mamona do Ramalho, de ver a Dulce Rosalina comandar a torcida do Vasco e o Tarzan a do Botafogo, de espirrar com o pó-de-arroz lançado pelos tricolores.

Era o tempo de milhares de vagalumes na arquibancada (quando os fósforos eram riscados para acender os cigarros), da bola G-18 marron, do “garoto do placar”, da arquibancada de concreto áspero.

Era o tempo de ouvir o Valdir Amaral, o Doalcei Camargo, o Oduvaldo Cozzi, o Jorge Curi, o Orlando Batista, o Clóvis Filho.
Era um tempo bom.Fonte: Fotolog Saudades do Rio

domingo, 12 de abril de 2015

Viagem a Península Ibérica - Parte Final

Refeitos da emoção lá vamos nós na continuação da viagem para a Batalha, obra-prima da arquitetura gótica portuguesa, erguida para celebrar a vitória dos portugueses em Aljubarrota em 1385 e onde está sepultado o Infante D. Henrique "O Navegador". 

Depois de uma breve parada, para fotos (ao lado estão Óbidos e Batalha)no Mosteiro de Batalha, encontramos, após outra hora de viagem, a cidadezinha de Óbidos. Passeio,  a pé,  pelas estreitas ruas e pequenas praças, a fim de conhecer esta belíssima vila, considerado um dos melhores exemplos de cidadela medieval na Europa. 

E fechando nosso trajeto alguns lugares foram revisitados, mas com um prazer incrível já que a capital dos portugueses e as cidades nos arredores, me deixou um gosto de quero mais na primeira passagem, em 2008. 

Lisboa ocupa um lugar muito especial entre as capitais europeias. A cada passo, o visitante depara com memórias de um longo passado nacional e europeu que mantém com o presente uma forte ligação. Um estilo de vida moderno começa, entretanto, a caracterizar esta cidade rica de tradição. 
Mas, ao contrário de tantas outras grandes cidades da Europa, Lisboa e os seus habitantes souberam preservar uma notável autenticidade.  Um passeio ao um passeio ao Castelo de São Jorge, onde o ingresso caro, nove Euros, assustou, e  ao Parque das Nações, local onde se efetuou a Expo'98, com o seu Oceanário (um dos maiores do mundo). 

Após um anoite de descanso, um bom vinho e um ótimo bacalhau, saída para Queluz e Sintra que, com os seus palácios e seu clima ameno, foi estância real de veraneio. Visita ao Palácio de Queluz. Um caminho incrível,  pela Malveira da Serra e pela estrada do Guincho até Cascais - antiga aldeia de pescadores e hoje uma das áreas residenciais mais elegantes do país, para chegar a Cascais para um almoço e desfrutar da bela paisagem da orla que mais parece uma das mais belas cidades da Cotè Azul, Nice. 

Ao longo da costa do Estoril, passando junto ao seu famoso Cassino (um dos mais prestigiados da Europa), regressamos a Lisboa para visita desta cidade, fundada há cerca de 3.200 anos por mercadores fenícios e, mais tarde, habitada por gregos, cartagineses, romanos, visigodos e mouros, incluindo a Torre de Belém, fortaleza construída no séc. XVI e que é hoje o emblema turístico da capital portuguesa, Padrão dos Descobrimentos, monumento construído em 1960 no local de onde partiram as caravelas de Pedro Álvares Cabral e de Vasco da Gama nas suas grandes viagens dos descobrimentos.

Mosteiro dos Jerônimos, construído no séc. XVI por ordem de D. Manuel I da sua belíssima igreja de estilo manuelino, Bairro da Alfama, o mais antigo ainda com aspecto medieval, Baixa Pombalina (bairro comercial reconstruído após o grande terremoto de 1755), Praça do Comércio (uma das mais bonitas da cidade).

Praça do Rossio (o coração da cidade, com a estátua de D. Pedro IV), Praça dos Restauradores, com o seu obelisco comemorativo da restauração da independência, Avenida da Liberdade e a Praça Marquês do Pombal, com o monumento construído em memória do antigo primeiro ministro de D. José I, responsável pela reconstrução da cidade após o terremoto e à noite a mana Celeste ainda teve fôlego para uma noite de fado, e eu me poupei para a reta final do passeio, que foi uma volta a todo o roteiro de domingo, como Castelo de São Jorte, Rocio e Alfama, mas com calma dos turistas mais tarimbados e com paciência para rever a bela Lisboa. 

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Viagem a Península Ibérica - Parte 3

Na saída de Santiago de Compostela ficou uma certeza, nosso astral ficou lá em cima e o lugar realmente é mágico e transforma fé e esperança em realidade. Continuamos nosso roteiro e agora o destino é Portugal, entrada será por Valença (foto ao lado) , às margens do Rio Minho, que faz a divisa entre os dois países ibéricos, uma fronteira natural e bela como o caminho até lá, passamos por Pontevedra, nas proximidades de Vigo e La Corunha e margeamos mais um caminho de Santiago. 

Valença, é uma cidade fortificada, e, como disse no outro parágrafo, faz a divisa entre Espanha e Portugal e o pouco tempo que passamos por lá, o suficiente para o repouso do nosso motorista, Domingos, e para belas fotografias na pequena e aconchegante Valença.

Prosseguimos até Braga (foto), capital da bela e verdejante região do Minho e o centro religioso mais antigo do país. A fundação de Braga remonta à época dos romanos, que lhe deram o nome de Bracara Augusta e lhe trouxeram prosperidade e riqueza. Após uma panorâmica do alto do Bom Jesus (subida no bondinho movido a água até ao Santuário do Bom Jesus de Braga), que é um espetáculo a parte, nos defrontamos com uma bela catedral e uma praça digna de ser chamada de monumental. 

E a tarde foi gostosa, com um visual incrível lá do alto da Igreja de Braga, mas nosso caminho estava na margem direita do Rio Douro, o Porto é a segunda cidade do país e capital regional do norte. Os romanos desenvolveram os povoados de Portus e Cale, de cada um dos lados do rio, nomes que viriam a unir-se, dando origem ao nome de Portucale, para indicar a região entre os rios Minho e Douro, que constituiu o núcleo inicial do futuro reino de Portugal. 

A cidade prosperou com o comércio marítimo, devido à sua localização junto à foz do Douro e, mais tarde, tirou vantagem das riquezas geradas pelas descobertas marítimas dos sécs. XV e XVI. No séc. XVII iniciou-se o comércio de vinhos com a Inglaterra e, desde então, o famoso Vinho do Porto nunca mais deixou de ganhar fama a nível mundial. 

No terceiro dia Porto ficou na saudade e saímos em direção a Coimbra (foto ao lado), a terceira maior cidade do país, situada nas margens do Rio Mondego; terra natal de seis Reis e capital de Portugal até1256, além de sede da mais antiga Universidade do país, fundada em 1290 pelo Rei D. Dinis, onde visitamos a sua famosa Biblioteca barroca, considerada uma das mais ricas do mundo. 

E a emoção maior estava com hora marcada, hora do almoço e depois... Chegada a Fátima (foto ao lado), um dos principais locais de peregrinação do mundo. Duas horas de oração, choro,  alegria por estar novamente ao lado da Mãe Santíssima. Narrar o que sentimos por lá é muito difícil, mas recomendo a ida e, com certeza, se puder volto pela terceira vez. 

No próximo capítulo a chegada a Lisboa. 


terça-feira, 7 de abril de 2015

Viagem a Península Ibérica - parte 2


Visitando a Península Ibéria - parte 2

Nossa viagem seguiu com uma excursão de meio dia à cidade fortificada de Toledo, antiga capital de Espanha, que alcançou o seu apogeu nos séculos XIV e XV, e que é hoje cidade-museu e Patrimônio Mundial da UNESCO e na volta nos preparamos para uma nova e longa viagem com destino a Portugal, mas antes disto ainda tínhamos Santiago de Compostela como destino principal e uma parada por Salamanca para conhecer o que dizem ser a mais bela Plaza Mayor da Espanha. 
No caminho até lá tinha San Lorenzo del Escorial (foto acima), para visitar o seu maravilhoso Mosteiro/Palácio/Panteão, construído por Filipe II no séc. XVI e transformado hoje num magnífico museu. 

Na continuação estavam as muralhas de Ávila (foto ao lado)  e vista panorâmica da cidade, rodeada por 2.500 metros de muralhas medievais e terra natal de Santa Teresa de Jesus, fundadora das Carmelitas Descalças e Doutora da Igreja. Um pelo par de horas para descansar, olhar uma paisagem diferente e sentir o clima delicios das montanhas daquela região da Espanha. 



Mais algumas horas de viagem e lá estava Salamanca, "a Cidade Dourada", situada nas margens do rio Tormes e declarada monumento nacional em virtude dos seus magníficos edifícios dos séc. XVI, XVII e XVIII, possuindo o melhor conjunto espanhol de arquitetura renascentista. 

Tivemos tempo suficiente visitar esta cidade universitária, com os belos edifícios que rodeiam o Pátio das Escolas, a Universidade do séc. XIII, uma das mais antigas e distintas da Europa, a Casa das Conchas, palácio do séc. XVI cuja fachada se encontra repleta de conchas de vieira - o símbolo de Santiago, terminando com as Catedrais Nova e Velha dos séc. XVI e XII, respectivamente, e a magnífica Plaza Mayor, construída por Felipe V e considerada a mais bela de toda a Espanha. 


Mas o melhor de Salamanca estava reservado para uma constatação, a lenda diz que na velha catedral, construção iniciada em 1513 e terminada em 1753, os engenheiros da época eram visionários e esculpiram um "astronauta" (veja a foto ao lado), que está no portão principal. mas outra lenda coloca a dúvida: Seria o astronauta um escafandrista? 

No percurso atravessamos a região de Castela e Leão, o berço da nação espanhola, com os seus montes encimados de castelos e as suas planícies de cor ocre. 

A viagem foi gostosa, ladeando um trecho de um dos "Caminhos de Santiago", pela região interior da Galiza, chegamoss na bela cidade que venera o santo. Esta é também a região mais marítima do país: três das suas quatro províncias têm uma costa atlântica e a sua cozinha baseia-se em soberbos frutos do mar. 

Os Galegos, cujas origens são célticas, têm muito orgulho da sua cultura e da sua língua, o Galego, língua semelhante ao português. O caráter céltico desta bela terra é ainda evidente no instrumento musical tradicional favorito - a gaita-de-foles. 

Compostela é um centro religioso e de peregrinação desde a Idade Média, depois da descoberta do túmulo de Santiago Maior no séc. IX. Tempo livre para visita à famosa Catedral, onde está sepultado o Apóstolo, na Praça do Obradoiro, rodeada de belos edifícios históricos. 

@ Na próxima coluna a chegada a Portugal, a fronteira e as belas catedrais e museus. 

domingo, 5 de abril de 2015

O tema é futebol: O ontem e o hoje em discussão

É só chegar na terrinha que as pautas para a coluna transbordam de assuntos interessantes e, no sábado de aleluia, o papo não poderia ser diferente, o futebol nosso de cada dia e as comparações do hoje com o ontem,  me envolveram na discussão e me colocaram um valor que nem sei se sou merecedor, larga modéstia de lado, Penacho.

No Fat Cat, onde tive o grande prazer de rever minha amiga Margareth Damian, a reunião de velhos e novos amigos estava animada e o assunto nem sempre era o futebol, os bailes, as festas, os encontros para dançar nas varandas e salas nos anos 60, quem foi ou quem ficou, quem saiu ou quem permaneceu na cidade, as recordações são sempre ponto de partida para a prosa para a turma mais antiga nestes reencontros.

E não é que o futebol de hoje entrou em destaque? Afinal teríamos um Fla x Flu no domingo de Páscoa e nas mesas haviam rubro-negros e tricolores e o tema não poderia passar em branco. E não é que foi aí que veio a grande surpresa para escriba? Sim, o Sefinho começou a falar do Negueba, ops, do Marcelo Cirino, elogiando o atacante do Flamengo e algum parceiro, me perdoe se perdi o nome, disse lá da outra mesa: 

- E esta dupla aí (eu e o Cacá Moura) quanto valia no futebol de hoje?

Fizemos uma pausa e, sem nenhuma modéstia, mandei: Certamente seria uma das transações mais milionárias do futebol brasuca, Houve contestação, claro, sem contestação não há uma boa discussão, e de certa forma bem interessante. O Fernando colocou no ar:

- O futebol de ontem e de hoje não pode ser comparado, quem de vocês, no tempo do futebol romântico, poderia imaginar uma venda para Europa ou coisa parecida? Se jogassem hoje, com a preparação forte opção por jogadores fortes e altos, vocês dois teriam futuro?

Boa colocação, com a qual concordo plenamente, a geração de hoje é menos privilegiada em técnica, como foi a nossa, e mais bem provida de força física e velocidade, talvez nenhum de nós tivéssemos a sorte de ser uma estrela nos dias de hoje. Será? 

A dúvida fica no ar, mas o assunto não fugirá das mesas de bar e, como disse certa vez o atacante Ronzê, do Bandeirantes, este sim, um misto de talento e força, em um dos nossos encontros nos domingos, na Kiskina: 

- Se jogássemos hoje estaríamos em um Barcelona, um Milan ou em um Real Madrid, mas no nosso tempo o melhor era ficar por aqui porque no Rio daquele tempo só tinha fera e não estas babas que vejo jogar nos dias de hoje. 

E este papo com o Ronzê já tem uns cinco ou mais anos e permanece atual como nos anos 90 ou início dos anos 2000 o Rio continua infestado de bondes e trombadores, mas com uma diferença, por aqui não se faz mais craques ou artilheiros como Cacá, Thiara, Genuíno e, humildemente, este locutor que vos fala. Certo? 

quinta-feira, 2 de abril de 2015

O fim da Associação Atlética Miracema?

Como tudo na terrinha tem um fim, há anos vejo a destruição do nosso patrimônio e a queda de nossas empresas e indústrias, a notícia da venda da Associação Atlética Miracema e sua extinção como clube e time de futebol, não me pega de surpresa e sim com a certeza de que é mais uma tradição que morre por falta de interesse das autoridades e da população de nossa cidade. 

Fui atleta da Associação em seus primeiros dias de vida, só não fui sócio na época por não ter grana suficiente para cobrir as mensalidades, mas frequentei o clube social, fiz parte da sua história e hoje me sinto órfão com a triste notícia recebida na última passagem pela terrinha, na semana que passou. 

O que me alegra um pouco é saber que alguns sócios, como Maurício Monteiro e José Luiz da Silva, ainda lutam desesperadamente para quitar a dívida pendente salvar o clube da extinção, porém, tem sempre um porém, as notícias que me chegam dão conta de que a situação é irreverssível e nem mesmo uma possível ajuda da CBF, como pleiteia Maurício Monteiro, na desesperada missão de salvamento, poderá livrar a AAM da bancarrota. 

Onde anda o Operário? Que notícias me dão do Miracema FC? E o Bandeirantes, ainda sobrevive? O Esportivo e o Tupan encerraram suas atividades e se fundiram para nascer a Associação e hoje também já faz parte de um passado rico em histórias e pobre de presente e de futuro, assim como um dia acabaram o Sereno, o Flamenguinho, o Vasquinho e tantos outros tradicionais ou não. 

O pior é que a sociedade aceita tudo isto numa boa, com a tranquilidade de quem não está nem aí, aliás, e a propósito, não é só o futebol que vive do passado em Miracema, nossos cinemas se foram, nossos clubes se exinguiram, nossas indústiras desistiram da cidade e o comércio está cada dia mais acéfalo, principalmente na principal rua da cidade, que um dia foi formosa e intrépida e hoje vide de alguns sobreviventes corajosos e insistentes. 

Em um bate papo no BDF, do meu amigo Sebastião, fiquei sabendo da venda do Estádio Irmãos Moreira e veio logo a dúvida na minha cabeça quando alguém falou que morria a tradição da AAM. Qual a dúvida? O que ficará na memória do miracemense, o Campo do América ou o Estádio Irmãos Moreira? O que seria mais tradicional, o primeiro ou o segundo? 

Eu, particularmente, apesar de viver o início da AAM, fico com o Campo do América, que tem mais histórias gravadas na memória dos moradores do bairro onde está localizado e daqueles que viveram seus dias de glória. 

Tudo bem, penso eu como Poliana, pode surgir ali um belo condomínio ou um residencial de alto nível que servirá para valorizar ainda mais aquele canto simpático de Miracema ou ainda acreditam que com a salvação do Estádio Irmãos Moreira o futebol da cidade estará a salvo? 

Tenho certeza de que em dois ou três anos ninguém se lembrará da AAM como não lembram da Usina Santa Rosa, da Fábrica de Tecidos, do Bar Pracinha, do Bar do Zé Careca, do Hotel Assis, do Hotel Braga e outros patrimônios da nossa rua Direita, que um dia foi centro histórico e hoje apenas guarda uma história. 

Palco e arquibancada

  Eduardo Afonso escreveu hoje, em sua coluna em O Globo, sobre um concerto precisando de conserto. E este colunista, que vos fala, acrescen...