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O tema é futebol: O ontem e o hoje em discussão

É só chegar na terrinha que as pautas para a coluna transbordam de assuntos interessantes e, no sábado de aleluia, o papo não poderia ser diferente, o futebol nosso de cada dia e as comparações do hoje com o ontem,  me envolveram na discussão e me colocaram um valor que nem sei se sou merecedor, larga modéstia de lado, Penacho.

No Fat Cat, onde tive o grande prazer de rever minha amiga Margareth Damian, a reunião de velhos e novos amigos estava animada e o assunto nem sempre era o futebol, os bailes, as festas, os encontros para dançar nas varandas e salas nos anos 60, quem foi ou quem ficou, quem saiu ou quem permaneceu na cidade, as recordações são sempre ponto de partida para a prosa para a turma mais antiga nestes reencontros.

E não é que o futebol de hoje entrou em destaque? Afinal teríamos um Fla x Flu no domingo de Páscoa e nas mesas haviam rubro-negros e tricolores e o tema não poderia passar em branco. E não é que foi aí que veio a grande surpresa para escriba? Sim, o Sefinho começou a falar do Negueba, ops, do Marcelo Cirino, elogiando o atacante do Flamengo e algum parceiro, me perdoe se perdi o nome, disse lá da outra mesa: 

- E esta dupla aí (eu e o Cacá Moura) quanto valia no futebol de hoje?

Fizemos uma pausa e, sem nenhuma modéstia, mandei: Certamente seria uma das transações mais milionárias do futebol brasuca, Houve contestação, claro, sem contestação não há uma boa discussão, e de certa forma bem interessante. O Fernando colocou no ar:

- O futebol de ontem e de hoje não pode ser comparado, quem de vocês, no tempo do futebol romântico, poderia imaginar uma venda para Europa ou coisa parecida? Se jogassem hoje, com a preparação forte opção por jogadores fortes e altos, vocês dois teriam futuro?

Boa colocação, com a qual concordo plenamente, a geração de hoje é menos privilegiada em técnica, como foi a nossa, e mais bem provida de força física e velocidade, talvez nenhum de nós tivéssemos a sorte de ser uma estrela nos dias de hoje. Será? 

A dúvida fica no ar, mas o assunto não fugirá das mesas de bar e, como disse certa vez o atacante Ronzê, do Bandeirantes, este sim, um misto de talento e força, em um dos nossos encontros nos domingos, na Kiskina: 

- Se jogássemos hoje estaríamos em um Barcelona, um Milan ou em um Real Madrid, mas no nosso tempo o melhor era ficar por aqui porque no Rio daquele tempo só tinha fera e não estas babas que vejo jogar nos dias de hoje. 

E este papo com o Ronzê já tem uns cinco ou mais anos e permanece atual como nos anos 90 ou início dos anos 2000 o Rio continua infestado de bondes e trombadores, mas com uma diferença, por aqui não se faz mais craques ou artilheiros como Cacá, Thiara, Genuíno e, humildemente, este locutor que vos fala. Certo? 

Comentários

Valeu pelo papo e pelo reencontro com você e com os casais, como a Fernanda e Tiago e também com a Pompéia e o gozador do Cacá Moura.

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