Pular para o conteúdo principal

Visitando o circuíto ibérico

Logo no primeiro dia, em Barcelona, visitamos o famoso Bairro Gótico, o mais antigo da cidade, assim chamado devido ao grande número de construções góticas nele existentes, como a belíssima Catedral, cuja construção foi iniciada no séc. XIII, mas apenas terminada no séc. XIX, altura em que foi completada a fachada.

As Ramblas, a movimentada avenida central da cidade, a Praça da Catalunha, com as suas belas fontes, Passeio de Gracia, avenida com comércio elegante que foi construída no seculo passado, as Casas Millá (La Pedrera) e Battló, obras-primas de Gaudi, a Igreja da Sagrada Famíliam (foto), belo exemplar da arquitetura modernista de Gaudi, que trabalhou na sua construção até à data da sua morte, o Parque de Montjuich e o Estádio Olímpico. Tudo isto fotografado e filmado por nós. 

Seguimos em diante e a viagem continua, saída para Valência, uma das mais antigas e terceira maior cidade espanhola, fundada pelos romanos no ano de 138 a.C. com o nome de Valentia Edetanorum. 


Valência é ainda hoje uma das cidades mais dinâmicas do país, com uma excelente gastronomia, onde os pescados e o famoso arroz ou paella valenciana, têm um lugar muito importante. 
As festas também têm grande destaque, como se pode comprovar com as Fallas (foto), que ocorrem no mês de março, e, por sorte, nos dois dias que por lá estivemos a festa deles, que é como o carnaval nosso, estava a todo vapor. 

Domingo chegou e lá estávamos nós em direção a capital da Espanha, Madri, conquistada dos mouros em 939, pelo rei Ramiro II, só em 1083, com D. Afonso VI, passaria definitivamente para a posse dos reis cristãos e seria elevada à categoria de capital espanhola apenas no reinado de Filipe II em 1561. Devido ao seu isolamento geográfico, só depois da chegada da linha férrea no séc. XIX, é que se tornou na maior cidade da Espanha.

Santiago Bernabeu, a casa do Real Madrid, em pauta para mais uma visita, e desta vez deu para dar uma rápida passada pelo Estádio Vicente Calderon, do rival Atletico, e mais tarde, na visita panorâmica da Abreu Tour, percorremos os seus principais bairros e monumentos: Praça de Espanha, com o monumento a Cervantes, Gran Via, a principal artéria comercial da cidade ladeada de belos edifícios.

Visitamos  dos mais belos monumentos,  a Praça Cibeles, com a sua harmoniosa fonte dedicada à deusa grega da agricultura e fertilidade, o Passeio do Prado, com o seu famoso museu, a antiga estação ferroviária de Atocha, hoje decorada com um belíssimo jardim tropical, o Parque do Retiro, a Praça de Toros de Las Ventas, a mais bela de Espanha, o Passeio da Castellana, a principal avenida da cidade com os seus bonitos jardins e fontes, a Praça da Porta do Sol e a Praça do Oriente (com o Palácio Real, o Teatro da Ópera e a estátua de Filipe IV). 


Gostoso é passear pe a principal avenida da cidade com os seus bonitos jardins e fontes, a Praça da Porta do Sol e a Praça do Oriente (com o Palácio Real, o Teatro da Ópera e a estátua de Filipe IV). 

No próximo encontro mais um capítulo do tour europeu 2015 da família, que desta vez teve a inclusão da mana Maria Celeste. Combinado? 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O CENTRO HISTÓRICO DE MIRACEMA

O que é um centro histórico de uma cidade? É tudo aquilo que um dia foi história e, certamente, onde tudo começou. Correto. Então o centro histórico de Miracema seria na Praça Dona Ermelinda e seu entorno? Certo? Não. Pelo menos no ponto de vista de algumas pessoas da cidade o Centro Histórico é tão somente a Rua Direita, que anos atrás era o pulmão do município e hoje, infelizmente, o que resta são os poucos casarões que embelezam a atual Rua Marechal Floriano. Em coluna especial, no meio deste ano, sugeri que este nome, Marechal Floriano, fosse retirado e que a Rua Direita se dividisse em quatro partes, cada uma levando o nome de um dos heróis da emancipação, ou seja, “Os Quatro Diabos”. Uns gostaram e outros me criticaram, mas é apenas uma opinião de um miracemense ausente e você pode ter a sua que não contestarei em hipótese alguma. O centro histórico não tem mais os bazares, como a casa Cacheado, os armazéns, como o do Seu Pinheiro, as sorveteiras, como a do Abdo, os bares, como ...

AO SOM DE CARTOLA, ELIS E OUTROS

Revendo textos - Esta é de outubro de 2005    Quatro horas da tarde. Lá fora o sol forte, aqui dentro o ar refrigerado ligado no limite e na vitrola o disco de João Gilberto, em volume médio, toca para motivar este velho escriba a falar sobre música e artistas. Ligo para meu amigo Motta, que está na internet –sua nova companheira- e me recuso, no momento, a entrar na grande rede. O telefone toca. Penso em não atender. Marina chama: É prá você. É o Solon. Bingo. Era o que precisava para traduzir certas canções de Cartola. Pensava até em ligar para o Nascimento, lá em Miracema, mas Solon chegou na hora.  Fala aí, amigo velho. – Amigo velho, não. Velho amigo. Fica mais poético e mais saudável. – O que manda? – Acho que preciso de alguém para conversar, estou só e os dedos estão cansados demais para dedilhar nas teclas do computador. – Eu até gostei de sua ligação. Tava pensando em fazer umas colocações sobre a música de Cartola e só mesmo quem viveu estes momentos pode divid...

As badaladas da Ave Maria

São várias lembranças que me fazem buscar o computador e escrever, antes de que desapareça de meu pensamento, sobre o cair da noite, ou o cair da tarde na linguagem poética, principalmente de Augusto Calheiros em sua Ave Maria, datada de 1953, e que fez um punhado de senhorinhas, que sentavam à beira da calçada, suspirarem com a passagem do seu possível par romântico nos bailes da vida.  Pode ser também a angústia que me bate nestes períodos, lembrando dos dias solitários no Rio de Janeiro, quando pensava em Miracema e declamava os versos de Fernando Nascimento:  "Quando a lua desce aqui no Rio, eu sinto ânsia, sinto angústia, sinto frio. Quando a Lua nasce cor de prata eu relembro Miracema em serenata." E seria a lembrança de minha mãe, que nesta segunda-feira, 29 de julho, completaria o seu centenário, que não será comemorado em vida, mas a lembrança das velas acesas, para esperar as badaladas, que na verdade eram as seis badaladas da manhã repetidas à noite, e que também s...