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Papo de Calçadão: Um amigo nada amigo

Ontem eu, creio, perdi um amigo, que aliás se ficar brigado comigo não é um amigo que merecia meu respeito ou minha amizade, e tudo por causa de uma discussão, com razão deste que vos fala, sobre Fluminense, Flamengo, Ferj e favorecimentos para a conquista de títulos estaduais.

Passava, calmamente e caminhando devagar, como sempre faço, pelo Calçadão de Campos e levei um dedo de prosa com Arleide, o moço de Italva, promotor de grandes eventos na cidade goitacá, e ao sair do banco onde estávamos o tricolor se aproximou e começou a falar de favorecimentos ao Flamengo sem ninguém na roda estar falando de futebol.

- Calma, Betinho, ninguém aqui está discutindo futebol, estamos falando dos shows que o Arleide promoveu e sobre a música de ontem e de hoje, era Amaro tetando tirar o foco de uma possível discussão.

- Tem isto não, estava atravessado há muito tempo e tinha que falar para vocês, rubro-negros apaixonados, que a federação ajuda demais este tal de Flamengo e por isto vocês tem mais títulos que o meu Fluminense.

Aí eu parei, pensei, refleti bastante se iria ou não responder ao chegante ou deixar o barco rolar como se nada tivesse acontecido. Porém, tem sempre um porém, minha vida de homem calmo, aquele que aceita o fim de uma discussão sem levar ou ganhr vantagem, acabou e não me contive, falei o que sinto e o que vi para o camarada, que ficou com uma bronca sem tamanho.

Seguinte, Betinho, vamos aos fatos: Você falou da tal papeleta amarela, falou do campeonato deste ano e que os árbitros são todos flamenguistas, mas vou te dar três títulos para você analisar se o Flamengo está sozinho nesta empreitada.

1971 - Maracanã. Decisão com o Botafogo e eu estava na arquibancada, atrás do gol do goleiro Ubirajara e vi a falta de Marco Antonio no goleiro do Botafogo e o gol de Lula confirmado pelo árbitro do jogo, José Marçal Filho, e, consquententemente o título do tricolor. Aqui estava como torcedor neutro, amante do futebol.

1985 - Maracanã. Decisão contra o Bangu, eu estava atrás do gol do Bangu, como ponta da transmissão da Campos Difusora, e vi a falta em Cláudio Adão, que entrava livre para marcar e dar o possível título ao Bangu contra o Fluminense. O árbitro José Roberto Writh viu a penalidade e não marcou, preferiu terminar o jogo e com o resultado o Fluminense foi campeão.

2002 - Maracanã e outros estádios - Americano campeão da Taça Guanabara. Americano campeão da Taça Rio. Novo arbitral, arrumado com urgência, e o regulamento é rasgado e mudado. Quadrangular com Americano, Bangu, Friburguense e Fluminense e, no jogo final, cuja combinação de resultados poderia dar o título ao time campista ou ao Bangu, e, claro, ou Fluminense, se vencesse, no último lance do jogo o goleiro Eduardo, do Bangu, subiu de cabeça e marcou o gol que daria a vitória ao time de Moça Bonita, mas o árbitro, Reinaldo Ribas, que nunca mais apitou, anulou o gol e o Fluminense foi campeão.

E o que é pior, só as emissoras de rádio estavam presentes e a tevê não transmitiu nem filmou o jogo, nem me perguntem porque, e por isto não tem registo da vergonha que foi a partida, mas eu estava lá.

Tudo relatado, desabafado e o Betinho saiu gritando que eu era ingrato com ele e que não queria mais falar comigo, nunca mais, no que o Arleide falou: - Este cara não é seu amigo, gosta de atrapalhar o assunto, falar o que quer e não gosta de ouvir as verdades.

E assim, amigos e seguidores, por estas e outras, que gosto da conversa de bola lá do Armazém do Lenílson, onde a amizade é sempre preservada e nunca maculada com uma discussão tola como esta relatada aqui nesta coluna.

Abraço a todos os flamenguistas e tricolores que vivem em paz, como eu e meus amigos amantes da bola e do Fluminense.

Comentários

Isso sem falar na época em que o Otávio era o presidente FCF, só dava Fluminense, o Flávio Minuano entrou duas vezes em campo sob efeito suspensivo ou coisa parecida em 1969, e nos dois jogos foi decisivo. O Wilton ganhou junto com o Armando Marques um FlaFlu, com um golzinho com a mão, isso ficou na história.Eles só gostam de falar de ladrilheiro, de papeleta. Na final de 69 o Armando expulsou o Domingues por reclamar de um gol do Claudio, totalmente impedido, finais com o Flu era pó de arroz na certa nas comemorações. Mudamos o quadro. Se vendemos mais, é porque somos maioria, hoje em dia o lema é: que vença o maior, não o melhor.
Adilson Dutra disse…
Arrematou bem, esta foi, como diria o Mano Belo, do Canário.

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