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Uma festa para nossos ídolos

Estava pensando com meus “botões”, será que a cidade aceita minha ideia de homenagear craques inesquecíveis e aqueles bons jogadores, que jamais ninguém se lembrou dele, exceto eu e outros amigos que os vimos jogar? Será que a municipalidade aceita a sugestão de fazer uma confraternização com estes grandes talentos não reconhecidos do nosso mundo da bola?

São perguntas que me faço constantemente para depois me lembrar de várias seleções de craques não famosos e outras tantas de jogadores que tem seus nomes registrado na história da bola e nunca receberam sequer um muito obrigado do torcedor miracemense.

Já contei aqui das minhas seleções, de meus times do sonhos, melhores que vi jogar, melhores que já joguei e até você, que me lê agora, sabe de cor e salteado a minha escolha pessoal, mas não sabe, ainda, quem são aqueles que sempre admirei e foram coadjuvantes de grandes craques, tipo, lá no Flamengo, o volante Merica, que era o faz tudo enquanto os meias tocavam o piano que ele carregava com entusiasmo e competência.

Sabem vocês que Rubinho Camelo foi meu grande ídolo da camisa 1, um dos três melhores que vi jogar em todos os tempos, mas vocês não sabem que Clecy Brandão foi também um cara que tinha tudo para brilhar em qualquer lugar do planeta bola, como jogava aquele moço, clássico, elegante e bem mascarado para seu tempo. 

E o Lé, que seguiu o caminho inverso meu? Jogava uma barbaridade e com uma simplicidade incrível, Lé saiu de Campos para Miracema e por aí está até hoje contando seus bons momentos com a camisa do Tupan. Sabe quem me lembra quando conto as histórias do Lé? Os da minha geração irão entender o que penso: Seu futebol tem traços, e bota traços nisto, do ótimo Paulinho Lolita, que formou  o melhor meio campo de minha época com o craque Ademir. 

Deu para perceber o talento do Lé? E o Juarez Beiçola? Que o Polaca sempre entregou a camisa 8 e o considerava titular absoluto. Juarez jogou com o Clecy e era, segundo aqueles mesmos que achavam o mesmo de Ademir da Guia, o craque do Palmeiras, lento demais. Perguntem ao Otavinho se Juarez era inteligente nos lançamentos? 

Melhor do que ele foi o Vadeco, mas este já está até no time dos sonhos e nas seleções de todos os tempos, hoje é dia de lembrar daqueles que fizeram a história ser mais perfeita, os chamados coadjuvantes, como o Pernoca, alto, magro e apesar de vez em quando apelar para as cacetadas, quando as pernas não obedeciam, sabia jogar e viveu uma fase espetacular jogando no Esportivo.

Tem aqueles fortões, chamados de trombadores, com rompante de centro avantes bem ao estilo Vavá, como o Juquinha, Zé Paulo, Jucão, Besouro, Onofre, inclusive estes dois se revelaram como bons zagueiros e hoje me fazem lembrar do Odvan, ora butinada, ora classe, será que tinham classe mesmo? Neste estilo, atacante porrador e goleador, estava também o Edil, lá de Venda das Flores, mas este sabia jogar e anexava a coragem, a força e o faro de gol para ser um dos melhores da cidade de todos os tempos.
Viram só? Já falei em um punhado de gente boa e fugi do objetivo, que é tentar fazer com que a cidade, leia-se Câmara de Vereadores e Prefeitura, entenda que é preciso mexer com a memória e fazer uma festa, simples e humilde como todos estes camaradas citados aqui e outorgar a alguns destes medalha de mérito esportivo que poderia ter o nome de nossos eternos ídolos e craques maravilhosos. 

Comenda Jair Polaca, Comenda Nézio Castro, Comenda José do Carmo, Comenda Gérson Coimbra,  Medalha de Mérito Esportivo Milton Cabeludo, Medalha de Mérito Esportivo Lauro Carvalho, Comenda de Mérito Esportivo Bitico e por aí vai, quem sabe a cada ano um destes craques ou abnegados do nosso esporte possam ser lembrados? 

Fica a dica. 

Comentários

Gilson Coimbra disse…
Se conseguir isso, parabéns !!!!Se desejar fotos, tenho algumas...
Adilson Dutra disse…
Impossível conseguir em uma cidade sem memória meu amigo Gilson.

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