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Duas histórias, duas goleadas e dois abandonos - Parte 1

Certa vez o Rubinho Camelo, um dos três maiores goleiros que vi jogar, me disse: “Adilson, suas crônicas são ótimas e eu gosto de ler, mas você não conta nem uma história sua e você tem um monte de coisas boas para contar, afinal foi um grande artilheiro”.

Tem razão o meu amigo Rubinho, eu conto pouco dos meus causos e vitórias, acho que fica um pouco pessoal a coluna e não foi cansar o leitor contando minhas histórias. Porém, tem sempre um porém, hoje vou abrir uma exceção e contar logo duas, uma como jogador e outra como técnico, aliás na única partida em que senti o gostinho de ser treinador.

A primeira aconteceu na inauguração dos refletores do Estádio Municipal Plínio Bastos de Barros e o jogo valia pelas Olimpíadas Militares de 1968 reunindo os TGS de Miracema e Santo Antonio de Pádua, que aliás tinha um time que era a base do Paduano.

Nosso Tiro de Guerra, o famoso TG 217, era comandado pelo Sargento João Onildo do Couto, que também era nosso treinador, e a base do time, ou melhor, o time inteiro, era do Vasquinho, invicto há mais de dois anos e campeão de todos os torneios ou campeonatos que disputou na cidade ou região.

Zé Navalha, David, Piazza, Gilson e Vilmar, Geraldinho, Celestino e Júlio, Thiara, Cacá e Adilson, os onze titulares que entraram em campo contra o TG 002, de Pádua, para o jogo que seria preliminar de Seleção de Miracema x Vasco da Gama (juvenis) que era a principal atração da festa organizada pela Prefeitura da cidade e pela Liga Miracemense de Desportos.

Bola rolando e com menos de dez minutos o placar já estava 2x0 para o TG 217 e o “baile” começara com um gol meu e outro de Cacá, ambos em jogadas da dupla Júlio, lançando, e Thiara, cruzando pelo lado direito. Mais dez minutos outros dois gols, um do Thiara, um do Cacá e, não sei se foi a pedido do sargento paduano ou se do prefeito José de Carvalho, mas o jogo acabou antes de chegar a primeira meia hora. 

Um jogo encerrado precocemente, mas que ficou na memória de todos nós, do TG 217 e do torcedor miracemense, e foi tão bom que mesmo dia eu, Cacá, Júlio e Thiara fomos convidados para seguir com a delegação vascaína para testes no Rio de Janeiro, mas isto é causo para outras colunas.

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