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Culinária europeia = Parte 1


Eu tive problemas sérios para me acostumar com a comida européia, claro que em Portugal foi fácil escolher e muito mais fácil ainda pedir, se o bacalhau é divino em qualquer canto deste nosso país imagine na terra dos especialistas? 

Comer um bacalhau no Adegão Português, em São Cristóvão, no Rio de Janeiro, é ótimo, porém, tem sempre um porém, sentar à beira do Rio Tejo, em um restaurante chique, pedir bacalhau em quatro receitas diferentes, é algo para turista que sabe o que quer.

Mas nem tudo são flores nas viagens, na Espanha, onde a paella é o prato principal, tive dificuldades na primeira vez que por lá passei. O cardápio é mais variado do que em outros
países, mas o peixe é uma constante em todos eles. Frango, massas ou um bom bife aparecem nos restaurantes ou pensões, mas uma boa opção foi pedir uma especiaria difícil cá pelos nossos lados, perdiz, que chegou com cara de quem vai comer e dizer: Fantástico.

Se a fome bater e estiver perto de uma padaria pode pedir um pão com presunto, lá chamado de Jamon, que vai se deliciar com o melhor dos melhores. O porco pata negra é “matéria prima” para o melhor presunto do mundo. Vale conferir.

Antes de continuar a prosa sobre comidas européias é bom ir logo dizendo que estes pratos, logicamente, são melhores degustados com um bom vinho na taça, ou na copa, como dizem os de língua espanhola, mas não se esqueçam de pedir sempre o vinho da casa, é mais qualificado e com um preço menos salgado do que aqueles de marcas famosas.


Alguém vai perguntar: E a pizza italiana é tudo de bom? Diferente das nossas e com um toque muito particular. Gostei, claro, mas o melhor de tudo é entrar em uma tradicional cantina italiana, como em Florença ou Veneza, olhar o entorno do lugar e ver a peculiaridade de cada detalhe da casa. O vinho também é produzido especialmente para eles e a massa, bem, a massa é realmente especial e tudo de bom.

Arrhhgg! Comida inglesa não, por favor. Não há pior do que uma comida dos nascidos na Inglaterra, o arroz é terrível, quando existe, e a tal de batatas com peixe é simplesmente incomível. Não dá, em território inglês eu preferi a boa massa italiana e, por sorte, achei, na Trafalgar Square, um ótimo restaurante bem ao nosso estilo, churrasco, batata frita e um molho especial. Deu para sentir o sabor de uma boa carne, mas foi só e com muita sorte mesmo.

E por falar em carne, bife ou churrasco confesso, a melhor carne do mundo dizem ser dos chilenos e dos argentinos, provei em Santiago e Buenos Aires e realmente gostei, tem um quê diferente e um sabor bem típico dos andinos e platenses, mas o melhor bife, a melhor carne, que até hoje ainda está entranhada no meu olfato e no meu paladar, foi a que comi em Berna, na Suíça. Apenas uma frase para justificar o elogio: É o manjar dos deuses. Precisa mais?

Então veja a parte 2

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