Hoje, ao receber a cédula de votação dos melhores do ano, enviada pela assessoria de imprensa da CBF, lembrei que um dia me perguntaram qual foi o melhor time que já vi jogar em toda a minha vida. Não vacilei ao responder que foi o meu Vasquinho, não o C.R. Vasco da Gama, o tradicional e querido clube de São Januário, foi mesmo um Vasco no diminutivo, criado pelo Edson Monteiro de Barros e pelo Clarindo Chiapin, dois vascaínos fanáticos e amantes do futebol.
Aquele time era a continuação de um outro, formado pelo genial Alberto Cid de Carvalho, o Bitico, craque de bola e com uma paciência de Jó para lidar com as crianças metidas a jogadores de futebol. Aproveitando o sucesso da molecada, no meio da década de 60, a dupla Edson/Clarindo chamou a responsabilidade e um novo time foi criado, com o comando técnico do Bizuca, que naquele tempo ainda fazia bonito no gol do Tupã EC.
A base dos meninos do Bitico foi mantida, principalmente no ataque, onde Eu, Thiara e Pintinho formávamos um trio bem veloz e, que me perdoe a imodéstia, velozes e mortais. Eu comecei pelo ataque e falando de mim? Claro, pela primeira vez abro o meu coração e, como um dia me pediu o Rubinho Camelo, o goleirão do Miracema FC, precisava contar um pouco do que fiz.
Mas o time não era só ataque, muito pelo contrário, o meio campo era o que já vi de melhor em todos os tempos. Um craque, Geraldinho, que se jogasse hoje era uma mistura de Felipe Melo com Diego Souza, força, raça, coragem e classe, mas tudo isto misturado com um pouco de loucura a serviço da vitória de seu time.
Ao lado de Geraldo dois caras sutis e clássicos, Celestino, veloz, inteligente e criativo, e Júlio, um passador de bolas como poucos, a categoria de um maestro e uma genialidade impressionante para criar jogadas para o trio acima citado. Como Júlio vi poucos e para comparar com a turma desta geração só mesmo dizendo que seu estilo era aquele que vimos em Zinedine Zidane, sem exageros, podem acreditar.
Nosso goleiro era instável, mas de uma presença marcante quando chamado, Zé Navalha tinha os ensinamentos do cunhado, Bizuca, mas não era um protegido, jogava porque era realmente o melhor de todos. A defesa se completava com o Luiz, um lateral já moderno naquele tempo, Teco, raça ao estilo zagueiro-zagueiro, Gilson, pesado para a lateral foi se destacar no meio da zaga, e Vilmar, cujo ponto forte era a boa chegada na linha de fundo e o revezamento com o Pintinho ali pelo lado esquerdo.
Depois aconteceram algumas mudanças, o Luiz foi prá zaga central e o Vagner entrou na lateral direita, o Gilson voltou para a esquerda e o Eduardo Amaral, o Piaza, entrou e tomou conta da quarta zaga. Um senhor jogador de bola, equilibrado, calmo e com uma técnica apurada e fazia jus ao apelido herdado do craque do Cruzeiro.
Este time foi aos poucos se modificando, a defesa principalmente, e quando o Vasquinho fechou as portas, para a recriação do C.E. Miracemense, ganhamos novos companheiros e os garotos que não tinham idade para o juvenil foram substituídos e a principal novidade foi a chegada do Cacá Moura, que tomou o lugar do Pintinho no ataque e formou-se ali um ataque, que segundo o Fernando Nascimento, era o terror de todos os butinudo da cidade.
Viu só, ainda não me defini quem são os melhores do Brasileirão 2010 e ainda não encontrei o melhor time que vi em todos os tempos. Geneci, um goleiro que só não foi melhor porque não quis, poderia ocupar o lugar do Zé Navalha, o David, que chegou ao grupo só quando houve a fusão do Esportivo com o Tupã, se alinha perfeitamente na lateral direita, como eu já disse em outras colunas, o Chiquinho, que saiu de Paraíso para o Flamengo e hoje é treinador da base do Bahia, também caberia como uma luva neste time de sonhos.
Êpa! Se eu colocar o Chiquinho eu vou perder o lugar, Cacá Moura, Thiara, Chiquinho, Pintinho e eu onde é que entro? Vou logo escalando o ataque com Thiara, Cacá e Adilson, o Chiquinho ficou muito pouco tempo e não cabe neste time e o Pintinho foi para o time de cima e perdeu a vez. Estamos combinados?
Zé Navalha, David, Gilson, Piazza e Vilmar, Geraldinho, Celestino e Júlio, Thiara, Cacá Moura e Adilson, é o escolhido, sabem por quê? Este time jogou junto até 1970 e em 1969 foi o time do TG217, que segundo o Sargento Couto, nosso comandante, era um dos melhores que ele já viu jogar.
Assim eu assino embaixo e concordo com ele. Se você viu pode aprovar, ou não, se não viu pergunte a quem um dia teve a felicidade de ir ao Estádio Municipal e ver esta garotada jogar futebol.
Canal do Dutra: Uma conversa de bola, viagens e do cotidiano. Aqui posto vídeos, crônicas e converso com vocês.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
POLÍTICA NÃO É O MEU FORTE, MAS...
Ando meio afastado da minha cidade, não me perguntem o motivo porque não há motivo para isto, é apenas falta de tempo e falta de tempo para um aposentado é coisa rara e pode servir de desculpas para algo inconcebível com este de não ir a terrinha há quase três meses.
Por estar afastado e não estar ouvindo as dicas dos conterrâneos para as minhas crônicas aqui no Dois Estados, os assuntos ficam escassos e entro de sola nos meus arquivos em busca de algo agradável para contar para os amigos leitores das páginas do nosso jornal.
Falar de futebol e contar histórias já me parece bem batido, o repertório está no final e guardo algumas para o livro que vem por aí. Política é um prato cheio para quem adora o assunto, eu, pelo contrário, não sou chegado e fico de longe apenas observando e aplaudindo, como faço agora assistindo a chegada de um novo líder, Juedir Orsay, que com quase oito mil votos na cidade, nas últimas eleições, e se posta como grande nome da política local.
Há de se respeitar tal façanha, a cidade precisa de cabeças e pensamentos novos e já faz algum tempo que não surge tal liderança mais jovem. Podem até não concordar comigo, sei que oito mil votos correspondem a metade dos votos apurados, mas metade dos votos é muita coisa para quem está há pouco tempo no ramo. Ou estou enganado?
Mas eu dizia que não gosto de política e que me negócio é bola, seja ela do tamanho que for e de que esporte for, e cá me vejo falando sobre o assunto indesejado, mas foi só uma recaída para aplaudir um amigo de longa data e abraçar, aqui do espaço, esta nova cabeça pensante da cidade, daqui prá frente eu volto ao meu assunto preferido e estamos conversados.
Gosto de chegar na cidade quando o Dois Estados vai para as bancas e para as ruas, levado sempre pelas mãos de Nelson Barros e Maurício Monteiro, dois apaixonados pelo jornal e pelo jornalismo e que são responsáveis por tudo que vocês lêem por aqui, juntamente com o Laélson, que também é Barros. E sabe porque eu gosto de chegar junto? Para ouvir novos causos, novas ideias para a coluna e assim não ter que falar de coisas que eu não conheço e que não aprecio.
Ouço sempre as retretas da Banda Sete no jardim, mas gostaria de ver novamente a turma do Clube do Choro (seria este o nome?) que um dia me emocionou com um recital maravilhoso. Tomara que não tenha se desfeito e estou esperando o convite do Jadinho Alvim para ouvir esta turma de músicos maravilhosos e assim ter mais um assunto do meu ramo para nossos próximos encontros aqui no espaço.
A turma da bola não me manda notícias do que acontece nos dias de hoje. O Jorge Oneide não me liga mais contando as vitórias de seu time, o Brecoco e o Luis não me falam das promoções ou dos eventos organizados pela Liga Desportiva de Miracema e assim eu fico órfão do meu “filho” mais querido, o futebol da terrinha. Que tal voltar a me alimentar com as notícias do futebol miracemense?
Sabe por que eu cobro? Para não repetir por aqui as colunas que publico em Campos ou Cachoeiro do Itapemirim, onde o futebol brasileiro é o destaque e as histórias são bem diferentes daquelas que conto por aqui. No Dois Estados os personagens principais são nossos conhecidos e velhos amigos de muitos anos, como o Rubinho Camelo, um dos mais perfeitos goleiros que conheci, o Thiara, ponta veloz e amigo de infância, adolescência, juventude e agora na terceira idade.
São histórias como as de Nenenzinho, meu saudoso amigo e barbeiro, carnavalesco e contador de causos como poucos; do Bizuca, que há alguns anos não vejo e que tenho saudades do seu tempo de goleiro e de técnico do nosso Vasquinho. Do Jaci, do Edson, do Maninho, estes infelizmente não estão conosco, mas são fontes seguras de belas histórias.
Estarei por aí em breve e com o gravador na bagagem para ouvir novas histórias e novos causos, mesmo que sejam daqueles incríveis e inacreditáveis jogos ou lances que até Deus duvida, como os gols de Jucão naquela virada do Miracema FC ou dos causos do Jair Polaca, um de meus personagens mais queridos. Combinado?
Por estar afastado e não estar ouvindo as dicas dos conterrâneos para as minhas crônicas aqui no Dois Estados, os assuntos ficam escassos e entro de sola nos meus arquivos em busca de algo agradável para contar para os amigos leitores das páginas do nosso jornal.
Falar de futebol e contar histórias já me parece bem batido, o repertório está no final e guardo algumas para o livro que vem por aí. Política é um prato cheio para quem adora o assunto, eu, pelo contrário, não sou chegado e fico de longe apenas observando e aplaudindo, como faço agora assistindo a chegada de um novo líder, Juedir Orsay, que com quase oito mil votos na cidade, nas últimas eleições, e se posta como grande nome da política local.
Há de se respeitar tal façanha, a cidade precisa de cabeças e pensamentos novos e já faz algum tempo que não surge tal liderança mais jovem. Podem até não concordar comigo, sei que oito mil votos correspondem a metade dos votos apurados, mas metade dos votos é muita coisa para quem está há pouco tempo no ramo. Ou estou enganado?
Mas eu dizia que não gosto de política e que me negócio é bola, seja ela do tamanho que for e de que esporte for, e cá me vejo falando sobre o assunto indesejado, mas foi só uma recaída para aplaudir um amigo de longa data e abraçar, aqui do espaço, esta nova cabeça pensante da cidade, daqui prá frente eu volto ao meu assunto preferido e estamos conversados.
Gosto de chegar na cidade quando o Dois Estados vai para as bancas e para as ruas, levado sempre pelas mãos de Nelson Barros e Maurício Monteiro, dois apaixonados pelo jornal e pelo jornalismo e que são responsáveis por tudo que vocês lêem por aqui, juntamente com o Laélson, que também é Barros. E sabe porque eu gosto de chegar junto? Para ouvir novos causos, novas ideias para a coluna e assim não ter que falar de coisas que eu não conheço e que não aprecio.
Ouço sempre as retretas da Banda Sete no jardim, mas gostaria de ver novamente a turma do Clube do Choro (seria este o nome?) que um dia me emocionou com um recital maravilhoso. Tomara que não tenha se desfeito e estou esperando o convite do Jadinho Alvim para ouvir esta turma de músicos maravilhosos e assim ter mais um assunto do meu ramo para nossos próximos encontros aqui no espaço.
A turma da bola não me manda notícias do que acontece nos dias de hoje. O Jorge Oneide não me liga mais contando as vitórias de seu time, o Brecoco e o Luis não me falam das promoções ou dos eventos organizados pela Liga Desportiva de Miracema e assim eu fico órfão do meu “filho” mais querido, o futebol da terrinha. Que tal voltar a me alimentar com as notícias do futebol miracemense?
Sabe por que eu cobro? Para não repetir por aqui as colunas que publico em Campos ou Cachoeiro do Itapemirim, onde o futebol brasileiro é o destaque e as histórias são bem diferentes daquelas que conto por aqui. No Dois Estados os personagens principais são nossos conhecidos e velhos amigos de muitos anos, como o Rubinho Camelo, um dos mais perfeitos goleiros que conheci, o Thiara, ponta veloz e amigo de infância, adolescência, juventude e agora na terceira idade.
São histórias como as de Nenenzinho, meu saudoso amigo e barbeiro, carnavalesco e contador de causos como poucos; do Bizuca, que há alguns anos não vejo e que tenho saudades do seu tempo de goleiro e de técnico do nosso Vasquinho. Do Jaci, do Edson, do Maninho, estes infelizmente não estão conosco, mas são fontes seguras de belas histórias.
Estarei por aí em breve e com o gravador na bagagem para ouvir novas histórias e novos causos, mesmo que sejam daqueles incríveis e inacreditáveis jogos ou lances que até Deus duvida, como os gols de Jucão naquela virada do Miracema FC ou dos causos do Jair Polaca, um de meus personagens mais queridos. Combinado?
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
SERIA MOURINHO UM NOVO ZEZÉ MOREIRA?
Na terça-feira, assistindo ao jogo Auxerre x Real Madrid, pela Liga dos Campeões da Europa, tive a certeza de que o esquema de José Mourinho é uma cópia daquele implantado por Zezé Moreira, nos anos 50, no Fluminense, onde a vitória por 1x0 era considerada uma goleada e o importante era vencer e conquistar títulos.
Na temporada passada, quando comandou brilhantemente a Internazionale, de Milão, Mourinho irritou os adversários com um forte esquema defensivo e um muro intransponível no meio campo, deixando Etto’o livre na frente para se movimentar pelos dois lados e o argentino Milito com a responsabilidade de concluir as jogadas.
No tricolor de Zezé Moreira quem flutuava era Telê Santana, leve e solto pelos flancos, e quem finalizava era Valdo, um baita artilheiro que foi terminar, com sucesso, sua bela carreira jogando no Valência, da Espanha.
O Real Madrid ainda não se adaptou a Mourinho e creio que o português também não esteja bem a vontade no comando do time merengue, deram a ele muitos craques para o meio campo, fora de seu estilo, e aos poucos ele vai buscando no elenco as peças para armar o seu tabuleiro de xadrez.
Uma coisa a gente já sabe: Kedira e Ozil disputam uma vaga e Kaká, quando retornar, pode ser o Telê Santana do treinador, coisa que Cristiano Ronaldo ainda não conseguiu realizar e corre o risco de ficar de fora para que Benzema, o francês, se firme no posto que era de Milito, na Inter.
Os veteranos podem até me desmentir, mas que Zezé Moreira fez escola por onde passou eu tenho certeza e que Mourinho aperfeiçoou o esquema do miracemense vencedor eu não duvido. Tire suas dúvidas, você que é mais rodado, na próxima rodada do campeonato espanhol.
Na temporada passada, quando comandou brilhantemente a Internazionale, de Milão, Mourinho irritou os adversários com um forte esquema defensivo e um muro intransponível no meio campo, deixando Etto’o livre na frente para se movimentar pelos dois lados e o argentino Milito com a responsabilidade de concluir as jogadas.
No tricolor de Zezé Moreira quem flutuava era Telê Santana, leve e solto pelos flancos, e quem finalizava era Valdo, um baita artilheiro que foi terminar, com sucesso, sua bela carreira jogando no Valência, da Espanha.
O Real Madrid ainda não se adaptou a Mourinho e creio que o português também não esteja bem a vontade no comando do time merengue, deram a ele muitos craques para o meio campo, fora de seu estilo, e aos poucos ele vai buscando no elenco as peças para armar o seu tabuleiro de xadrez.
Uma coisa a gente já sabe: Kedira e Ozil disputam uma vaga e Kaká, quando retornar, pode ser o Telê Santana do treinador, coisa que Cristiano Ronaldo ainda não conseguiu realizar e corre o risco de ficar de fora para que Benzema, o francês, se firme no posto que era de Milito, na Inter.
Os veteranos podem até me desmentir, mas que Zezé Moreira fez escola por onde passou eu tenho certeza e que Mourinho aperfeiçoou o esquema do miracemense vencedor eu não duvido. Tire suas dúvidas, você que é mais rodado, na próxima rodada do campeonato espanhol.
DEIXEM O HOMEM EM PAZ
Na missa do domingo reencontro o velho amigo Ignácio, um apaixonado pelo futebol e assíduo frequentador da Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, aqui no bairro onde moro.
Ignácio é aquele mesmo que provocou seu professor soltar a famosa pérola sobre o G mudo de seu nome. Não sabe? Então eu relembro: Na chamada da aula o professor lascou um IGnácio, dando ênfase ao G. No que o amigo respondeu: Professor, o g quando usado em nome próprio não tem som algum, é uma letra muda. E o mestre soltou a pérola: Eu "inorava", desculpe.
E depois de algumas gargalhadas, após lembrar o ocorrido de anos atrás, o amigo me perguntou o que me levava até a Igreja do Sagrado Coração.
-Venho sempre que posso e hoje, principalmente, venho agradecer a feliz viagem que fiz e renovar os pedidos de saúde e e paz para a família e os amigos, como você.
- Estou aqui para orar e pedir ao Homem lá de cima que dê um jeito na carreira de meu filho, que precisa de uma força Dele, e também para agradecer pela recuperação da saúde de meu irmão.
A conversa, antes da missa, passou pela política, pelo futebol e por outros assuntos do cotidiano, mas quando o Padre surgiu a pergunta foi rápida: Será para que time torce este Padre? Quis saber Ignácio, entendendo que por ser conterrâneo do cara eu tinha a obrigação de saber.
- O irmão dele é botafoguense, mas ele tem cara de Flamengo, está meio triste e hoje acordou com uma cara meio amarrada.
E você, Dutra, vai pedir alguma coisa a São Cosme e Damião ou a São Judas Tadeu, para tirar o Flamengo do buraco?
Nada disto, igreja é coisa séria e orações eu só faço para coisas sérias, não misturo as estações. Futebol é diversão, é um jogo e algo insignificante perante ao Homem lá de cima, eu não vou ocupar meu Pai com pedido para time ou para vitórias em futebol, Ele tem muita coisa para olhar prá mim e não vou usar minhas preces com estas baboseiras.
No que ouviu isto o amigo Ignácio soltou: Se oração para time de futebol valesse o meu Vasco não teria descido há dois anos atrás, você tá certo, tenho muito que pedir prá minha família e para os amigos. Deixe o Homem em paz.
Ignácio é aquele mesmo que provocou seu professor soltar a famosa pérola sobre o G mudo de seu nome. Não sabe? Então eu relembro: Na chamada da aula o professor lascou um IGnácio, dando ênfase ao G. No que o amigo respondeu: Professor, o g quando usado em nome próprio não tem som algum, é uma letra muda. E o mestre soltou a pérola: Eu "inorava", desculpe.
E depois de algumas gargalhadas, após lembrar o ocorrido de anos atrás, o amigo me perguntou o que me levava até a Igreja do Sagrado Coração.
-Venho sempre que posso e hoje, principalmente, venho agradecer a feliz viagem que fiz e renovar os pedidos de saúde e e paz para a família e os amigos, como você.
- Estou aqui para orar e pedir ao Homem lá de cima que dê um jeito na carreira de meu filho, que precisa de uma força Dele, e também para agradecer pela recuperação da saúde de meu irmão.
A conversa, antes da missa, passou pela política, pelo futebol e por outros assuntos do cotidiano, mas quando o Padre surgiu a pergunta foi rápida: Será para que time torce este Padre? Quis saber Ignácio, entendendo que por ser conterrâneo do cara eu tinha a obrigação de saber.
- O irmão dele é botafoguense, mas ele tem cara de Flamengo, está meio triste e hoje acordou com uma cara meio amarrada.
E você, Dutra, vai pedir alguma coisa a São Cosme e Damião ou a São Judas Tadeu, para tirar o Flamengo do buraco?
Nada disto, igreja é coisa séria e orações eu só faço para coisas sérias, não misturo as estações. Futebol é diversão, é um jogo e algo insignificante perante ao Homem lá de cima, eu não vou ocupar meu Pai com pedido para time ou para vitórias em futebol, Ele tem muita coisa para olhar prá mim e não vou usar minhas preces com estas baboseiras.
No que ouviu isto o amigo Ignácio soltou: Se oração para time de futebol valesse o meu Vasco não teria descido há dois anos atrás, você tá certo, tenho muito que pedir prá minha família e para os amigos. Deixe o Homem em paz.
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