quarta-feira, 25 de março de 2026

Diário de viagem

 DIARIO DE UMA VIAGEM


O projeto de ir a Europa, em viagem cultural e de lazer, começou a ser traçado em 2005, logo após ver frustrada uma possibilidade de seguir com a mesma passagem, ganha em concurso da Sky, que nos levou a Madrid para ver um jogo de futebol entre os times da capital espanhola, Real x Atlético, que culminou com um belo passeio até Toledo, cidade medieval e primeira capital dos espanhóis.

Ficamos, eu e Marina, cerca de um ano escolhendo roteiro em revistas especializadas, na internet e no Caderno de Turismo do Globo. Grécia? Sim. Dizia Marina. Áustria? Pensava eu quieto para não influenciar a decisão da esposa. Quem sabe Fátima, Lourdes, Campostela, Vaticano ou até mesmo Israel? É muito, a grana não dá para tantos quilômetros a percorrer. O tempo passa e os projetos estão engavetados, falta o principal, dinheiro disponível e que não comprometerá o futuro da família Dutra.

Março chega e com ele uma boa surpresa. A justiça do trabalho determina o pagamento de um processo, contra o FGTS, e pimba, voltamos a idéia de rodar pelo Velho Continente como turistas culturais. Lá vem de novo a escolha e, claro, a Itália está no roteiro e Portugal ganha força porque a visita a Fátima é fundamental para todos nós, católicos e fervorosos devotos de Nossa Senhora. 

Roteiro nas mãos e lá vamos nós para a Esperança Turismo fazer as contas e projetar definitivamente nossa viagem. Com o apoio do Júnior fizemos as escolhas e chegamos a conclusão que Brasileiros na Europa era o que havia de melhor e que iria preencher todos os nossos requisitos. Portugal, com Estoril, Cascais, Sinta e Fátima, além de uma breve passagem por Monsanto, seguindo para a Espanha, onde poderíamos rever Madri e Toledo, e conhecer Zaragoza, com sua imponente catedral dedicada a Nossa Senhora do Pilar, e Barcelona, berço catalão e uma das cidades mais visitadas do mundo.

Até aí tudo bem, estávamos no rumo certo e o roteiro foi se completando com Nice e Mônaco, entrando na França para alcançarmos a Itália, onde visitaríamos Pisa, passando por Gênova, e seguindo para Roma, onde encontraríamos com o primo Miguel e eu estaria realizando o antigo sonho de ver o Coliseu, o Vaticano, as ruínas e a Roma Romântica, tão badalada em filmes e documentários. O sonho estava vivo e os passeios adicionais estavam sendo imaginados, claro que para isto era preciso alguns euros a mais.

E mais alguns dias de conversa, eu e Marina ficamos pelo menos duas semanas definindo como seria o nosso trajeto e mentalizamos uma possível visita a Suíça, que não estava no roteiro original e sim no roteiro da CVC, empresa ligada a Europamundo, que nos levou pela Europa em ônibus especial. De Roma, para chegar a Lugano, Lucerna, Zurique e Berna, na Suíça, teríamos que passar por Florença e Veneza, ambas cidades histórias no norte da Itália, incluídas em nosso roteiro original, e que preenche qualquer agenda de um viajante iniciante. 

Fecharíamos finalmente nosso roteiro em Paris, onde por três dias passearíamos pelas ruas da mais famosa cidade do mundo e transformaria o sonho de Marina, de ver de perto o Museu do Louvre, em realidade. Torre Eiffel, Rio Sena, Bateaux Mouche, Arco do Triunfo, Can-Can, luz, saber e alegria. Tudo isto é Paris e lá vamos nós para nossa primeira aventura na Europa.

DIÁRIO DE UMA VIAGEM 2

Saímos do Rio por volta das 17 horas do dia onze de setembro, o Carlos Fernando Motta nos levou ao Aeroporto Tom Jobim onde pegamos o vôo 0479 da TAP rumo a Lisboa, capital portuguesa e primeira parada de nosso roteiro. Nossa viagem foi tranqüila, apesar do pequeno mal estar que quase me fez pensar em desistir, antes mesmo do avião começar a taxiar no pátio do Galeão. Um comprimido de Alcadil resolveu o problema e a viagem transcorreu em absoluta calmaria, muito embora eu tenha certeza de que Marina estava preocupada comigo.

Chegamos por volta das sete da manhã no Aeroporto de Lisboa, onde fomos recebidos pelo agente da Europamundo, que nos levou ao Arts Lisboa Hotel e aos poucos fomos nos entrosando com o grupo de mineiros liderados pelo guia Fábio, que chegara ao mesmo tempo em que nós nos registrávamos na portaria do hotel. Aos poucos formos conhecendo casais e firmando novas parcerias. A primeira destas foi com um casal, que já ultrapassou a faixa dos setenta anos, Júlio e Marieta, com quem almoçamos em um shoping próximo ao Arts Hotel. 



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