Os craques do Triângulo

 Hoje falo do Bar do Vicente e daquele majestoso prédio ali em frente à casa número 174 da Ary Parreiras, onde voltou a funcionar, felizmente, a nossa Prefeitura.

Mas antes, as peladas.

As peladas da Rua José da Silva Bastos são coisa de cinema. Quem não conhece pode até duvidar. Era — e ainda é — um pequeno morro. Um gol ficava onde hoje está o posto; o outro, onde funcionava a farmácia do seu Scilio Faver.

Ali desfilaram craques.

Quando a bola caía no quintal do vovô Vicente, era a minha hora. Se não me deixassem entrar no “racha”, a bola não voltava. Ou voltava picadinha.

Vicente era bravo, mas gostava de ver o neto jogando entre os grandões: Marcinho, Nivaldo, Hércules, Ló e Paulinho — filhos do Amaro Leitão.

Ali aprendi duas coisas fundamentais:

Que a bola não perdoa distração.
E que a infância é o melhor campeonato da vida

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