segunda-feira, 10 de outubro de 2022

Papo de Caminhada - São Judas e a decisão

 


Caminhando, como faço todas as manhãs, com Marina (minha esposa) passamos pela Igreja de São Judas Tadeu, na Rua Formosa, em Campos dos Goytacazes. Tudo bem, passamos sempre por ali, porém, tem sempre um porém, hoje me chamou a atenção o movimento maior para uma igreja fechada naquele momento e, pelas camisas rubro-negras, eu pensei comigo e falei com Marina: A turma do Flamengo está fazendo reservas para a missa do dia 28 de outubro, dia consagrado ao Padroeiro do CR do Flamengo já que no dia seguinte tem decisão da Libertadores. 

Bingo!!! Dei uma parada estratégica e perguntei a dois torcedores, que já saiam rumo a seus destinos matinais, e perguntei apenas para conferir: Encomendando missa ou reservando lugares para dia 28? 

E a resposta veio mais rápida que nossos passos na calçada: - Tentamos uma missa extra, só para os rubro-negros, mas por enquanto nada resolvido, mas teremos uma resposta definitiva na próxima semana, mas você está certo, vamos lotar a igreja no dia de nosso Padroeiro. 

Nada como a fé, principalmente para um torcedor fanático e crente. 

sexta-feira, 7 de outubro de 2022

Devaneios de um Molambo

Ontem fui dormir, não vi futebol e fiquei ouvindo minhas músicas no Spotify, que aliás está cada dia melhor, estou conseguindo fazer minhas playlists com muito carinho (quem quiser é só pedir) e duas músicas me chamaram a atenção já entrando na madrugada, o fone no ouvido e as letras girando na telinha do celular não me deixavam dormir,  confesso que não estava muito afim de ir para os braços de morfeu. 

A primeira, letra de Augusto Mesquita, que anda em voga nestas eleições e me remetem a outras tantas que  vivi neste país de políticos mentirosos e corruptos. A letra me coloca nos debates, que não assisti, e nas propagandas das tevês abertas, que às vezes fui obrigado a ver e me irritar. 

Qual é a música? Perguntaria Silvio Santos (era ele mesmo o dono deste quadro?), Molambo, cuja interpretação mais marcante, para este que vos escreve, não foi de nenhum seresteiro mor e sim do grupo Os Incríveis. 

"Eu sei que é tudo mentira e  não pode ser, o que ela me fez, porque depois de tudo que ele me fez eu jamais poderia aceitar outra vez..." E Ciro Gomes aceitou, vai viver outra vez nos braços de Lula, sem medo de ser feliz. Coisas da política e do amor. Ele bem que poderia ter dito: .. Não vou, para impedir que a loucura fizesse de mim um molambo qualquer E fez, Ciro, você se tornou um molambo qualquer. 

E a outra, qual seria? Bem a outra não tem nada a ver com o tema político, vem na mente meu velho pai e sua paixão pelo Miltinho, para ele (para mim também) um dos maiores intérpretes da MPB de todos os tempos. E Devaneio, da dupla Djalma Ferreira e Luiz Antônio, que tantas outras canções escreveram para este gênio chamado Miltinho e para Lúcio Alves, outro baita intérprete de nossa MPB.

Devaneio é uma lembrança, são momentos únicos e nos fazem sonhar acordado, eu até precisava sonhar dormindo naquele momento, mas a música me distrai, me deixa solto e sem vontade de fazer nada mais, e ao olhar para o lado da cama, o lado direito do colchão, eu tinha certeza que a letra está certa e cantei baixinho acordando Marina: 

... És a certeza de que és minha, meu sonho lindo, devaneio, amanhã é você, só você... vida inteirinha. 

quinta-feira, 6 de outubro de 2022

Franca do Imperador e a nossa "Ave Esperança".

 Algum tempo atrás, não me recordo o ano exato, em Franca, interior de São Paulo, onde estava com o José Maria de Aquino para acompanhar Francana x São Paulo,  ele comentando para a Rede Globo e eu, claro, de acompanhante e na boa ali na cabine com o grande Osmar de Oliveira, médico e narrador de alto nível, uma manhã de domingo de forte calor, mas nada que um bom caldo de cana e um ótimo pastel não aliviasse a o calor e a fome, afinal o jogo começou às onze da manhã.

Voltando 24 horas no tempo, no exato momento em que chegamos ao Hotel Imperador, lá, diga-se de passagem, tudo leva (pelo menos era assim nos anos 80) "Imperador" como título, como por exemplo a emissora de rádio que faz parte deste causo bem legal, vivido por este contador de histórias, na cidade de Franca, do Imperador em um dia qualquer de um ano qualquer da década de 1980.

Chegamos ao hotel por volta do meio dia, uma longa viagem na Veraneio da Globo, me senti um superstar andando no veículo oficial da Platinada e convivendo pelo menos 24 horas com aqueles que eram meus ídolos do jornalismo esportivo, Gilson Ribeiro era o repórter que acompanhou o São Paulo nesta viagem.

 Bem, os profissionais subiram e o amador aqui ficou na portaria do hotel, música boa tocando na Rádio Franca do Imperador, e a cerveja feita com puro malte, naquele tempo a Antártica era puro malte e fabricada com água de Jaguariúna, segundo especialistas,  a melhor água para a mais pura cerveja.

E pouco mais de dez minutos em que ali estava a  grande surpresa, que é o motivo deste causo, acontece e eu paro tudo que estava fazendo e, para espanto do recepcionista e do garçom, comecei a cantar, alto por sinal, a música que chegava para nós no saguão do Hotel Imperador, era "Ave Esperança", com Marcos Sabino, no pico do sucesso nacional.

Zé Maria, que havia descido para o almoço, se espantou quando me viu ao telefone, não havia celular nos anos 80, sentado do lado de dentro da recepção, e, preocupado me perguntou: - Aconteceu alguma coisa lá na "terrinha"?

Eu ri e com o sorriso já demonstrei para ele que nada aconteceu, apenas fiz sinal para que ele ouvisse a música, que estava no final, e depois eu explicaria para ele. Neste momento, o locutor anunciou o nome da música, o cantor e o autor da canção e informou que depois do comercial conversaria com Marcos Sabino.

Eu não sabia que a entrevista era gravada, o locutor me atendeu, muito bem, e quando eu disse que esta música, "Ave Esperança", havia ganho o Festival da Canção, em minha cidade (Miracema) meses antes e que eu era o apresentador do evento, o moço me anunciou e me colocou no ar para falar sobre ela, sobre o Fecami e sobre Marcos Sabino, que eu disse conhecer desde quando tomou gosto pela música e visitava nossa Miracema constantemente.

Zé Maria se emocionou quando contei que ele sempre ficava na casa de Joel Alvim e Tia Ricarda, amigos pessoais do jornalista mais premiado do país, e o locutor, ao saber quem estava comigo, falou: - Você também é da Globo?

Me despedi sem dizer que sim ou dizer que não, e o Zé Maria e o Dr. Osmar caíram na gargalhada e o narrador disse ao Zé, "este menino é dos meus".

Belas lembranças de belos momentos. E arremato dizendo: É mentira, Zé?

terça-feira, 4 de outubro de 2022

Antoninho quer ir a Lisboa. E foi?

 Há dois meses atrás meu amigo Antoninho me falou:- Dutra, quero ir a Portugal em outubro, vamos?

Disse que não dava, mas queria combinar algo com ele. Expliquei o que pretendia.

Alguns dias depois Antoninho chega na fila do pão e me diz que irá em 6 de outubro, desce em Lisboa e no dia 12 estará em Fátima para celebrar os 300 anos do aparecimento da imagem de Nossa Senhora, a nossa Padroeira Aparecida, nas águas do Paraíba.

- Dutra, o que você queria combinar comigo? Pergunta Antoninho.

Já tinha me esquecido, mas rapidamente voltei a fita e me lembrei.
- Seguinte, amigo, eu quero sair para Belo Horizonte no mesmo momento, ou quase isto, que seu voo decolar do Galeão, quando sair me avise e quando chegar passe mensagem. Combinei com ele.
- Saio dia 6/10, em voo das 8:45h, da TAP. Informou Antoninho.

Ferrou, pensei eu, acreditei que fosse no voo noturno, 18;45h, mas tudo bem, deve ter um ônibus por perto saindo pela manhã.

Bingo! Achei Macaé x BH saindo das 9:15h e daria certo o que imaginei.

E ontem, 6/12, Antoninho saiu de Campos às duas da madrugada e eu às seis da matina. Ele rumo ao Galeão e depois Lisboa, eu rumo a Macaé e de lá até BH.

- Dutra. Comandante da aeronave avisa "atenção tripulantes, decolagem autorizada".
Quinze minutos depois eu também decolo, no voo rasteiro, pela Útil e pelas estradas brasileiras.

A previsão de chegada do Antoninho a Lisboa era para para às 19h, hora de Brasília 16h, horário de Portugal, e o meu horário de chegada a capital mineira era para às 21:30h, duas horas a mais porque temos, em terra,paradas para lanche e almoço.

Antoninho foi direto,  não viu nada, eu fui olhando pela janela e observando as praias de Rio das Ostras, de Saquarema. São Pedro da Aldeia e Cabo Frio, onde fizemos um pit stop e seguimos, via BR 101, para pegar o roteiro original.

Duas horas depois subimos a Serra de Petrópolis, o sol aberto nos ofereceu um lindo cenário e revi um lugar que sempre esteve  nos meus roteiros de passeios, Revisitei a BR-040, mais jovem e mais bonita e curti demais este novo trajeto.

Entramos em Minas e pensei: Antoninho já deve estar atravessando o deserto e se aproximando das Ilhas Canárias e eu chegando a Juiz de Fora.

O prazo de sua chegada estava se aproximando e, quando passava por Barbacena, por volta das sete da noite, recebo a mensagem no zap.
- Dutra, aeronave em solo português.  Chegamos a Lisboa.

Enquanto isso eu continuava no voo rasteiro, e ao chegar a Conselheiro Lafaiete outra mensagem no zap.

- Dutra, fazendo check inn no hotel. Abrs.

E eu, já há quinze horas rodando, fiz um balanço da viagem do amigo e pensei comigo mesmo, tentando levar, como diz Marina, pelo lado Poliana.

Antoninho não curtiu a viagem, dormiu e  conversou  por onze horas e eu, no ônibus, vi praias belas, montanhas maravilhosas e até imaginei uma delas coberta de neve, eram nuvens, vi gente bonita e idosos procurando um bom final de semana.

E, às 22:15h, meu ônibus "pousou" no terminal da Afonso Pena.
Passei seis dias por Minas e Antoninho sete dias em Portugal.
Gostei da aventura, mas não repito...


Eita!! BRASILSÃO

40 anos se passaram

  Guarânia, 40 anos e outras           armadilhas do tempo Cuiabá, virada dos anos 70 para 80. Calor, gente suando elegância e promessas de ...