sexta-feira, 29 de maio de 2020

Papo de viagem - Como comer e o que comer, bem, nas viagens

Na última semana fiz uma Live com o amigo Neto Cordeiro e, entre outros assuntos, falamos de viagens e como comer bem e onde comer nas viagens internacionais. 

Eu, por experiência própria, senti no estômago o que é abusar da comida que não estou acostumado, senti o drama no dia seguinte a uma estupenda refeição, deliciosa, em Madrid, em 2005, em um restaurante cabo-verdiano.

Explico: A comida, um pouco diferente da nossa feijoada, com todos os ingredientes, não desceu bem e no dia seguinte, na viagem de trem para Toledo, o "trono" da cabine "baños", o nosso banheiro, ficou reservada exclusivamente para este escriba. 


Pois então, daí pra frente, comecei usar o convencional, sem experimentar nada exótico ou condimentado, como as pesadas comidas alemãs, que são um tremendo problema para quem tem problema de má digestão ou na vesícula, este item foi cortado do cardápio e o bacalhau, sem muito tempero e as massas, também sem aqueles condimentos mais pesados, foram inseridos no contexto. 

Neto me perguntou: Onde comeu bem, em Portugal ou na Itália? Nos dois, mas para decepção do turista, que se acostumou justamente com as tradicionais comidas portuguesa e italiana, sem medo de errar eu digo que o melhor bacalhau que comemos, eu e Marina, foi em Varsóvia e a melhor massa na Bratislava, sensacionais os dois pratos e conto como foi. 

Em Varsóvia nevava demais, cinco graus negativos e não tinha para onde sair à noite. Conversando com nosso guia, um português gente fina, contei que me decepcionei com um certo tipo de bacalhau, em Monsanto, em Portugal, e que tinha sido o pior que comi até aquele momento. 
- Vou te indicar um restaurante português, aqui do lado (do hotel em Varsóvia/Polônia) e vocês, eu, Marina, Bandeira e Marta, o casal que ficou nosso amigo na viagem, irão gostar. Depois me falam. Então lá fomos nós, enfrentar o frio, a neve e experimentar a indicação do guia. 

O maitre, ao ver que éramos brasileiros, chamou um garçom português e este logo ofereceu o tal cardápio de bacalhau, sabia que era indicação do José Maria, e um excelente vinho, também da terra de Camões, para saborear enquanto aguardávamos o pedido, que era simplesmente quatro tipos de bacalhau diferentes, um para cada um que seria dividido à mesa. 

Nem me pergunte se foi bom ou mais ou menos, nada disto. Foi simplesmente o "manjar dos deuses", magnífico, delicioso, e, apesar do adiantado da hora, já passava das dez da noite, não nos causou qualquer problema na madrugada, nem mesmo o vinho, que não nos trouxe ressaca no dia seguinte. 

E a pizza? Pergunta o amigo. A pior foi em Nápoles, acredite, e a melhor na França, em Paris, em uma cantina italiana próxima do Museu do Louvre, após sairmos de um restaurante tido pela turma como muito bom, totalmente decepcionado e com fome de cavalo de corrida. 

Entramos na cantina e o que tinha no momento? Pizza em pedaços e quê pizza, totalmente demais e, acreditem, foram cinco fatias, das grandes, degustadas com satisfação, acompanhada de um refrigerante gelado e também super gostoso. 

Ah! A decepção em Nápoles, com a pizza? Sim, entramos em uma daquelas famosas pizzarias da cidade para conhecer as delícias italianas, um pedaço para cada um, eu, Marina, Gervásio, que não é o Neto, e Helena, nossos amigos e companheiros nesta viagem, e pedimos a tal pizza em pedaços, tradicional no país e na cidade napolitana. Decepção, pizza fria, sem sabor e totalmente condimentada que deu até medo. As paulistas são mais saborosas, tenham certeza. 

Já que o assunto é comida italiana e portuguesa abro um parentese para falar da bacalhoada servida em Cascais, em Portugal, pela Abreu Tour, na viagem de 2015, tirando a de Varsóvia, foi a melhor e mais saborosa que comemos, o vinho, bem este foi melhor do que tomamos na Polônia. 


Fecho com um detalhe importante, novamente no leste europeu, a massa que comemos em Berlim, nos cinco dias que por lá passamos, só perde para a da Eslováquia, mas com um detalhe, por lá, na Alemanha, pedíamos um especialidade por dia, sem muito molho e com cozimento ao dente. Excelente, andávamos pelo menos dois quilômetros por dia para almoçar na Estação Ferroviária de Berlim. 

Depois eu conto mais, porém, tem sempre um porém, na hora que tiver dúvida um sanduba do Mac Donald, do King's Burger ou outro qualquer quebra um bom galho, talvez até uma árvore inteira. 

terça-feira, 26 de maio de 2020

Papo de Saudade - Obrigado, Braizinho, o pequeno gênio da bola

O dia triste, como o de ontem, quando recebi duas cacetadas no coração já cortado por emoções fortes vividas nesta vida de vitórias, meus amigos e ídolos do futebol e da música.

Perdemos ontem  Brás José Oliveira Filho, o Braizinho, um dos mais talentosos atacantes que vi jogar, o Fernando Nascimento comparou Tostão a ele, isto mesmo, ele chegou a bola antes do Mineirinho de Ouro, e o miracemense, baixinho e talentoso como o craque da seleção, só não brilhou por gramados do mundo por ter nascido em época errada.

Braizinho era genial, seu faro de gol, sua perspicácia dentro da grande área pode ser comparada com a do Romário, um pouco mais inteligente, digo sem medo de errar já que fui testemunha ocular de seu talento e de sua arte e o considero, ao lado de outro genial craque, Lauro, que depois passou a ser chamado de Lauro Carvalho, formariam a melhor dupla de atacantes do planeta bola.

Não pensem que estou aumentando ou valorizando o patrimônio histórico futebolístico de Miracema ou enaltecendo um amigo que partiu para o Oriente Eterno na tarde de 25 de maio de 2020, não, podem ter certeza que o comentário é de quem gosta do futebol, vive o futebol e trabalha com futebol, jornalisticamente falando, desde 1979 e com muita coragem diz, em público e grava para posteridade, um comentário como este. 

Braizinho tinha um drible seco, em velocidade, para quem quiser comparar pegue os vídeos de Tostão, o verdadeiro, e admire a qualidade técnica do ex-camisa 9 do Cruzeiro e da Seleção Brasileira, era aquilo e um pouco mais, e se possível olhem o jeito de Romário finalizar dentro da área e podem dizer, sem medo de ser feliz, Braizinho fazia isto nos anos 60 lá em Miracema e em toda região Norte do Estado do Rio. 

Na minha crônica, de 2009, eu contei sobre um time espetacular dos anos 60, lá na minha Miracema, o Rink EC, comandado por um gordo, estilo Vicente Feola, Chiquinho Maracanã, e que encantou a região com um futebol clássico, veloz, inteligente e devastador, o ataque não vi igual até hoje,  digo que na região foi imbatível e sem igual, tinha Frederico, Emanoel, Braizinho, Silvinho e Lair, todos jogando ofensivamente e marcando, em média, três gols por partida. 

Ficaria contando as belas jogadas de Braizinho por várias páginas, mas cito apenas uma, contra o Olaria, carioca, em uma tarde de domingo, no Estádio Municipal de Miracema, quando ele, o pequeno gigante, adentrou a área, com a bola dominada, em velocidade, limpando um por um da defesa Bariri e, na saída do goleiro, simples e fatal, tocou por cima com a classe dos "deuses" do futebol. 

Obrigado, Braizinho, você foi um pequeno garoto, criado na Rua do Biongo, mas foi um gigante craque de futebol na Rua da Laje e deixou o torcedor de nossa Miracema encantado com sua arte e seu talento. 

segunda-feira, 25 de maio de 2020

Adeus Dom Américo, meu ídolo e amigo

A notícia só não caiu como uma bomba, explodindo meu coração fragmentado, porque sabíamos, eu e Marina, que Dom Américo estava vivendo seus últimos momentos entre nós, seu estado de saúde, há mais de sessenta dias, era crítico e os médicos e ele lutaram bravamente por uma sobrevida. 

Hoje chegou o dia de uma despedida, que não terá a presença de seus milhares de fãs e amigos leais que criou durante toda a sua vida de músico e pessoal, foi um cara do bem, como gostam de dizer as pessoas nos dias de hoje, foi um gênio da voz e um artista completo, e agora, em sua partida para o Oriente Eterno, nos restam os CDs, os vídeos feitos em seus shows e a doce lembrança de sua voz que ficará eternizada em todos os corações dos fãs. 

Partiu hoje, aos 69 anos, meu grande amigo, no tamanho e na força da amizade, um cara que aprendi a gostar em 1977, ainda em Miracema, quando se mostrou um artista com talento e dignidade, conto depois para não tomar o tempo, e cuja amizade floresceu aqui, na nossa Campos dos Goytacazes, no Parque Alberto Sampaio, onde tocava semanalmente e nós, eu e Marina, tínhamos praticamente uma mesa cativa no bar do Boa Morte. 

Andei por muitos lugares ouvindo sua voz, mas lá do outro lado da cidade, ainda como Osvaldão, carregava centenas de fãs semanalmente para lotar a casa famosa e em todos os lugares por onde cantou ele, Osvaldo ou Dom Américo, encantou e deixou um gostinho de quero mais. 

Nos últimos meses eu marcava presença na Padaria Moka ou no Shopping 28, onde o meu ídolo fazia suas happy hours maravilhosas e encantava seus amigos e fãs cantando suas canções favoritas, ele sabia o gosto de cada um de nós e interpretava, com prazer e sabedoria, as canções que gostamos, como por exemplo, ao ver minha Marina soltava a voz com maestria de um ser divino "Marina... Morena Marina, você se pintou..." e dava aquele sorriso que demonstrava todo carinho pelo casal amigo. 

Osvaldão, chegou a hora de partir e chegou a hora da despedida, cuja presença física deste seu amigo e fã não será possível, você sabe que estamos em isolamento social, mas seu filho, meu amigo Apollo, será seu substituto no aspecto físico, e você, insubstituível e único, ficará eternamente marcado em minha memória e em meu coração. 

Deus Te receba em paz porque aqui você viveu fazendo a alegria e levando paz aos corações dos apaixonados pela música e pelo seu talento. 

Papo de quarentena - Amigo é para estas coisas...

Este meu blog, que está no ar há mais de dez anos, tem o sugestivo nome de "Papo de Botequim" porque foi num destes estabelecimentos, que frequento desde que nasci, que me deu suporte para ótimas conversas, excelentes prosas e foi num destes lugares que me aperfeiçoei em crônicas do cotidiano. 

Nestes setenta e três dias sem uma boa prosa de boteco, só amenizados pelas conversas em vídeos, como no sábado passado, quando eu e os Mottas, Cacá e Marco Aurélio, ao lado do Zé Mario, tivemos nosso momento de buteco através das telas dos celulares, sim, havia cerveja à mesa, mas confesso que foi bom porém, tem sempre um porém, não foi como ao vivo e em cores nos botequins da vida. 

No meio da semana que passou liguei para o meu lugar favorito, em Campos, onde passo ótimos momentos ao lado de grandes amigos, o Armazém do Lenílson, e é o Ninil quem me abastece com as compras do dia a dia e da cerveja nossa de todos os dias, atualmente só nos finais de semana, e pedi a ele a lista do dia, inclusive uma vassoura. 

E, para minha surpresa, não foi o Claudinho a fazer a entrega, era o próprio Lenílson o entregador da vez. Perguntei pelo Claudinho e a resposta foi rápida e agradável. - Estava com saudade do amigo, há mais de dois meses que não o vejo, só nos falamos ao telefone, disse ele, completando... quando você pediu uma vassoura eu lembrei... vou pegar uma e ir voando até o prédio do Adilson e dar um abraço, imaginário, no amigo. 

Obrigado, Lenílson, você é dos meus amigos de fé e companheiro leal, como muitos outros que falo durante este período de "seca" de abraços e papos, como o João Batista Alves, o nosso querido João do Ulisses, que me proporcionou um dedo grande de prosa, também no sábado, como o Sefinho, o Tadeu Miracema e o Zé Luis da Silva, todos devidamente conversados no sábado da tarde até a noite, e foi um dia bem produtivo, sem depressão, sem angústia ou saudade e com muita amizade envolvida. 

Sim, o sábado foi de grandes prosas e fui obrigado a carregar a bateria do celular em duas oportunidades pois falei com meus caros amigos das 14h até às 23h já que o papo do sábado foi arrematado com as primas Angélica, Cláudia e Deise, esta lá no Piauí morrendo de saudades de todo mundo. 

Pois é, quem reúne amigos, como eu, não fica isolado ou se sente abandonado, muito obrigado amigos, por vocês terem me ouvido e espero ouvir de vocês... "amigo é para estas coisas". 

quarta-feira, 20 de maio de 2020

Quarentena - Setenta dias de reflexões

A quarentena, necessária diga-se de passagem, me fez sentir no corpo e na alma o que é a vida sedentária e sem objetivos. Hoje, pensando melhor, sinto que se houve algo de bom neste período, estou a setenta dias confinado entre minha sala, meu quarto e minha cozinha, olhando fotos antigas, sonhando com as viagens que fiz, contando meus "causos" do futebol e da imprensa, e conversando com amigos que há algum tempo nem sequer trocávamos um dedo de prosa. 

Tudo tem seu lado bom, e este, a prosa com velhos amigos, as recordações, as belas lembranças guardadas em fotos, é o lado positivo do atual momento que vivemos, o lado ruim, além da "prisão" domiciliar são os planos cortados, os nossos prazeres castrados e a solidão a dois que eu e Marina, claro que todos os meus amigos, os mais chegados e os virtuais, passam por isto e alguns, muitos, vivem no isolamento total sem sequer ter alguém para dividir uma conversa ou uma refeição. 

Tem o pior lado, as notícias de mortes, que são diárias, de amigos ou desconhecidos, de famosos ou meros mortais sem destaque sequer em sua morada, que pode ser uma rua qualquer de uma cidade qualquer. São estas mortes que me abalam, me fazem refletir e me fazem pedir ao meu Deus, em orações diárias, para que proteja toda minha gente e que dê soluções aos cientistas para que a cura seja descoberta o mais cedo possível.

Sim, acredito em Deus, na ciência e nos cientistas do mundo e são eles que chegarão para nos salvar da pandemia e da desgraça que nos trouxe este Covid-19, pois se dependermos dos nossos políticos, aqui eu generalizo e englobo , perdão pelas letras garrafais, T O D O S, desta classe inútil e desprezível. São eles os responsáveis por tudo o que ocorreu neste país que sente hoje o voto errado de longos e longos anos. 

Eu tenho a certeza de que não viajarei como faço há quinze anos, voando por aí sem medo de ser feliz. Tenho a certeza de que não assistirei a um jogo de futebol, que me dá grande prazer, dentro dos próximos anos, isto in loco, e na tevê assistirei a espetáculos vazios e frios, sem público e sem emoção externa, mas quero viver e por isto peço proteção Divina e apoio dos amigos e da família. 

Enfim, estamos todos em um barco navegando em águas tortuosas e escuras e muitos ainda discutem qual o "político de estimação" é o melhor e quem não é corrupto e quem disputa o título de queridinho do eleitor, sim, ainda tem gente que pensa que existe salvação no meio. Deus nos proteja. 

quinta-feira, 7 de maio de 2020

Quarentena: Dia 50 e a rotina continua

E o grande Chico Buarque dizia: "Todo dia ela faz tudo sempre igual...", pois é todo dia eu faço tudo igual há cinquenta dias. Sou faxineiro, auxiliar de cozinha, leitor ávido de jornais e revistas, cinéfilo juramentado e, infelizmente, nada desportista neste momento de pandemia. 

Sim, não sou afeito a assistir jogos em vídeo tape, quebrei a tradição para ver, isto mesmo, ver Brasil 5 x 2 Suécia, a final da Copa do Mundo de 1958, e a outra final, a de 1962, Brasil 3x1 Tcheco-Eslováquia, sabem porque? Estes dois jogos eu não vi e, no meu entendimento, mereciam toda a minha atenção, afinal ali estavam os maiores jogadores do Planeta Bola, como Pelé, Didi,Garrinha, Nilton Santos e o incrível Zito e sua arte de comandar o time dentro de campo. 

Meu dia é dividido entre as responsabilidades da casa, ajudar na faxina e fazer a limpeza pós almoço na cozinha, sim, não tenho vergonha de dizer, faço isto desde que nossa Luciana pediu baixa na carteira de trabalho e foi viver sua vida profissional em outro ramo de atividade após 22 anos conosco, mas tudo bem, é saudável e como somos apenas eu e Marina temos que nos ajudar para vivermos em harmonia. 

Para quem, segundo minha mãe dizia, tem "bicho carpinteiro" no corpo, para quem não sabe é a expressão que usavam os mais velhos para dizer que não sossegávamos em um lugar, e, por isto sinto falta de minhas andanças por este mundo de meu Deus, as idas ao botequim para nossas cervejas e nossos papos de amigos, mas às sextas-feiras repito o ritual do bar e monto meu boteco em casa, com os quitutes feitos por Marina. 

A manhã é de tomar sol na varanda, após o serviço de limpeza diário, ver  um filme e, depois do almoço, sem soneca para não atrapalhar o sono noturno, vamos repetindo também a movimentação do dia, exercícios no simulador de caminhada, um filme e muita música no Spotify, nosso fiel companheiro do dia a dia. 

E assim vamos levando e aguardando a chegada da cura total e da ausência do Corona Vírus de nossas vidas. Aguardando com expectativa para ver a nossa neta, Lara, que nasceu no mês passado e ainda não a conhecemos pessoalmente, só no virtual.  

terça-feira, 5 de maio de 2020

A live do Adilson Dutra - Foi legal! Tem mais na sexta.

Hoje foi muito legal a estreia da Live do Adilson Dutra, obrigado a turma que viu ao vivo, que viu na reprise e coisa e tal, e na sexta-feira, também por volta das cinco da tarde, contarei novas histórias e novos "causos" do rádio campista e da nossa Princesinha do Norte. 

Primeiro ato - Decepção com Júnior, o maior lateral do Flamengo de todos os tempos, e a confirmação de que Zico é realmente um gênio dentro e fora de campo. 

Segundo ato - Raul Arenari trocando a zaga contra a Cabofriense, tirando os dois zagueiros em uma tacada só. Há controvérsia do local, mas eu tenho certeza onde foi. 

Terceiro ato - O temporal no Caio Martins e a salvação da roupa de motoqueiro. 

Quatro ato - A tempestade de vento e relâmpagos, no Estádio Municipal de Miracema, e o microfone dando choque. 

Quinto ato - Maracanã, primeira transmissão minha, na Campos Difusora, e o narrador experiente acreditando que o repórter novato não seguraria o rojão. 

Cinco temas e podemos conversar ao vivo, já aprendi como responder aos amigos ao vivo. 

Papo de Bola = Uma imaginária rodada do Brasileirão 2020

Nossa conversa sobre futebol está naquela de "pendente", não há o que possa ser comentado, nada a discutir e o hiato já chega a praticamente sessenta dias desde o último dia que a bola rolou prá valer no planeta. 

O Brasileirão 2020 deveria ter começado no final de semana que passou, seriam dez jogos pela Série A e outros tantos pela Série B e teríamos um belo leque de opções na telinha da tevê e nosso tempo seria melhor ocupado com estes jogos, ao vivo e em cores, do que com estes já surrados videos reprisados todos os dias nos canais fechados e aos domingos nos canais abertos, a Band também aderiu a moda da Globo. 

Só para ilustrar nosso papo de futebol virtual, claro se não houve é virtual também, domingo teríamos Flamengo x Atlético Mineiro, no Maracanã com 70 mil torcedores, um jogo que marcaria a abertura oficial do campeonato e a volta do time campeão brasileiro ao antigo maior do mundo. Jogão de bola porque o Galo renovou o elenco, levou Sampaoli e pode ser uma das grandes estrelas do campeonato se houver tempo hábil para ser disputado. 

Grêmio x Fluminense, na Arena Grêmio, em Porto Alegre, seria outro jogo a ser observado com muito carinho, o Fluminense, melhor campanha no Estadual do Rio, contra o Grêmio, provável campeão gaúcho, e com Renato e Oldair se rivalizando na boca do túnel. Que belo jogo para uma noite de sábado, né mesmo?

Hi! Rapaz, teríamos Palmeiras x Vasco, na Alianz Arena, em Sampa. Será que o Vasco viria reforçado e teria condições de segurar o Verdão do Luxemburgo? Boa pergunta, certo? Creio que não, o Palmeiras é hoje uma das três grandes forças do futebol brasileiro e seria favorito. 

E, fechando o papo, claro que falei apenas dos cariocas, teríamos um Botafogo x Bahia, no Engenhão, e certamente diria que o Glorioso seria o favorito, estava assimilando o jeito de jogar de Autuori e poderia ser uma boa surpresa no início do campeonato. 

Como é que será, caso volte o futebol e o Brasileirão comece, o seu time para a temporada? Você acredita na retomada do Flamengo, na recuperação do Vasco, na afirmação do Fluminense e no renascimento do Botafogo?

Fale comigo na LIVE que farei esta tarde no Facebook, te espero por lá. 

domingo, 3 de maio de 2020

A festa é nossa e o abraço é virtual: Parabéns, Miracema

TG 217 desfilando 
Queria, como centenas de outros amigos e conterrâneos, estar neste dia três de maio na minha Miracema. Queria, como centenas de amigos e conterrâneos, neste três de maio estar na Rua Direita assistindo ao desfile cívico em homenagem aos 85 anos de emancipação política e administrativa da minha Miracema. 

Porém, tem sempre um porém, eu e centenas de amigos e conterrâneos estamos confinados em nossas residências esperando o final da maior, pelo menos do nosso século, pandemia do mundo, um vírus maldito que veio da China e se instalou neste Brasil sem qualidade de vida e saúde. Estamos confinados para o bem da saúde e a festa, eita festa boa, ficará para o próximo ano e, quem sabe, com mais alegria, com mais saudade e com um pouco mais de atenção das autoridades da cidade. 

Amigos se encontrando na Barraca do Bode
Se festa tivesse os políticos estariam na cidade mostrando "serviço", que não fizeram, pedindo o seu voto novamente e você não iria sequer questionar um destes visitantes não ilustres, aqueles que aparecem de quatro em quatro anos, escudados por vereadores e cabos eleitorais que se fartam de receber "benesses" destes endinheirados políticos estaduais e federais. 

Pois é, este ano não tem encontro de miracemenses ausentes, não tem banda marcial na Rua Direita, não temos Barraca do Bode ou outra similar na Expo e não teremos aquele ato político/social, no Clube XV, que oferece título de cidadania a merecidos "miracemenses" e para aqueles políticos que nada fizeram mas que os vereadores ou prefeito precisam dar um agrado especial, e não é de agora, desde a criação que é assim que se faz.

O desfile na Rua Direita
Mas enfim é aniversário da nossa Miracema e por isto devemos cantar o nosso belo hino, cantar "parabéns prá você" e pedir ao Bom Deus que coloque um cordão isolando o vírus e proteja a nossa comunidade desta peste assustadora. 

Parabéns, Miracema, e que os miracemenses pensem muito bem neste momento e faça uma reflexão séria para saber quem é quem na lista de políticos que estariam na cidade nestes dias de festa. 

  1. Abraço de um miracemense saudoso e amante da Terrinha. 

sexta-feira, 1 de maio de 2020

Quarentena, dia 45, na faxina achados maravilhosos

Sexta-feira, primeiro de maio de 2020, feriado consagrado ao trabalhador em todo mundo, porém, tem sempre um porém, para nós, mortais em confinamento, o vírus ainda perturba e provoca temor em todos nós, o feriado, tido como prolongado, já se estende desde o 13 de março passado e, confesso que para nós, eu e Marina, não tem sido pesadelo, estamos em contato, em vídeos chamadas, com os filhos que estão longe e, o mais novo, que ainda está por aqui, sempre está nos vendo, de longe, e nos prestando o favor em compras e abastecimento da geladeira e da despensa. 

Lembra disto? Famosas nos anos 80/
Pois é, dia 45 da quarentena foi especial, a parte da manhã foi totalmente dedicada a faxina, eu fiquei responsável pela sala, limpeza dos discos e livros, cassetes e vídeos, e aí começaram as surpresa do dia. Os vinis, que não escuto há quase meio século, estão intactos e foram limpos, não tem como ouvi-lo, não tenho mais a minha vitrola Motorola, os CDs, também sem uso desde que me associei ao Spotify, há cinco anos, estavam com as capas limpinhas, a Luciana limpa os 600 que restaram semanalmente e hoje foi preciso apenas passar um álcool para tirar as pequenas impurezas para nos proteger do tal de "coroa". 

Mas o que queria falar, depois deste preâmbulo de dois parágrafos,
Meu velho companheiro vídeo k7, fora de uso
é que houve algumas surpresas legais, algumas descobertas de coisas dadas como perdidas, como os vídeos (isto mesmo, vídeos em K7) onde estão registrados alguns passeios excelentes em viagens da década de 1980 e algumas fitas cassetes com músicas gravadas pelo Leandro, para nossas festas no Banerj, e CDs com gravações antigas e até mesmo de transmissões esportivas. 

Tentei, em vão, rever os vídeos e ouvir as fitas, ambas em K7, mas meu vídeo K7 já não funciona mais e o jeito é esperar a vida voltar ao normal para encontrar alguém que o conserte e eu possa rever e ouvir estas grandes relíquias de minha história de vida. Quanto as fotos, algumas em preto e branco, que eu dava como perdida no roubo que aconteceu na minha casa, em 94, quando levaram a caixa com todos os recortes de jornais e fotos do futebol, e jogaram no Rio Paraíba, algumas apareceram e me encheram de felicidade, principalmente a da primeira viagem a Cuiabá, no Mato Grosso, quando visitei o Pantanal. 

Meus CDs, que só vejo na hora de limpar
E assim vou de Spotify ouvindo e cantando
E, passado o tempo da faxina, que acabou cedo porque começamos cedo, voltamos a realidade e ao mundo de hoje, ligamos o som, o Spotify e vamos revivendo, através da música, os anos 60 e 70 quando o mundo ouviu as melhores canções e nossos compositores não se preocupavam com shows e sim com gravações para faturar prestígio e grana, e, olhem bem, as letras e as músicas se misturavam com qualidade e nossos ouvidos agradeciam.

40 anos se passaram

  Guarânia, 40 anos e outras           armadilhas do tempo Cuiabá, virada dos anos 70 para 80. Calor, gente suando elegância e promessas de ...