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Os ricos e poderosos e seus primos pobres da Terrinha

Thiara, Tininho, Adilson, Gilson e Cacá 
Na semana passada, assistindo Bayern Munique jogar, pelo Campeonato Alemão, e ouvindo o germânico Gerd Wensel, comentarista da Espn, falando sobre o poderio do time de Munique, poderoso também em toda Europa, voltei no tempo e pensei no nosso Vasquinho, formado e criado pelo Edson Barros com o apoio luxuoso do Clarindo Chiapin, ambos são apenas saudade, e, guardando as devidas proporções, vi que o que ocorre por lá, na Alemanha, era o que acontecia por aqui. 

Explico e não complico: O Bayern, como os poderosos do Velho Continente, quando veem um atleta, jovem ou já formado, despontando por em qualquer lugar do Planeta Bola, oferecem fortunas pelos passes destes jogadores e quase todos meninos ou profissionais veteranos, desejam piamente vestir a camisa do time Bávaro nem que seja por duas ou três temporadas. 

Tá bom, onde está a semelhança com o Vasquinho? Me pergunta agora o leitor que está lendo o Papo de Bola desta semana. E novamente explico e não complico: Por aqui, além do Edson e do Clarindo, uma turma de diretores auxiliava a dupla e o Vasquinho, que depois ressuscitou o Clube Esportivo Miracemense, trazia jogadores as pencas para o elenco dirigido pelo Bizuca, a turma do juvenil. e pelo Jaci Lopes, no time de cima. 

O Vasquinho foi bi-campeão invicto da cidade, jogou pelo menos cinquenta partidas sem perder uma sequer e os garotos da cidade, geralmente amigos daqueles que lá jogavam, desejavam imensamente vestir a camisa vitoriosa do time da Rua da Laje e assim aconteceu com o Cacá Moura, que se destacou no time da Saemi, com o Romário Herança, meio campo bom de bola do Operário, Piaza, que naquele tempo ainda era o Esquilino, revelado pelo Tupã e que foi se juntar a turma do Vasquinho para ser campeão municipal. 

E era assim mesmo, surgia um cara bom de bola na região e logo despertava o interesse do Vasquinho, como o Paulinho, goleiro de bom nível, paduano, que veio para substituir Zé Navalha, levado para o time titular pelo seu cunhado Bizuca, e o Marquinho, um ponta esquerda de grande futebol, que eu mesmo chamei, lá em Pirapetinga, que ficou na minha casa por algum tempo, que veio para o lugar de Pintinho também promovido ao time titular. 

E foram chegando muitos outros, do time inicial que tinha Zé Navalha, Luiz, Teco,
Um gol do Esportivo - Sabe de quem? 

Gilson e Vilmar, Geraldinho, Tininho e Júlio, Thiara, Adilson e Pintinho, primeiro campeão juvenil, alguns subiram e outros foram para jogar em outros times, mas chegaram o Chiquinho, craque do Paraíso, o David Resende, que chegou para ocupar a lateral direita com a passagem do Luis para a zaga. 

E o time, campeão do ano seguinte, já tinha Paulinho, David, Piaza, Luiz e Gilson, Tininho e Júlio, Thiara, Cacá, Adilson e Marquinhos, e realmente era um belo time de futebol que jogava por música e sabia o que fazer em campo e éramos todos amigos fora de campo o que dava um toque de família já que nossos "pais" Clarindo e Edson não nos deixava faltar nada. 

Entenderam a comparação? Se o Bayern Munique não perde na Alemanha o Vasquinho também não perdia na Liga de Miracema e só tinha moleques que sabiam jogar e alguns deles jogavam juntos desde o tempo de infantil, no time dirigido pelo Bitico, que deu origem ao Vasquinho, do Edson Barros, que herdou a turma do Bitico e fez um baita time de futebol. 

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